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*Tradução: Google Translate

7 Heshvan 5787 | 18 outubro 2026

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Você sabia?

É necessário beber do vinho para cumprir o Kidush?

Quem ouve o Kidush da noite de Shabat pode cumprir o mandamento mesmo sem beber do vinho. Para isso, deve ouvir atentamente a recitação e ter a intenção de cumprir a obrigação por meio dela. A pessoa que recita o Kidush também deve ter a intenção de incluir os presentes. Embora seja costume que todos provem do vinho, isso não é obrigatório para cada participante. É necessário, porém, que seja ingerida a quantidade mínima de vinho exigida pela Lei Judaica por quem recita o Kidush ou, nas condições previstas pela Halachá, por outro participante.

Por que o Kidush também pode ser feito sobre o pão?

O Kidush da noite de Shabat é tradicionalmente recitado sobre uma taça de vinho ou suco de uva casher. No entanto, quando não há nenhum dos dois, pode-se fazer o Kidush sobre o pão. Nesse caso, realiza-se primeiro a lavagem ritual das mãos (Netilat Yadayim) e substitui-se a bênção sobre o vinho pela bênção Hamotzi, recitada sobre dois pães inteiros, conforme a prática de Lechem Mishnê, que recorda a porção dupla de Maná recebida na sexta-feira. Assim, mesmo sem vinho, é possível santificar o Shabat por meio do Kidush.

Por que muitos judeus recitam diariamente os Treze Princípios de Fé?

Os Treze Princípios de Fé, formulados por Maimônides, também conhecido como Rambam, resumem os fundamentos essenciais da crença judaica. Entre eles estão a existência e a unicidade de D’us, a origem Divina da Torá, sua imutabilidade e a crença na vinda do Mashiach.

Em muitas comunidades judaicas, existe o costume de recitar esses princípios diariamente, após as orações da manhã, em uma versão que começa com as palavras hebraicas Ani Maamin, que significam “Eu creio”.

Essa prática transforma os princípios formulados por Maimônides em uma declaração pessoal de fé, permitindo que o judeu reafirme diariamente as crenças fundamentais do Judaísmo.

Qual é a diferença entre o Zohar e o Talmud?

O Zohar, conhecido como o Livro do Esplendor, é a principal obra da Cabalá, a dimensão mística do Judaísmo. Enquanto o Talmud se dedica principalmente à interpretação e à aplicação da Lei Judaica, o Zohar procura revelar os significados espirituais mais profundos da Torá.

Segundo a tradição cabalística, a parte revelada da Torá, da qual o Talmud faz parte, é o corpo da Torá, enquanto a Cabalá, cuja principal obra é o Zohar, é sua alma. Essa comparação expressa a ideia de que os ensinamentos revelados e os mistérios espirituais da Torá se complementam, assim como o corpo e a alma de um ser humano.

Apesar de abordar os aspectos ocultos da Torá, o Zohar não substitui o Talmud nem contradiz a autoridade da Lei Judaica. Na tradição judaica, o estudo da Cabalá deve permanecer ligado ao conhecimento e ao cumprimento dos Mandamentos Divinos.

Por que o Judaísmo proíbe orações dirigidas aos anjos?

Segundo o Quinto Princípio de Fé de Maimônides, as orações devem ser dirigidas exclusivamente a D’us. Mesmo os anjos mais elevados não podem ser destinatários de nossas preces, pois nenhum ser, por mais sagrado que seja, possui poder independente do Criador.

No Judaísmo, cada pessoa deve dirigir-se diretamente a D’us por meio da oração, sem necessidade de intermediários.

Isso não significa que seja proibido pedir a outra pessoa que nos abençoe ou ore por nós. A distinção fundamental é que podemos pedir a alguém que ore a D’us em nosso favor, mas nossas orações devem ser dirigidas somente a D’us.

Por que o calendário judaico depende do ciclo lunar?

O início de cada mês judaico, chamado Rosh Chodesh, está diretamente relacionado ao ciclo da Lua. Conforme explica Rashi, a fixação dos meses foi a primeira mitzvá transmitida por D’us a Moshé Rabênu para o Povo Judeu, ainda antes da saída do Egito.

Essa determinação é fundamental porque as festividades judaicas são celebradas em datas específicas do calendário hebraico. Pessach, por exemplo, começa em 15 de Nissan; Yom Kipur ocorre em 10 de Tishrei; e Sucot tem início em 15 de Tishrei.

Na Antiguidade, o início dos meses era proclamado pelo Beit Din, o Tribunal Rabínico, com base no testemunho de pessoas que haviam avistado a lua nova, por meio de um procedimento conhecido como Kidush Hachodesh — Santificação do Mês. Dessa forma, a observação da Lua estava diretamente ligada ao cumprimento dos Mandamentos Divinos.

É possível tornar-se Bar-Mitzvá sem realizar uma cerimônia?

Segundo a Lei Judaica, um menino torna-se Bar-Mitzvá ao completar 13 anos de idade, independentemente de realizar ou não uma cerimônia. A partir dessa idade, ele passa a ser pessoalmente responsável pelo cumprimento das mitzvot — os Mandamentos Divinos.

A cerimônia do Bar-Mitzvá, com a leitura da Torá e outras tradições, celebra publicamente essa importante passagem, mas não é ela que confere ao jovem sua maioridade religiosa. O mesmo princípio se aplica às meninas, que se tornam Bat-Mitzvá aos 12 anos.

Por isso, mesmo quem não teve a oportunidade de celebrar seu Bar-Mitzvá ou Bat-Mitzvá na idade tradicional pode realizar a celebração posteriormente. O vínculo com as mitzvot já existe, independentemente da cerimônia.

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