bandeira bbr bandeira es bandeira us

*Tradução: Google Translate

16 Tevet 5786 | 05 janeiro 2026

A | A

pesquisar

A | A

Dezembro 2025
Ed. 129

Carta do leitor

ANO XXXII
N. 129
Dezembro 2025
CARTA AO LEITOR: ANO XXXII N.129 Dezembro 2025

Em breve celebraremos Chanucá, que recorda uma vitória milagrosa ocorrida na Terra de Israel há mais de dois mil anos. O triunfo de Israel na guerra em Gaza não foi menos extraordinário, e seus soldados não foram menos heroicos que os Macabeus.

A guerra em Gaza – deflagrada pelo ataque de 7 de outubro de 2023 – começou, no calendário judaico, em Shemini Atseret/Simchat Torá e terminou, exatamente dois anos depois, com o retorno dos vinte reféns sobreviventes a Israel, na véspera de Shemini Atseret, o último dia de Sucot, conhecido como Hoshaná Rabá, que, segundo nossos Sábios, marca o desfecho do julgamento Divino iniciado em Rosh Hashaná.

Foi um dia de profunda alegria para Israel, para o Povo Judeu e para os que anseiam pela paz. Ao longo de dois anos de conflito, em Israel e pelo mundo, rezou-se pelo retorno dos reféns e pelo fim da ameaça terrorista que domina Gaza há duas décadas.

Embora o terrorismo não tenha sido totalmente erradicado, houve motivos para alegria: todos os reféns sobreviventes voltaram para casa, e Israel saiu vitorioso da guerra mais complexa que já enfrentou.

Foram dois anos de dor e resistência para os soldados, os cidadãos de Israel e para judeus em todo o mundo, que se viram diante de uma onda de antissemitismo, sem precedentes, desde a 2ª Guerra Mundial.

Das profundezas dessa tragédia, Israel se ergueu, com fé e determinação, alcançando uma vitória histórica e redesenhando o Oriente Médio. Como declarou o presidente Donald Trump no Knesset, no dia do retorno dos reféns: “Vocês venceram. Agora é hora de transformar essas vitórias no campo de batalha no prêmio maior: a paz e a prosperidade para todo o Oriente Médio”.

Israel provou ser não apenas a força militar mais poderosa da região, mas também uma das mais humanas do mundo. Venceu uma guerra travada na mais complexa fortaleza terrorista já construída e, apesar das falsas acusações de genocídio, manteve a menor proporção entre baixas civis e de combatentes da história moderna.

Os inimigos de Israel empenharam-se em distorcer a verdade, retratando terroristas como vítimas e soldados como agressores. A realidade é o oposto do que afirmam os detratores e as vozes antissemitas que buscam influenciar a opinião pública contra o Estado Judeu. Longe de atacar civis, Israel tomou medidas extraordinárias para protegê-los – chegando a perder centenas de soldados para reduzir as mortes entre inocentes. Como observou John Spencer, diretor do Modern War Institute, em West Point: “Israel fez mais para evitar danos a civis do que qualquer exército em toda a história da guerra urbana”.

Hoje, Israel encontra-se em posição mais forte e segura do que antes do massacre de 7 de outubro de 2023. Sua força militar abre caminho para novos tratados de paz com países árabes e muçulmanos que buscam se proteger das mesmas forças que ameaçam Israel. Essa vitória pode inaugurar uma nova era de cooperação e prosperidade no Oriente Médio.

Mas essa conquista teve um custo imensurável: os horrores do 7 de outubro, os soldados que tombaram ou ficaram marcados para sempre, o sofrimento dos reféns e de suas famílias, e a explosão do antissemitismo em todo o mundo.

Durante esses dois anos, Israel conheceu tanto o fracasso quanto a glória. Testemunhou atos de heroísmo e solidariedade que uniram a nação pela dor, pela fé e pelo amor à pátria.

A dedicação em resgatar cada refém refletiu a própria essência da unidade judaica: somos uma só família. Jamais abandonamos nenhum dos nossos nas mãos do inimigo.

Essa mesma força de união e fé é a que celebramos em nossas festividades – marcos que relembram momentos decisivos na história do nosso povo, de quase quatro milênios.

