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29 Tevet 5786 | 18 janeiro 2026

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Você sabia?

Nem toda bênção pode ser repetida em caso de dúvida

No Judaísmo, há grande cautela quanto à repetição de bênçãos. Quando uma pessoa não tem certeza se já recitou uma berachá, a Halachá estabelece que, na maioria dos casos, ela não deve repeti-la, para evitar a pronúncia do Nome Divino em vão. Esse princípio expressa o profundo respeito pela santidade do Nome de D’us. Assim, mesmo quando existe o risco de deixar de recitar uma bênção, a preservação da santidade do Nome Divino prevalece.

Nem toda mitsvá exige intenção consciente para valer

No Judaísmo, existe uma distinção clara entre o cumprimento válido de uma mitsvá e o cumprimento ideal. Segundo a Halachá, muitas mitsvot podem ser consideradas cumpridas mesmo sem kavaná explícita — isto é, sem intenção consciente no momento da ação — desde que o ato tenha sido realizado corretamente. No entanto, a ausência de kavaná reduz o valor espiritual da mitsvá. Por isso, os Sábios enfatizam que a intenção não cria a obrigação, mas a eleva. Essa abordagem revela um princípio central do Judaísmo: a lei reconhece a ação objetiva, enquanto a plenitude espiritual nasce da união entre a ação correta e a consciência interior.

Canhotos colocam Tefilin no braço oposto

No Judaísmo, a colocação dos tefilin depende de qual é a mão dominante da pessoa. A Halachá estabelece que o tefilin do braço deve ser colocado no braço mais fraco, isto é, no oposto ao da mão dominante. Assim, a maioria das pessoas — destras — coloca os tefilin no braço esquerdo, enquanto canhotos genuínos os colocam no braço direito. Essa regra não é meramente simbólica: ela é tratada com grande precisão haláchica, e a correta determinação da mão dominante pode exigir análise cuidadosa, especialmente em casos de ambidestria. Isso reflete o cuidado do Judaísmo em alinhar o corpo físico ao serviço consciente a D’us.

A Halachá valoriza o costume mesmo sem fonte escrita

No Judaísmo, um minhag (costume) estabelecido ao longo de gerações pode adquirir força normativa mesmo quando não aparece explicitamente na Torá Escrita ou no Talmud. A Halachá reconhece que práticas aceitas de forma contínua por comunidades fiéis à tradição refletem uma transmissão viva da Torá Oral. Por isso, muitos costumes — especialmente ligados à oração, ao calendário judaico e às práticas familiares — são preservados com extremo cuidado. Desconsiderar um minhag consolidado não é algo trivial, pois ele expressa a fidelidade histórica do Povo Judeu à maneira como a Torá foi vivida e transmitida, e não apenas como foi registrada por escrito.

O silêncio também é uma forma de Serviço Divino

Na tradição judaica, o silêncio consciente não é visto como ausência espiritual, mas como uma forma elevada de avodat Hashem (serviço a D’us). O Talmud ensina que “uma cerca para a sabedoria é o silêncio” (Pirkei Avot 3:13), indicando que saber quando calar é sinal de maturidade espiritual e domínio interior. Muitos grandes sábios evitavam falar desnecessariamente — mesmo sobre assuntos permitidos — para preservar a concentração, a humildade e a presença espiritual. No Judaísmo, o silêncio não substitui o estudo nem a ação, mas os complementa, criando o espaço necessário para que a palavra — quando dita — tenha peso, verdade e santidade.

O último dia de Chanucá é chamado Zot Chanucá

O oitavo e último dia de Chanucá é conhecido como Zot Chanucá, expressão retirada da leitura da Torá desse dia: “Zot chanucat hamizbeach” — “Esta é a dedicação do altar”. Ele é considerado o ápice espiritual da festa, pois concentra a luz e a energia espiritual acumuladas ao longo de todas as noites anteriores.

Segundo a tradição rabínica, Zot Chanucá possui força especial para súplicas e bênçãos, sendo comparado — em certo sentido — ao encerramento do ciclo iniciado em Rosh Hashaná e Yom Kipur. Isso porque o milagre da luz, que durou oito dias, somente se completou integralmente neste dia, ensinando que até o que parece impossível pode se tornar realidade quando há fé, persistência e dedicação ao serviço Divino.

Por isso, é costume que muitas pessoas intensifiquem a tsedacá, a oração e a reflexão no oitavo dia, buscando “levar consigo” a luz espiritual revelada em Chanucá para todo o restante do ano.

Por Que Acendemos a Chanukiá Antes das Velas de Shabat?

Pelo menos uma das noites de Chanucá — a festa que dura oito dias — costuma coincidir com o Shabat, como ocorre hoje. Nesses casos, a Chanukiá deve ser acesa na sexta-feira, antes das velas de Shabat. Isso porque, após acender as velas de Shabat, a pessoa aceita formalmente o início do Shabat — momento em que já não é permitido acender fogo.

Por essa razão, a Halachá determina que as luzes de Chanucá sejam acesas primeiro, ainda durante o dia, e que a quantidade de óleo ou o tamanho das velas seja suficiente para que permaneçam acesas pelo menos meia hora após o pôr do sol, cumprindo plenamente a mitsvá.

Como as velas de Shabat são tradicionalmente acesas cerca de 18 a 20 minutos antes do pôr do sol, recomenda-se usar uma boa quantidade de azeite ou velas mais longas, garantindo que a Chanukiá permaneça acesa por aproximadamente uma hora ao todo.

Essa ordem especial lembra que, embora cada mitsvá tenha seu próprio momento, no Shabat a santidade assume prioridade. Assim, unimos duas luzes — a de Chanucá e a de Shabat — de forma harmoniosa, iluminando o lar com alegria dupla: a luz do milagre e a luz da paz do Shabat.

Acendimento das velas

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