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*Tradução: Google Translate

17 Sivan 5786 | 02 junho 2026

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Curiosidades

A partir de Rosh Chodesh Nissan, inicia-se o costume de recitar diariamente o Nassi — um trecho da Torá que descreve as ofertas trazidas pelos líderes das tribos de Israel na inauguração do Mishkan (Tabernáculo).

Do dia 1 ao dia 12 de Nissan, lê-se, a cada dia, a oferta de uma tribo diferente, seguindo a ordem original da inauguração. No dia 13 de Nissan, lê-se a conclusão dessas ofertas, marcando o encerramento do processo de dedicação do Mishkan.

Esse costume destaca que a inauguração do Mishkan não foi um evento isolado, mas um processo contínuo, lembrado ao longo de vários dias. Assim, Rosh Chodesh Nissan marca o início dessa sequência, conectando o presente aos momentos fundadores da vida espiritual do Povo de Israel.

Certas mitsvot podem ser cumpridas mesmo sem intenção deliberada, desde que o ato em si corresponda ao cumprimento do mandamento. Por exemplo, ao ajudar alguém necessitado ou ao evitar causar prejuízo ao próximo, a pessoa pode, de fato, estar cumprindo uma mitsvá, ainda que não tenha essa consciência no momento.
Isso revela que o Judaísmo valoriza profundamente as ações corretas no mundo concreto. Ao mesmo tempo, os ensinamentos ressaltam que desenvolver consciência e intenção ao cumprir as mitsvot eleva esses atos, transformando-os em uma conexão mais profunda com o Divino e unindo conduta ética e propósito espiritual.

Uma curiosidade interessante é que o pão trançado servido no Shabat também passou a ser chamado de chalá, embora o nome originalmente se refira à porção de massa separada como mitsvá.

Tornou-se costume usar pães ricos em ovos, macios e trançados, especialmente preparados para as refeições de Shabat. Durante essas refeições, costuma-se colocar dois pães inteiros sobre a mesa, lembrando a porção dupla de maná que caía na sexta-feira no deserto para o Povo de Israel.

Assim, o termo chalá passou a designar tanto a mitsvá de separar uma porção da massa quanto o pão que acompanha as refeições sagradas do Shabat.

O Brit Milá é realizado no Shabat quando ocorre exatamente no oitavo dia após o nascimento, conforme prescrito pela Torá. Nesse caso, essa mitsvá tem precedência sobre as restrições habituais do Shabat.

No entanto, isso não se aplica em todas as situações. Se o nascimento ocorreu por cesariana, se houver dúvida sobre o momento exato do nascimento — por exemplo, quando não é totalmente claro se a criança nasceu antes ou depois do início do Shabat —, ou se o Brit tiver sido adiado por motivos de saúde do bebê, a circuncisão não é realizada no Shabat e é transferida para outro dia.Essas regras refletem tanto a grande importância do Brit Milá quanto o cuidado da lei judaica em cumprir a mitsvá exatamente nas condições estabelecidas pela tradição.

O dia de Shushan Purim não é celebrado apenas em Jerusalém. De acordo com a lei judaica, cidades que eram muradas desde os tempos de Yehoshua bin Nun celebram Purim no dia 15 de Adar, em vez do dia 14.

Na prática, porém, Jerusalém é a principal cidade onde essa tradição é observada de forma contínua e inequívoca, razão pela qual Shushan Purim é especialmente associado a ela. Assim, enquanto a maior parte do mundo judaico já concluiu a celebração de Purim, em Jerusalém a alegria da festa acontece um dia depois, preservando uma distinção histórica que remonta aos acontecimentos descritos na Meguilat Esther.

Uma característica marcante de Purim é que cada uma de suas quatro mitzvot enfatiza um aspecto distinto da vida judaica. A leitura da Meguilá preserva a memória do milagre; mishloach manot fortalece os laços de amizade; matanot la’evyonim garante que todos possam celebrar com dignidade; e a refeição festiva expressa a alegria pela sobrevivência do Povo Judeu.

Dessa forma, Purim não é apenas uma celebração histórica, mas um conjunto estruturado de atos que unem fé, solidariedade e alegria compartilhada.

Em Purim, a prioridade nos gastos da festa deve ser dada aos necessitados. Embora seja louvável preparar uma refeição festiva elaborada e enviar presentes de alimentos aos amigos, a tradição ensina que é mais importante ampliar a generosidade com os carentes. A razão é profunda: não há alegria maior do que alegrar o coração de quem precisa. Assim, Purim reforça que a verdadeira celebração se mede não apenas pelo que se recebe ou compartilha com amigos, mas pelo cuidado dedicado aos mais vulneráveis.

O costume de usar fantasias em Purim não é apenas recreativo. Ele reflete um tema central da festa: o fato de que a salvação ocorreu de forma oculta. A Meguilat Esther é o único livro do Tanach que não menciona explicitamente o Nome Divino, simbolizando que a condução Divina se deu por meio de acontecimentos aparentemente naturais. As fantasias expressam essa ideia de “disfarce”, lembrando que, mesmo quando não é visível, a presença e a ação Divinas estão sempre atuantes.

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