Os 49 dias do Ômer estão ligados às sete dimensões emocionais da alma, conhecidas como sefirot: Chessed, Guevurá, Tiferet, Netzach, Hod, Yessod e Malchut. Cada semana é dedicada a uma dessas dimensões, e cada dia representa uma combinação específica entre elas.
Esse sistema transforma a contagem em um verdadeiro processo de autoaperfeiçoamento, no qual a pessoa reflete diariamente sobre seus traços de caráter e busca refiná-los.
Assim, a Contagem do Ômer não é apenas uma preparação histórica para Shavuot, mas um caminho contínuo de desenvolvimento pessoal, no qual cada dia oferece a oportunidade de crescimento interior.
Em Israel, todo o país para por dois minutos de silêncio na manhã de Yom HaShoá. Nesse momento, sirenes soam em todo o território, e as pessoas interrompem suas atividades — inclusive motoristas, que param seus carros e permanecem em pé, em silêncio.
Esse gesto coletivo expressa a profundidade da memória nacional e transforma a lembrança do Holocausto em uma experiência vivida por toda a sociedade. Além disso, a data está associada ao Levante do Gueto de Varsóvia, símbolo de coragem e resistência, reforçando a ideia de que, mesmo diante da destruição, o espírito do Povo de Israel permaneceu firme.
A Contagem do Ômer deve ser feita preferencialmente à noite, pois, no Judaísmo, o novo dia começa ao pôr do sol. A mitsvá é cumprida ao recitar uma bênção e, em seguida, declarar o número exato de dias — e, a partir de certo ponto, também de semanas — já transcorridos.
Caso a pessoa se esqueça de contar à noite, pode fazê-lo durante o dia seguinte, porém sem recitar a bênção. No entanto, se um dia inteiro for perdido, a contagem continua nos dias seguintes, mas também sem a bênção.
Esse cuidado demonstra que a Contagem do Ômer não é apenas uma lembrança simbólica, mas uma prática precisa e contínua, que exige atenção diária e consciência ao longo de todo o período.
A noite do sétimo dia de Pessach é considerada um momento de especial proteção e elevado potencial espiritual. Assim como naquela noite o Povo de Israel foi protegido em meio ao perigo, essa mesma energia espiritual se renova a cada ano.
Por isso, há o costume, em muitas comunidades, de dedicar essa noite ao estudo da Torá, permanecendo acordado por várias horas — ou até durante toda a noite — como forma de se conectar com essa força espiritual.
Assim, essa data não é apenas uma lembrança histórica, mas uma oportunidade de vivenciar novamente um momento de milagre, proteção e fortalecimento da fé, que acompanha o Povo de Israel ao longo das gerações.
Durante Pessach, a proibição do chametz é tão rigorosa que não é permitido nem mesmo obter qualquer benefício dele.
Isso significa que não se pode, por exemplo, alimentar um animal com chametz, vendê-lo durante a festa ou utilizá-lo de qualquer forma que traga benefício.
Esse nível de rigor é incomum em comparação com outras leis alimentares do Judaísmo e destaca a singularidade de Pessach. A eliminação completa do chametz — tanto no consumo quanto na posse e no uso — reforça a importância espiritual desse período, marcado pela libertação e pela renovação interior.
Durante o Seder, há um momento chamado Yachatz, no qual a matsá do meio é quebrada em duas partes. A parte maior é reservada como afikoman, que será consumido no final da refeição.
O afikoman deve ser o último alimento ingerido na noite do Seder, de modo que seu sabor permaneça ao final da refeição. Após ele, não se come mais nada — apenas se continuam as etapas do Seder, incluindo a terceira e a quarta taças de vinho.
Dessa forma, a matsá permanece como a lembrança final da refeição, enquanto o Seder prossegue com as bênçãos, cânticos e a conclusão da narrativa da redenção.
O chametz pode ser vendido antes de Pessach por meio de um procedimento formal conhecido como venda do chametz (mechirat chametz). Nessa venda, o chametz é transferido legalmente para um não judeu durante o período da festa.
Essa prática permite que a pessoa não viole a proibição de possuir chametz, especialmente quando se trata de grandes quantidades ou de itens de valor. Após Pessach, o chametz pode ser readquirido.
O nome “Shabat HaGadol” está ligado a um evento ocorrido antes da saída do Egito, quando os Filhos de Israel separaram um cordeiro para o sacrifício de Pessach — um ato de grande coragem, já que esse animal era considerado sagrado pelos egípcios. Esse gesto ocorreu em um Shabat. Segundo a tradição, quando os egípcios perceberam o que estava acontecendo e compreenderam o propósito daquele ato, não conseguiram impedir os judeus, o que foi visto como um grande milagre. Por essa razão, o Shabat que antecede Pessach passou a ser chamado de “o grande Shabat”, marcando o início ativo do processo de redenção.
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Acendimento das velas