Por Que Usamos um Shamash na Chanukiá?
Além das luzes de Chanucá, acendemos sempre uma vela adicional chamada shamash — o “servo”. Segundo a Halachá, as luzes de Chanucá não podem ser usadas para nenhum benefício prático, como iluminar o ambiente; elas existem exclusivamente para publicar o milagre e recordar a santidade dos acontecimentos.
Para evitar que alguém utilize, mesmo sem intenção, a luz das velas da mitsvá, acende-se o shamash um pouco separado das demais. Assim, caso a pessoa se beneficie da iluminação, considera-se que está usando a luz do shamash, e não a luz consagrada das velas de Chanucá.
O shamash também representa um valor espiritual profundo: ele serve às outras luzes sem fazer parte delas — ensinando que, em Chanucá, não basta iluminar; é preciso ajudar a multiplicar a luz ao nosso redor por meio de atos de bondade e responsabilidade.
Por Que Acendemos Duas Luzes na Segunda Noite de Chanucá?
Hoje é o primeiro dia de Chanucá e, ao anoitecer, inicia-se a segunda noite — na qual acendemos duas luzes na Chanukiá. A mitsvá de Chanucá segue o princípio de mehadrin min hamehadrin, a forma mais bela de cumprir um mandamento: acrescentar uma luz a cada noite, em vez de manter a mesma quantidade durante todos os dias.
Segundo o Talmud, essa prática foi estabelecida pela Casa de Hillel e adotada pela Halachá: a luz deve sempre aumentar, nunca diminuir. Isso expressa a ideia central de Chanucá — a santidade deve crescer continuamente, e mesmo um pequeno ato de bondade pode ampliar a luz no mundo.
Acender duas luzes na segunda noite não é apenas cumprir um ritual: é afirmar um princípio espiritual profundo. No serviço a D’us, o progresso constante é um valor fundamental. Assim, cada noite de Chanucá se torna um convite para aumentar a luz, a fé e a determinação.
A Luz de Chanucá Recorda um Milagre que Durou Oito Dias
A festa de Chanucá se inicia neste domingo à noite, 14 de dezembro.
O milagre central de Chanucá ocorreu após a vitória militar dos Macabeus sobre o Império Selêucida. Quando o Povo Judeu retomou o Templo Sagrado, encontrou-o profanado, e quase todos os jarros de azeite puro haviam sido contaminados. Apenas um jarro intacto foi encontrado — suficiente para acender a Menorá por apenas um dia.
Segundo o Talmud, ocorreu então o milagre: o azeite ardeu por oito dias, tempo necessário para produzir e consagrar novo azeite apropriado para o serviço no Templo. Por isso acendemos a Chanukiá durante oito noites, acrescentando uma luz (vela ou, preferencialmente, azeite) a cada dia.
Os Sábios explicam que esse milagre simboliza a perseverança espiritual do Povo Judeu: mesmo quando resta apenas uma pequena “gota de luz”, ela pode iluminar muito além do esperado. Cada luz de Chanucá nos lembra que a fé, quando protegida e cultivada, possui força ilimitada.
Por que a Havdalá Usa uma Taça Cheia de Vinho?
A cerimônia de Havdalá marca a separação entre a santidade do Shabat e a rotina da semana. Um detalhe essencial — mencionado na Halachá — é que o cálice de vinho deve estar completamente cheio ou levemente transbordando.
Segundo as fontes haláchicas clássicas, um cálice cheio simboliza abundância e bênção. Assim como desejamos iniciar a semana com bondade, luz e sucesso, o vinho que quase transborda expressa o anseio de que a pessoa receba bênçãos de forma plena.
Além disso, diversos comentaristas explicam que esse costume está ligado ao conceito de kos shel berachá — o “cálice de bênção” — que, de acordo com o Talmud, deve ser honrado e apresentado de maneira generosa. A Havdalá, portanto, não apenas encerra o Shabat, mas inaugura a nova semana com esperança, gratidão e confiança na providência Divina.
O Nome Hebraico Expressa a Essência Espiritual da Pessoa
No Judaísmo, o nome hebraico não é apenas uma forma de identificação. Nossos Sábios explicam que ele está ligado à essência espiritual da pessoa e ao propósito específico que D’us lhe confiou no mundo. O Talmud ensina que “o nome da pessoa influencia” — indicando que ele revela sua identidade mais profunda.
Por isso, momentos como nascimento, brit milá, bat-mitsvá ou até situações de enfermidade recebem atenção especial quanto ao nome hebraico. A tradição afirma que o nome atua como um “canal espiritual”, conectando a pessoa à sua alma e ao papel que lhe compete dentro do Povo Judeu.
Assim, ao chamar alguém pelo seu nome hebraico, recordamos que cada indivíduo carrega uma centelha única do Divino e que sua presença no mundo possui um significado espiritual singular.
O Canto do Mar Ensina Coragem e Gratidão a D’us
Após a travessia milagrosa do Mar Vermelho, o Povo Judeu entoou o Canto do Mar — a primeira grande canção coletiva registrada na Torá. Esse cântico não é apenas um hino de celebração; segundo nossos Sábios, ele marca o momento em que o povo reconheceu publicamente a intervenção Divina de forma plena e consciente.
O Midrash relata que até mesmo as crianças participaram do cântico, demonstrando que a fé e a gratidão são transmitidas desde a mais tenra idade. A Torá também descreve Miriam liderando as mulheres com tamborins, indicando que elas já haviam preparado instrumentos de alegria no Egito — um testemunho extraordinário da confiança que tinham na promessa da redenção.
O Canto do Mar se tornou, ao longo das gerações, um símbolo de coragem espiritual: ele nos lembra que, mesmo diante de situações aparentemente impossíveis, a pessoa mantém a fé de que D’us abre caminhos onde não há saída. Por isso, o cântico é recitado diariamente na oração matinal, para que cada um inicie o dia renovando sua confiança no Eterno.
O Encontro de Yaacov e Rachel Revela a Força do Amor Espiritual
Quando Yaacov chega ao poço em Charan e vê Rachel pela primeira vez, a Torá relata que ele “ergueu a pedra” do poço sozinho e deu água às ovelhas de Lavan. Nossos Sábios explicam que a pedra era tão pesada que normalmente exigia vários pastores para removê-la — ainda assim, Yaacov a afastou com facilidade.
Os Mestres Chassídicos ensinam que esse episódio simboliza o poder espiritual do amor puro. O encontro entre Yaacov e Rachel não foi apenas emocional, mas profundamente espiritual — duas almas destinadas a se unir para construir o futuro do Povo de Israel. A força demonstrada por Yaacov representa a energia que surge quando a pessoa encontra sua verdadeira missão: obstáculos antes intransponíveis tornam-se leves como uma pedra retirada de um poço.
Por isso, esse momento é lembrado como uma revelação da força interior que D’us concede quando estamos alinhados com nosso propósito e realizamos atos de bondade e dedicação que fortalecem nossa ligação com o Divino.
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Acendimento das velas