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*Tradução: Google Translate

5 Heshvan 5787 | 16 outubro 2026

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Curiosidades

A própria palavra Sofer, usada para designar o escriba que copia um Sefer Torá, está relacionada, em hebraico, à ideia de contar.

O Talmud pergunta por que os Sábios da Antiguidade eram chamados de Sofrim e responde: porque eles contavam todas as letras da Torá.

Esse cuidado ajuda a compreender a extraordinária precisão com que o texto da Torá foi preservado.

As palavras hebraicas Mishná e Neshamá (“alma”) são formadas pelas mesmas letras. Essa afinidade possui também um significado espiritual: o estudo da Mishná pode trazer mérito e elevação à alma de alguém que já partiu deste mundo.

Por isso, tornou-se um costume consagrado estudar capítulos da Mishná em memória dos falecidos, especialmente durante o período de luto e no aniversário judaico do falecimento. Dessa maneira, o estudo da Torá transforma-se também em um elo espiritual entre este mundo e o mundo das almas.

Na época do Templo Sagrado de Jerusalém, durante os sete dias de Sucot, eram oferecidos 70 touros, que, segundo nossos Sábios, representavam as nações do mundo e tinham como propósito atrair bênçãos Divinas sobre todos os povos.

Em Shemini Atseret, porém, era oferecido apenas um touro, representando o Povo de Israel. Nossos Sábios explicam esse contraste por meio da imagem do Rei que, depois de receber todos os seus convidados, pede a um de seus filhos que permaneça mais um dia no palácio para que possam ficar juntos, apenas os dois.

Dessa forma, enquanto Sucot possui uma dimensão universal, Shemini Atseret expressa uma relação especialmente íntima entre D’us e o Povo Judeu.

Por que, em Simchat Torá, dançamos com os rolos da Torá em vez de apenas estudá-los? Os Mestres Chassídicos oferecem uma bela explicação: nesse dia, “a Torá quer dançar” e, como um rolo da Torá não possui pés, nós nos tornamos seus “pés dançantes”.

Por isso, retiramos os Sifrei Torá da Arca Sagrada e dançamos com eles ao redor da Bimá. Essas voltas são chamadas de Hakafot, expressão que significa “andar em círculos”, e tradicionalmente são realizadas sete Hakafot em Simchat Torá.

A imagem de sermos os “pés” da Torá expressa uma das ideias centrais da festa: em Simchat Torá, nossa ligação com a Torá não se manifesta apenas por meio do estudo, mas também pela alegria de carregá-la e dançar com ela.

O ciclo anual de leitura da Torá, hoje adotado pelas comunidades judaicas, nem sempre foi o único costume existente. Na antiga Babilônia, a Torá era dividida em 54 porções semanais e sua leitura era completada em um ano. Na Terra de Israel, porém, havia uma tradição diferente: o ciclo completo levava aproximadamente três anos e meio.

Foi o costume babilônico que acabou se tornando universal. Por isso, em Simchat Torá, lemos a última porção da Torá e imediatamente iniciamos novamente sua leitura, celebrando simultaneamente o término e o começo de um novo ciclo.

A natureza singular de Shemini Atseret produz um costume aparentemente contraditório: na Diáspora, muitas comunidades continuam a fazer suas refeições na Sucá, mas não recitam a bênção LeShev BaSucá, “habitar na Sucá”.

Isso ocorre porque Shemini Atseret está profundamente ligado a Sucot, mas constitui uma festividade independente. Por isso, preserva-se o costume de comer na Sucá, sem recitar a bênção específica que acompanha essa mitzvá durante os sete dias de Sucot.

Outro sinal dessa distinção é que o mandamento das Quatro Espécies — Lulav, Etrog, Hadass e Aravá — já não se aplica em Shemini Atseret. Assim, os próprios costumes da festa expressam sua característica especial: ela está ligada a Sucot, mas não faz parte de seus sete dias.

O nome Hoshanot, dado às orações recitadas durante as voltas em torno da Bimá em Sucot, deriva da palavra Hoshaná, que significa “salva, por favor”.

Essa súplica remonta ao serviço realizado no Templo, quando os Cohanim circundavam o altar e diziam: “Ana, Hashem, Hoshia Na” — “Ó, D’us, traz-nos salvação”.

Até hoje, as orações das Hoshanot mantêm como refrão a súplica Hoshaná, preservando na liturgia de Sucot o refrão do antigo serviço do Templo Sagrado de Jerusalém.

Hoshaná Rabá, o sétimo e último dia de Sucot, é conhecido também como o “Dia do Salgueiro”. Nesse dia, a Aravá — o simples ramo de salgueiro — assume um papel de destaque especial.

Isso é particularmente significativo porque, entre as Quatro Espécies, a Aravá é justamente aquela que não possui nem sabor nem aroma e que, segundo o Midrash, simboliza o judeu que não se destaca pelo estudo da Torá nem pela prática de boas ações. Em Hoshaná Rabá, porém, é essa espécie aparentemente menos ilustre que ocupa o centro de um costume especial.

A escolha da Aravá transmite uma importante lição sobre a humildade: o valor de uma pessoa não depende apenas de suas realizações ou de seu conhecimento. Assim, justamente no dia que encerra Sucot, o simples salgueiro torna-se símbolo de uma das qualidades mais valorizadas pela tradição judaica.

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