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25 Adar 5786 | 14 março 2026

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Curiosidades

Uma curiosidade interessante é que o pão trançado servido no Shabat também passou a ser chamado de chalá, embora o nome originalmente se refira à porção de massa separada como mitsvá.

Tornou-se costume usar pães ricos em ovos, macios e trançados, especialmente preparados para as refeições de Shabat. Durante essas refeições, costuma-se colocar dois pães inteiros sobre a mesa, lembrando a porção dupla de maná que caía na sexta-feira no deserto para o Povo de Israel.

Assim, o termo chalá passou a designar tanto a mitsvá de separar uma porção da massa quanto o pão que acompanha as refeições sagradas do Shabat.

O Brit Milá é realizado no Shabat quando ocorre exatamente no oitavo dia após o nascimento, conforme prescrito pela Torá. Nesse caso, essa mitsvá tem precedência sobre as restrições habituais do Shabat.

No entanto, isso não se aplica em todas as situações. Se o nascimento ocorreu por cesariana, se houver dúvida sobre o momento exato do nascimento — por exemplo, quando não é totalmente claro se a criança nasceu antes ou depois do início do Shabat —, ou se o Brit tiver sido adiado por motivos de saúde do bebê, a circuncisão não é realizada no Shabat e é transferida para outro dia.Essas regras refletem tanto a grande importância do Brit Milá quanto o cuidado da lei judaica em cumprir a mitsvá exatamente nas condições estabelecidas pela tradição.

O dia de Shushan Purim não é celebrado apenas em Jerusalém. De acordo com a lei judaica, cidades que eram muradas desde os tempos de Yehoshua bin Nun celebram Purim no dia 15 de Adar, em vez do dia 14.

Na prática, porém, Jerusalém é a principal cidade onde essa tradição é observada de forma contínua e inequívoca, razão pela qual Shushan Purim é especialmente associado a ela. Assim, enquanto a maior parte do mundo judaico já concluiu a celebração de Purim, em Jerusalém a alegria da festa acontece um dia depois, preservando uma distinção histórica que remonta aos acontecimentos descritos na Meguilat Esther.

Uma característica marcante de Purim é que cada uma de suas quatro mitzvot enfatiza um aspecto distinto da vida judaica. A leitura da Meguilá preserva a memória do milagre; mishloach manot fortalece os laços de amizade; matanot la’evyonim garante que todos possam celebrar com dignidade; e a refeição festiva expressa a alegria pela sobrevivência do Povo Judeu.

Dessa forma, Purim não é apenas uma celebração histórica, mas um conjunto estruturado de atos que unem fé, solidariedade e alegria compartilhada.

Em Purim, a prioridade nos gastos da festa deve ser dada aos necessitados. Embora seja louvável preparar uma refeição festiva elaborada e enviar presentes de alimentos aos amigos, a tradição ensina que é mais importante ampliar a generosidade com os carentes. A razão é profunda: não há alegria maior do que alegrar o coração de quem precisa. Assim, Purim reforça que a verdadeira celebração se mede não apenas pelo que se recebe ou compartilha com amigos, mas pelo cuidado dedicado aos mais vulneráveis.

O costume de usar fantasias em Purim não é apenas recreativo. Ele reflete um tema central da festa: o fato de que a salvação ocorreu de forma oculta. A Meguilat Esther é o único livro do Tanach que não menciona explicitamente o Nome Divino, simbolizando que a condução Divina se deu por meio de acontecimentos aparentemente naturais. As fantasias expressam essa ideia de “disfarce”, lembrando que, mesmo quando não é visível, a presença e a ação Divinas estão sempre atuantes.

A maioria dos mandamentos de Purim deve ser cumprida durante o dia, e não à noite. Embora a leitura da Meguilá aconteça tanto à noite quanto durante o dia, os demais preceitos — como mishloach manot, matanot la’evyonim e a refeição festiva — são realizados durante o dia de Purim. Isso destaca que a mensagem central da festa deve ser vivida de forma concreta e visível, transformando a história lembrada na Meguilá em ações práticas de alegria, solidariedade e união.

Muitas sinagogas mantêm uma caixa de tsedacá próxima ao local da reza. Colocar uma moeda antes de iniciar a oração não é visto como um simples hábito, mas como uma forma concreta de lembrar que a espiritualidade judaica começa com atos de bondade. Esse costume reforça a noção de que a relação com o Divino passa, necessariamente, pelo cuidado com as necessidades humanas.

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