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*Tradução: Google Translate

7 Heshvan 5787 | 18 outubro 2026

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Qual é o princípio mais fundamental da Fé Judaica?

Segundo Maimônides (Rambam), o fundamento de toda a fé judaica é a crença em D'us como o Criador de todas as coisas. Em seus Treze Princípios da Fé Judaica, ele ensina que D'us criou o Universo, o governa e continua a sustentá-lo a cada instante.

Para Maimônides, essa crença é a base sobre a qual repousam todos os demais princípios da fé. Segundo o Judaísmo, D'us não apenas deu origem ao mundo, mas é também a fonte permanente de sua existência: tudo o que existe depende continuamente de Sua vontade para continuar existindo.

Por essa razão, a crença em D'us é considerada o alicerce sobre o qual se sustentam todos os demais ensinamentos da Torá.

Por que Tu b’Av é um dos dias mais felizes do calendário judaico?

O Talmud ensina que o Povo Judeu nunca conheceu dias mais felizes do que Yom Kipur e Tu b'Av, o 15º dia do mês de Menachem Av. Embora Tu b'Av não seja uma festividade bíblica nem rabínica, essa data passou a simbolizar a renovação, a esperança e a reconstrução após o luto de Tishá b'Av, o dia mais triste do calendário judaico.

Apenas seis dias depois do jejum de Tishá b'Av, o calendário judaico nos conduz ao seu dia mais alegre. Essa passagem do luto para a alegria expressa um dos ensinamentos mais profundos do Judaísmo: os períodos de maior escuridão são seguidos por renovação, reconstrução e Redenção.

Por que a Amidá é considerada a oração mais importante do Judaísmo?

O Talmud refere-se à Amidá (Shemonê Esrê) simplesmente como "a Oração" (Tefilá), por considerá-la o ponto culminante de todas as preces judaicas. É por meio dela que a pessoa louva a D'us, apresenta seus pedidos e encerra a oração com palavras de agradecimento.

Recitada de pé — razão pela qual também é chamada de Amidá, palavra que significa literalmente "em pé" —, essa oração foi composta pelos Homens da Grande Assembleia, grupo que incluía profetas entre seus membros. Nossos Sábios ensinam que cada uma de suas palavras encerra profundo significado e poder espiritual.

Por isso, a Amidá ocupa o centro das orações diárias e é considerada um dos momentos mais solenes da liturgia judaica.

Por que Tishá b’Av é um jejum de mais de 24 horas?

Além de Yom Kipur, Tishá b'Av é o único jejum do calendário judaico que dura mais de 24 horas. Assim como em Yom Kipur, o jejum começa no pôr do sol (shekiá — o mesmo momento em que o Shabat se inicia às sextas-feiras) e termina apenas no anoitecer do dia seguinte.

Nesse período, não é permitido apenas comer e beber, mas também tomar banho ou lavar-se por prazer, ungir-se com óleos ou cremes, usar calçados de couro e manter relações conjugais. Em Tishá b'Av, também é restringido o estudo da Torá, sendo permitido apenas o estudo de textos relacionados ao luto, como o Livro de Eichá (Lamentações), o Livro de Jó e passagens talmúdicas sobre a destruição de Jerusalém.

Essas restrições expressam o profundo luto pela destruição dos dois Templos Sagrados de Jerusalém e pelas consequências espirituais e históricas de sua perda. Assim, Tishá b'Av é vivido como um dia de reflexão, arrependimento e esperança na futura Redenção.

O Templo Sagrado beneficiava apenas o Povo Judeu?

Não. Embora o Beit HaMikdash, o Templo Sagrado de Jerusalém, fosse o centro da vida espiritual do Povo Judeu, sua influência se estendia a toda a humanidade.

Durante a festa de Sucot, eram oferecidos no Templo 70 touros, correspondentes às 70 nações do mundo mencionadas na Torá. Nossos Sábios ensinam que esses sacrifícios eram oferecidos como fonte de bênção, expiação e proteção para todos os povos do mundo.

Por isso, a destruição do Templo Sagrado não representou uma perda apenas para Israel. Segundo o Judaísmo, toda a humanidade foi privada de uma importante fonte de paz, bênção e proximidade com D'us.

Por que Tishá b’Av é o dia mais triste do calendário judaico?

Tishá b'Av, o nono dia do mês hebraico de Menachem Av, é considerado o dia mais triste do calendário judaico porque, nessa data, ocorreram algumas das maiores tragédias da história do Povo Judeu. As mais marcantes foram a destruição do Primeiro Templo, pelos babilônios, e a destruição do Segundo Templo, pelos romanos.

Esses acontecimentos marcaram o início de longos períodos de exílio, perseguições e sofrimento para o Povo Judeu. Por isso, Tishá b'Av não recorda apenas a destruição dos dois Templos Sagrados, mas também as consequências espirituais e históricas de sua perda, cujos efeitos se fazem sentir até hoje.

Mais do que um dia de luto, Tishá b'Av convida cada pessoa à reflexão, ao fortalecimento espiritual e à esperança na futura reconstrução do Templo Sagrado de Jerusalém.

Por que o Shabat antes de Tishá b’Av é chamado de Shabat Chazon?

O Shabat que antecede Tishá b'Av é chamado de Shabat Chazon ("Shabat da Visão") porque, nesse dia, é lida na sinagoga a Haftará que começa com as palavras "Chazon Yeshayahu" ("A visão de Isaías"). Nessa profecia, Isaías adverte o Povo de Israel sobre suas falhas espirituais, mas a leitura termina com uma mensagem de esperança: o anúncio de que Jerusalém será redimida.

Por isso, esse Shabat ocupa um lugar único no calendário judaico. Embora anteceda o dia mais triste do ano, sua mensagem não é apenas de luto. Ela também transmite esperança, lembrando que a destruição dos dois Templos Sagrados não representa o fim da história do Povo Judeu, mas faz parte de um processo que culminará na Redenção.

Assim, o Shabat Chazon convida cada pessoa a refletir sobre suas atitudes e, ao mesmo tempo, fortalecer a confiança de que Jerusalém e o Beit HaMikdash serão plenamente restaurados no futuro.

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