Por que os “Dez Mandamentos” não são exatamente dez mandamentos?
No Judaísmo, a expressão mais precisa não é "Dez Mandamentos", mas Aseret HaDibrot, que significa "Dez Falas" ou "Dez Declarações" — terminologia consagrada pela Torá e pelos Sábios.
Além disso, esses dez pronunciamentos contêm muito mais do que dez mitsvot. Segundo os métodos clássicos de enumeração, eles abrangem pelo menos quatorze mandamentos distintos entre obrigações e proibições, como santificar o Shabat, honrar os pais, não assassinar, não adulterar e não prestar falso testemunho.
Assim, a importância dos Aseret HaDibrot não está apenas na quantidade de mandamentos que contêm, mas no fato de representarem a Revelação Divina no Monte Sinai e a entrega da Torá ao Povo de Israel.
O que significa a palavra Tanach?
A palavra Tanach é um acrônimo formado pelas iniciais de suas três grandes divisões: Torá, Nevi’im e Ketuvim — isto é, os Cinco Livros de Moshé, os Profetas e os Escritos. Juntas, essas obras formam o texto sagrado central do Judaísmo e reúnem leis, ensinamentos, profecias, poesia e relatos históricos fundamentais para o Povo de Israel.
A definição do cânone do Tanach foi estabelecida pelos Homens da Grande Assembleia, sob a liderança de Ezra HaSofer. Desde então, o Tanach é considerado um cânone fechado, ao qual nada pode ser acrescentado e do qual nada pode ser removido.
Por que os judeus fazem Kidush na noite do Shabat?
O Shabat começa antes da recitação do Kidush, no horário haláchico da entrada do Shabat — ou antes disso, para quem o aceita mais cedo. O Kidush é a cerimônia que santifica verbalmente o Shabat, cumprindo a mitsvá da Torá de “lembrar” o dia sagrado. Recitado sobre uma taça de vinho casher ou suco de uva casher, ele proclama a santidade do Shabat e recorda que D’us criou o mundo em seis dias e cessou Sua obra no sétimo.
Mais do que uma bênção antes da refeição, o Kidush expressa a santidade do Shabat em contraste com os dias comuns da semana. Ao recitá-lo, o judeu declara sua fé na Criação e reconhece o Shabat como um presente Divino concedido ao Povo de Israel.
Hoje é 3 de Tamuz: um dia para lembrar, aprender e se inspirar
O dia 3 de Tamuz é uma data especial no calendário judaico: marca o falecimento do Lubavitcher Rebbe, Rabi Menachem Mendel Schneerson, zt”l. Mais do que um líder, o Rebbe foi uma fonte de inspiração para judeus em todo o mundo. Durante mais de quatro décadas à frente do movimento Chabad-Lubavitch, ele transformou ensinamentos profundos em ações concretas, aproximando pessoas da Torá, das mitsvot e de uma vida judaica mais intensa.
Neste dia, muitos costumam estudar seus ensinamentos, recitar Tehilim e assumir uma boa resolução. É um momento para olhar para dentro, fortalecer o compromisso com a Torá e as mitsvot e transformar a inspiração em atitude.
Por que os judeus recitam o Shemá Israel duas vezes por dia?
A Torá ordena que o Shemá Israel seja recitado “ao te deitares e ao te levantares”. Por isso, todos os dias, os judeus o recitam uma vez à noite e outra pela manhã.
O primeiro versículo do Shemá — “Ouve, Israel, o Eterno é nosso D’us, o Eterno é Um” — proclama o princípio fundamental do Judaísmo: a Unidade absoluta de D’us. Em seguida, o texto reafirma a importância de amar o Criador, estudar a Torá, ensinar seus preceitos aos filhos e cumprir suas mitzvot.
Por reunir alguns dos ensinamentos mais centrais da fé judaica, o Shemá ocupa um lugar de destaque nas orações diárias e na vida espiritual do Povo de Israel.
O que é Rosh Chodesh?
Rosh Chodesh marca o início de um novo mês no calendário judaico, que se baseia no ciclo da Lua. Dependendo da duração do mês anterior, Rosh Chodesh pode durar um ou dois dias.
Embora não seja um Yom Tov, trata-se de uma data especial, assinalada por orações adicionais na sinagoga. Durante o serviço matinal, recita-se o meio Hallel, lê-se um trecho especial da Torá e realiza-se a oração de Mussaf de Rosh Chodesh, em lembrança das oferendas que eram trazidas ao Templo Sagrado de Jerusalém no início de cada mês.
Por isso, Rosh Chodesh é considerado um momento propício para agradecer a D’us, renovar as esperanças e iniciar o novo mês com bênçãos.
Lechá Dodi é a oração mais conhecida do Cabalat Shabat
O Lechá Dodi é o ponto alto do Cabalat Shabat, o serviço de orações realizado na noite de sexta-feira para receber o Shabat. Composto no século 16 pelo cabalista e poeta Rabi Shlomo HaLevi Alkabetz, foi adotado por comunidades judaicas de todo o mundo e tornou-se uma das preces mais conhecidas da liturgia judaica.
Seu tema central é a recepção do Shabat como uma noiva ou uma rainha. Inspirado em ensinamentos do Talmud, o poema convida o Povo Judeu a sair ao encontro da santidade do Shabat com alegria, honra e expectativa.
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Acendimento das velas