Entretanto, o eterno anseio do Povo Judeu não está na vitória da guerra, mas na própria paz, no dia em que as guerras deixarem de ser necessárias.

Que o cessar-fogo que foi acordado conduza a uma paz verdadeira e duradoura. Ao acendermos as luzes de Chanucá, que seu brilho dissipe toda a escuridão e ilumine o mundo, para que a paz, a prosperidade e a alegria resplandeçam sobre Israel e sobre toda a humanidade.

Chag Chanucá Sameach!

Destaques dessa edição

O Museu da Tolerância, em Jerusalém

Inspirado em uma instituição com o mesmo nome localizada em Los Angeles, o Museu da Tolerância é mais que um novo edifício na paisagem de Jerusalém. Iniciativa do Centro Simon Wiesenthal, nasceu com a ambição de ser um espaço de diálogo, re ...

Perguntas e Respostas: O confinamento dos judeus poloneses nos guetos

O ataque das forças alemãs à Polônia, na madrugada de 1º de setembro de 1939, marcou a eclosão da 2a Guerra Mundial. Com essa invasão, Hitler iniciou dois conflitos simultâneos: um, convencional, contra nações, destinava-se à conquista de r ...

Passados dois anos, a esperança permanece viva

Dois anos após o dia mais trágico da história do Estado de Israel — 7 de outubro de 2023, quando ocorreu o maior ato de terrorismo já vivenciado no país e a maior matança de judeus desde o Holocausto — é tempo de olhar para o passado com cl ...

Fotografando Gaza: registro seletivo

A mobilização de manifestantes mal informados, manipulados por ativistas com interesses próprios, soma-se à omissão de informações e à impossibilidade de que ambos os lados do conflito se expressem.

A guerra de propaganda anti-Israel

Por Tânia Tisser Beyda Contudo, a resposta pública aos acontecimentos revelou que o que se via nas ruas não era um mero clamor por trégua humanitária: a retórica continuou a reforçar slogans que evocam a eliminação do Estado de Israel, como ...

Antissemitismo no Canadá

Ao longo da década de 2010, o antissemitismo no Canadá registrou crescimento expressivo, sobretudo na segunda metade do período. Entre 2023 e 2025, os incidentes antissemitas e a deterioração da segurança tornaram-se as principais preocupaç ...

Os Judeus no Canadá

Localizado na América do Norte, o Canadá é o segundo maior país do mundo. A história da comunidade judaica canadense – a quarta maior do mundo – espelha a singularidade do país. A persistente dualidade franco-inglesa atenuou a pressão por u ...

Acordos de Abraão e o cessar-fogo em Gaza

Ao liderar a negociação do cessar-fogo na Faixa de Gaza, em outubro passado, o presidente norte-americano Donald Trump buscava também fazer avançar um de seus mais ambiciosos projetos diplomáticos: os Acordos de Abraão. “Não se trata apenas ...

Al jolson o maior do mundo

“O maior entertainer do mundo!” Era assim que o ator e cantor Al Jolson se autodefinia, sob estrondosos aplausos, para as plateias de costa a costa dos Estados Unidos, na primeira metade do século passado. Talvez ele não tenha sido o maior ...

Rabi Chanina ben Dosa

Rabi Chanina ben Dosa foi uma das figuras mais fascinantes e lendárias do Talmud. Tornou-se amplamente conhecido por sua santidade, pela força de suas orações e pelos inúmeros milagres a ele atribuídos. As histórias sobre sua vida, registra ...

Celebrando Chanucá

A festa de Chanucá se inicia em 25 de Kislev – neste ano, domingo à noite, 14 de dezembro. O acendimento das velas ocorre de 14 a 21 de dezembro, sendo a última noite no domingo, 21 de dezembro.

A Guerra de Chanucá em nossos dias

Chanucá começa ao anoitecer, marcando o início do dia 25 do mês hebraico de Kislev, e estende-se por oito dias. Em observância ao mandamento central da festividade, na primeira noite, acende-se uma luz da Chanuquiá, o candelabro de oito bra ...

Acendimento das velas

Ícone

Carregando

Carregando

Carregando

Ícone

Carregando

Carregando

Carregando

Acendimento das velas