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*Tradução: Google Translate

7 Heshvan 5787 | 18 outubro 2026

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Por que os judeus rezam voltados para Jerusalém?

Em qualquer lugar do mundo onde estejam, os judeus dirigem suas orações em direção a Jerusalém. Essa prática tem como base a oração do Rei Salomão, que pediu a D'us que ouvisse aqueles que rezassem voltados para a Terra de Israel, para Jerusalém e para o Templo Sagrado.

Segundo a tradição judaica, Jerusalém não é apenas o centro espiritual do Povo Judeu. É o ponto de conexão entre o mundo terreno e o celestial — o “Portão para os Céus”. Por isso, nossas orações, onde quer que sejam proferidas, são direcionadas à Cidade Santa, de onde ascendem aos Céus.

Por que uma única letra pode invalidar um Sefer Torá?

A transmissão do texto da Torá obedece a um grau extraordinário de precisão. Ao escrever um Sefer Torá, o Sofer deve copiá-lo letra por letra a partir de outro rolo sem imperfeições. Se uma única letra estiver faltando, fora do lugar ou escrita de forma inadequada, o rolo é considerado pasul — inválido.

Essa precisão reflete a importância atribuída, no Judaísmo, não apenas às palavras e aos ensinamentos da Torá, mas também a cada uma de suas letras. Segundo a tradição judaica, a sequência de letras transmitida por D’us a Moshé possui significado próprio e deve ser preservada de geração em geração.

É por isso que a transmissão de um Sefer Torá exige tamanho cuidado: preservar a Torá significa preservar não apenas seu conteúdo, mas também a integridade de seu texto, letra por letra.

Por que a Torá Oral acabou sendo escrita?

Durante mais de mil anos, a Torá Oral foi transmitida de mestre para discípulo por meio do ensino, da escuta, do debate e da memorização. Em princípio, seus ensinamentos não deveriam ser formalmente registrados por escrito.

Essa situação mudou após a destruição do Segundo Templo Sagrado e as consequências devastadoras da revolta de Bar Kochba. As perseguições e a crescente dispersão do Povo Judeu dificultavam cada vez mais a formação de mestres e discípulos capazes de preservar e transmitir fielmente um corpo tão vasto de ensinamentos. Surgiu, assim, o risco de que partes importantes da Torá Oral fossem esquecidas.

Diante dessa realidade, Rabi Yehudá HaNassi empreendeu a monumental tarefa de organizar e registrar a Mishná, concluída por volta do ano 200 da Era Comum. Dessa forma, uma tradição preservada oralmente durante séculos pôde continuar sendo transmitida às gerações futuras.

Por que Shemini Atseret não possui um ritual próprio?

Diferentemente de outras festas judaicas, Shemini Atseret não é marcada por um ritual específico, como tocar o Shofar em Rosh Hashaná, comer matzá em Pessach ou tomar as Quatro Espécies em Sucot. Seu elemento central é a própria Simchá — a alegria de estar próximo a D'us.

Nossos Sábios explicam essa característica por meio da parábola de um rei que passou sete dias celebrando com seus filhos. Quando chegou o momento da despedida, pediu-lhes: “Por favor, fiquem comigo mais um dia; é muito difícil para mim separar-me de vocês!”.

Assim, após os sete dias de Sucot, Shemini Atseret representa esse dia adicional de proximidade entre D'us e o Povo Judeu. Não precisamos de um ritual específico: celebramos simplesmente permanecendo mais um dia com nosso Pai Celestial, por meio das orações, do estudo da Torá e das refeições festivas.

Por que todos podem celebrar a Torá em Simchat Torá?

Em Simchat Torá, todos os judeus são convidados a celebrar com a Torá, independentemente de seu grau de conhecimento ou de quanto a tenham estudado. A razão é que a Torá não pertence apenas aos estudiosos: ela é considerada a herança espiritual de todo o Povo Judeu.

Até mesmo quem nunca estudou uma palavra da Torá pode dançar com ela com grande entusiasmo. Segundo o Zohar, existe um vínculo que une D'us, a Torá e o Povo Judeu. Como declara a própria Torá: “Moshé nos deu a Torá, a herança da congregação de Jacob” (Deuteronômio 33:4).

Assim, em Simchat Torá, não celebramos quanto cada pessoa conhece da Torá, mas o fato de que ela é uma herança que pertence igualmente a todos os Filhos de Israel.

Qual é a origem da festa de Simchat Torá?

Simchat Torá é uma celebração singular: não é mencionada na Torá nem no Talmud, não foi instituída por autoridades religiosas como uma nova festa e tampouco comemora uma libertação ou vitória histórica do Povo Judeu.

Segundo o Rabino Lord Jonathan Sacks, Simchat Torá surgiu na Babilônia, provavelmente no final do período dos Amoraim, os Sábios do Talmud, nos séculos V ou VI da Era Comum. Ali, a Torá era dividida em 54 porções semanais, permitindo que sua leitura fosse concluída ao longo de um ano.

Como já existia o antigo costume judaico de celebrar um siyum — a conclusão de um ciclo de estudos —, passou-se também a comemorar o término da leitura dos Cinco Livros da Torá. Essa celebração, realizada no segundo dia de Shemini Atseret na Diáspora, tornou-se conhecida como Simchat Torá, a “Alegria da Torá”.

Shemini Atseret é o oitavo dia de Sucot?

Apesar de seu nome significar “oitavo dia de assembleia” e de ser celebrado imediatamente após os sete dias de Sucot, Shemini Atseret não é simplesmente o oitavo dia dessa festa. O Talmud ensina que se trata de uma festividade independente.

Ao mesmo tempo, existe uma ligação profunda entre as duas datas. O Talmud chama Shemini Atseret de Yom Tov Acharon shel Chag — o último dia festivo associado a Sucot — e as duas festas compartilham a obrigação especial de Simchá, alegria, razão pela qual ambas são chamadas de Zman Simchatenu, a “época de nosso júbilo”.

Essa natureza dupla explica por que Shemini Atseret está intimamente ligado a Sucot e, ao mesmo tempo, possui identidade própria. Na Diáspora, seu segundo dia é celebrado como Simchat Torá; em Israel, Shemini Atseret e Simchat Torá são celebrados no mesmo dia.

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