Em breve celebraremos Chanucá, que recorda uma vitória milagrosa ocorrida na Terra de Israel há mais de dois mil anos. O triunfo de Israel na guerra em Gaza não foi menos extraordinário, e seus soldados não foram menos heroicos que os Macabeus.
A guerra em Gaza – deflagrada pelo ataque de 7 de outubro de 2023 – começou, no calendário judaico, em Shemini Atseret/Simchat Torá e terminou, exatamente dois anos depois, com o retorno dos vinte reféns sobreviventes a Israel, na véspera de Shemini Atseret, o último dia de Sucot, conhecido como Hoshaná Rabá, que, segundo nossos Sábios, marca o desfecho do julgamento Divino iniciado em Rosh Hashaná.
Foi um dia de profunda alegria para Israel, para o Povo Judeu e para os que anseiam pela paz. Ao longo de dois anos de conflito, em Israel e pelo mundo, rezou-se pelo retorno dos reféns e pelo fim da ameaça terrorista que domina Gaza há duas décadas.
Embora o terrorismo não tenha sido totalmente erradicado, houve motivos para alegria: todos os reféns sobreviventes voltaram para casa, e Israel saiu vitorioso da guerra mais complexa que já enfrentou.
Foram dois anos de dor e resistência para os soldados, os cidadãos de Israel e para judeus em todo o mundo, que se viram diante de uma onda de antissemitismo, sem precedentes, desde a 2ª Guerra Mundial.
Das profundezas dessa tragédia, Israel se ergueu, com fé e determinação, alcançando uma vitória histórica e redesenhando o Oriente Médio. Como declarou o presidente Donald Trump no Knesset, no dia do retorno dos reféns: “Vocês venceram. Agora é hora de transformar essas vitórias no campo de batalha no prêmio maior: a paz e a prosperidade para todo o Oriente Médio”.
Israel provou ser não apenas a força militar mais poderosa da região, mas também uma das mais humanas do mundo. Venceu uma guerra travada na mais complexa fortaleza terrorista já construída e, apesar das falsas acusações de genocídio, manteve a menor proporção entre baixas civis e de combatentes da história moderna.
Os inimigos de Israel empenharam-se em distorcer a verdade, retratando terroristas como vítimas e soldados como agressores. A realidade é o oposto do que afirmam os detratores e as vozes antissemitas que buscam influenciar a opinião pública contra o Estado Judeu. Longe de atacar civis, Israel tomou medidas extraordinárias para protegê-los – chegando a perder centenas de soldados para reduzir as mortes entre inocentes. Como observou John Spencer, diretor do Modern War Institute, em West Point: “Israel fez mais para evitar danos a civis do que qualquer exército em toda a história da guerra urbana”.
Hoje, Israel encontra-se em posição mais forte e segura do que antes do massacre de 7 de outubro de 2023. Sua força militar abre caminho para novos tratados de paz com países árabes e muçulmanos que buscam se proteger das mesmas forças que ameaçam Israel. Essa vitória pode inaugurar uma nova era de cooperação e prosperidade no Oriente Médio.
Mas essa conquista teve um custo imensurável: os horrores do 7 de outubro, os soldados que tombaram ou ficaram marcados para sempre, o sofrimento dos reféns e de suas famílias, e a explosão do antissemitismo em todo o mundo.
Durante esses dois anos, Israel conheceu tanto o fracasso quanto a glória. Testemunhou atos de heroísmo e solidariedade que uniram a nação pela dor, pela fé e pelo amor à pátria.
A dedicação em resgatar cada refém refletiu a própria essência da unidade judaica: somos uma só família. Jamais abandonamos nenhum dos nossos nas mãos do inimigo.
Essa mesma força de união e fé é a que celebramos em nossas festividades – marcos que relembram momentos decisivos na história do nosso povo, de quase quatro milênios.
Entretanto, o eterno anseio do Povo Judeu não está na vitória da guerra, mas na própria paz, no dia em que as guerras deixarem de ser necessárias.
Que o cessar-fogo que foi acordado conduza a uma paz verdadeira e duradoura. Ao acendermos as luzes de Chanucá, que seu brilho dissipe toda a escuridão e ilumine o mundo, para que a paz, a prosperidade e a alegria resplandeçam sobre Israel e sobre toda a humanidade.
Chag Chanucá Sameach!
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Acendimento das velas