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12 Elul 5786 | 25 agosto 2026

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O que significa a expressão “Bein Hametzarim”?

Bein Hametzarim — expressão hebraica que significa literalmente "entre os estreitos" — é o nome dado ao período de três semanas que vai de 17 de Tamuz a Tishá b'Av. O termo foi extraído do Livro de Eichá (Lamentações 1:3), tradicionalmente atribuído ao profeta Yirmiyahu, que descreve a angústia do Povo Judeu no contexto da destruição de Jerusalém.

Durante esse período, o Povo Judeu recorda a destruição do Primeiro e do Segundo Beit HaMikdash (Templo Sagrado) e outras tragédias de sua história. À medida que Tishá b'Av se aproxima, as práticas de luto tornam-se gradualmente mais intensas, refletindo a crescente solenidade desses dias.

Assim, Bein Hametzarim não representa apenas a lembrança de acontecimentos passados, mas também um período dedicado à introspecção, ao fortalecimento espiritual e à esperança pela reconstrução do Beit HaMikdash.

Por que se jejua em 17 de Tamuz?

O jejum de 17 de Tamuz marca o início de Bein Hametzarim, o período de três semanas de luto que culmina em Tishá b'Av. Em 17 de Tamuz, jejuamos do amanhecer ao anoitecer para recordar acontecimentos trágicos da história do Povo Judeu e despertar para a autorreflexão e o arrependimento.

Segundo o Talmud, cinco acontecimentos trágicos ocorreram em 17 de Tamuz, entre eles a quebra das Tábuas da Lei por Moshé, após o episódio do Bezerro de Ouro, e o rompimento das muralhas de Jerusalém, que antecedeu a destruição do Segundo Templo Sagrado.

Mais do que recordar acontecimentos do passado, o jejum convida cada pessoa à introspecção, ao fortalecimento do compromisso com a Torá e as mitsvot e à esperança pela futura Redenção e reconstrução do Beit HaMikdash.

O que é a oração da Amidá?

A Amidá, também conhecida como Shemonê Esrê, é considerada a principal oração da liturgia judaica e o ponto central das orações diárias. Seu nome, Amidá, significa "posição em pé", pois essa oração é recitada de pé, com reverência diante de D'us.

Instituída pelos Homens da Grande Assembleia durante o período do Segundo Templo, a Amidá reúne louvores, pedidos e agradecimentos dirigidos a D'us. Nos dias de semana, ela é recitada três vezes ao dia: em Shacharit, Minchá e Maariv. No Shabat, em Yom Tov e em Rosh Chodesh, acrescenta-se a oração de Mussaf, e em Yom Kipur recita-se também a Neilá.

Mais do que uma sequência de bênçãos, a Amidá representa o momento central da oração judaica, quando cada judeu se coloca diante de D'us para expressar louvor, suas necessidades pessoais e coletivas e sua gratidão a D'us.

Por que o dia 13 de Tamuz é celebrado em Chabad-Lubavitch?

Este domingo é 13 de Tamuz, data que marca a libertação efetiva de Rabi Yosef Yitzhak Schneersohn, o Rebe Anterior, da prisão soviética. Embora a notícia oficial de sua libertação tenha sido anunciada em 12 de Tamuz, foi apenas no dia seguinte que ele deixou a prisão e recuperou sua liberdade.

O Rebe havia sido preso por sua intensa atuação em prol da preservação do Judaísmo na então União Soviética. Inicialmente condenado à morte, sua sentença foi sucessivamente comutada até que sua libertação fosse finalmente decretada. Esse episódio tornou-se um símbolo da vitória da fé e da vida judaica sobre a perseguição religiosa.

Por que o dia 12 de Tamuz é celebrado em Chabad-Lubavitch?

Este Shabat coincide com o dia 12 de Tamuz, uma data marcante na história do movimento Chabad-Lubavitch.

Nesse dia, em 1927, o Rebe Anterior — Rabi Yosef Yitzhak Schneerson — recebeu a notícia oficial de sua libertação pelo regime soviético, após ter sido preso por sua atuação em defesa do Judaísmo. Sua saída efetiva ocorreu no dia seguinte, 13 de Tamuz.

Sua prisão e posterior libertação tornaram-se um símbolo de resistência espiritual diante da perseguição religiosa. Por isso, o 12 de Tamuz é celebrado como uma ocasião de gratidão a D’us e de renovação do compromisso com o estudo da Torá e o cumprimento das mitsvot.

O que são os Treze Princípios da Fé Judaica?

Os Treze Princípios da Fé Judaica, sistematizados por Maimônides (Rambam), constituem uma das mais conhecidas sínteses das crenças fundamentais do Judaísmo. Entre eles estão a existência e a unicidade de D'us, a origem Divina da Torá, a profecia de Moshé Rabênu, a imutabilidade da Torá, a vinda do Mashiach e a ressurreição dos mortos.

Embora não apareçam como uma lista explícita na própria Torá, esses princípios foram amplamente aceitos ao longo das gerações como uma expressão autorizada dos fundamentos da fé judaica, exercendo profunda influência sobre o pensamento e a liturgia do Judaísmo.

Por que a Amidá é recitada em pé?

A oração da Amidá, também chamada de Shemonê Esrê, é recitada em pé como sinal de reverência diante de D'us. Seu próprio nome — Amidá — significa "em pé", refletindo a postura de quem se apresenta diante do Rei do Universo.

Considerada o ponto central das orações diárias, a Amidá reúne louvores, pedidos e agradecimentos. Sua formulação foi estabelecida pelos Homens da Grande Assembleia e, mais tarde, sistematizada em sua forma atual sob a orientação de Rabban Gamliel II.

Por isso, durante sua recitação, procura-se manter concentração, dignidade e a consciência de estar em audiência espiritual diante de D'us.

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