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*Tradução: Google Translate

12 Elul 5786 | 25 agosto 2026

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Como a Torá identifica os animais casher?

A Torá estabelece critérios claros para identificar quais animais terrestres são casher. Para que um animal possa ser consumido, ele precisa reunir simultaneamente duas características: ser ruminante e possuir os cascos completamente fendidos. Se apresentar apenas uma dessas características — ou nenhuma delas —, o animal não é casher.

A vaca, a ovelha e a cabra, por exemplo, atendem aos dois critérios e, por isso, são casher. Já o camelo rumina, mas não tem os cascos completamente fendidos; o porco, por sua vez, tem os cascos fendidos, mas não rumina. Por essa razão, ambos são proibidos para consumo segundo a Torá.

Esses critérios mostram que a cashrut não se baseia na aparência do animal nem em considerações de higiene ou saúde, mas em mandamentos estabelecidos por D'us na Torá — leis que, desde os tempos de Moshé Rabênu, orientam a alimentação do Povo Judeu.

Por que o Kidush menciona a Criação do mundo e o Êxodo do Egito?

O texto do Kidush da noite de Shabat recorda dois acontecimentos fundamentais da história judaica: a Criação do mundo e o Êxodo do Egito. À primeira vista, esses dois temas parecem não ter relação entre si, mas ambos expressam princípios centrais da fé judaica.

Ao recordar a Criação, o Kidush proclama que D'us é o Criador dos Céus e da Terra e que o Shabat é um testemunho permanente desse fato. Ao mencionar o Êxodo do Egito, recorda que o mesmo D'us que criou o Universo continua governando Sua Criação, conduz a História e exerce Sua Providência sobre o mundo e sobre o Povo Judeu. Assim, cada vez que o Kidush é recitado, a pessoa reafirma dois dos fundamentos do Judaísmo: que D'us criou o mundo e continua presente, guiando Sua Criação e acompanhando a humanidade.

Por que o Terceiro Templo é tão importante no Judaísmo?

O Judaísmo ensina que o Terceiro Templo (Beit HaMikdash) será reconstruído na era da Redenção e jamais será destruído. Sua reconstrução representa uma das maiores esperanças do Povo Judeu e é mencionada diariamente nas orações, especialmente na Amidá, em que se pede o restabelecimento de Jerusalém e da Casa de D'us.

O Templo não era apenas um local de oração. Era o centro espiritual do mundo, onde a Shechiná — a Presença Divina — manifestava-se de forma mais intensa e de onde emanavam bênçãos para toda a humanidade. Além disso, mais de 180 das 613 mitsvot da Torá estão diretamente ligadas à existência do Beit HaMikdash e, por isso, não podem ser plenamente cumpridas enquanto ele não for reconstruído.

Assim, a reconstrução do Terceiro Templo simboliza muito mais do que a restauração de um edifício. Ela representa a renovação da ligação entre D'us e a humanidade, o pleno cumprimento da Torá e o início da era da Redenção, caracterizada pela paz e pelo conhecimento de D'us.

Por que o Kotel – o Muro Ocidental – é o lugar mais sagrado para oração?

O Muro Ocidental (Kotel HaMaaravi) é o mais sagrado remanescente do Monte do Templo (Har HaBayit), em Jerusalém, onde se erguia o Beit HaMikdash, o Templo Sagrado. Ele não fazia parte do Templo propriamente dito, mas sim do muro de sustentação construído pelo Rei Herodes, no século I a.E.C., para expandir e sustentar a grande explanada sobre a qual o Templo estava edificado. Das quatro muralhas que sustentavam essa explanada, o Muro Ocidental é a única que permanece, em grande parte, desde o período do Segundo Templo.

Desde a destruição do Segundo Templo, no ano 70 E.C., o Muro Ocidental tornou-se o local de oração mais importante e visitado do Judaísmo.

Segundo os Sábios, a Shechiná — a Presença Divina que habitava o Templo — jamais se afastou do Muro Ocidental. Por isso, ao longo de quase dois mil anos de exílio, judeus de todas as partes do mundo dirigiram-se ao Kotel para rezar, agradecer a D'us e pedir pela reconstrução do Beit HaMikdash.

O que era o Santo dos Santos no Templo de Jerusalém?

O Kodesh HaKodashim ("Santo dos Santos") era o local mais sagrado do Beit HaMikdash, o Templo Sagrado de Jerusalém. Era ali que se encontrava a Arca da Aliança durante o período do Primeiro Templo e onde a Shechiná — a Presença Divina — se manifestava de forma mais intensa.

Por causa de sua extraordinária santidade, a Halachá determinava que ninguém podia entrar nesse recinto, exceto o Cohen Gadol (Sumo Sacerdote), e apenas uma vez por ano, em Yom Kipur, para realizar o serviço especialmente prescrito pela Torá. Esse momento era considerado o ponto culminante do serviço religioso de todo o ano.

Essa restrição não existia porque D'us estivesse limitado a um lugar, pois Ele está presente em toda a Criação. O Santo dos Santos era, porém, o local escolhido por D'us para a manifestação mais intensa de Sua Presença neste mundo. Por isso, tornou-se o maior símbolo da proximidade entre D'us e o Povo Judeu.

Por que os judeus rezam voltados para Jerusalém?

Os judeus em todo o mundo dirigem suas orações na direção de Jerusalém. Essa prática baseia-se no ensinamento de que o Beit HaMikdash era o centro espiritual do mundo e o local escolhido por D'us para que Sua Presença se manifestasse de forma mais intensa.

O Rei Salomão, ao inaugurar o Primeiro Templo, pediu que D'us ouvisse as preces dirigidas àquele lugar. Com base nos ensinamentos do Talmud, a Halachá estabelece que, sempre que possível, a pessoa deve orientar-se durante a oração da Amidá da seguinte forma: quem está fora da Terra de Israel volta-se em direção à Terra de Israel; quem está em Israel, em direção a Jerusalém; quem está em Jerusalém, em direção ao Monte do Templo; e quem está no Monte do Templo, em direção ao local onde ficava o Kodesh HaKodashim (Santo dos Santos).

Assim, voltar-se para Jerusalém durante a oração não é apenas uma questão de orientação geográfica, mas uma forma de expressar a unidade do Povo Judeu e sua ligação permanente com o lugar mais sagrado do Judaísmo.

Qual é o dia mais sagrado do Judaísmo?

Muitas pessoas acreditam que Yom Kipur é o dia mais sagrado do Judaísmo. No entanto, segundo a Halachá, o Shabat possui a mais elevada santidade entre os dias do calendário judaico. Sua santidade não depende da proclamação do Beit Din nem da santificação do calendário, pois foi estabelecida pelo próprio D'us desde a Criação do mundo.

A Torá apresenta o Shabat como um sinal eterno entre D'us e o Povo Judeu, recordando que o Criador fez os Céus e a Terra em seis dias e santificou o sétimo. Por essa razão, todas as semanas o Shabat retorna com a mesma santidade, convidando cada pessoa a interromper suas atividades cotidianas, dedicar-se à oração, ao estudo da Torá e à convivência familiar.

Mais do que um dia de descanso, o Shabat representa um encontro semanal com a santidade. Ele fortalece a ligação entre o Povo Judeu e D'us e recorda que toda a Criação tem sua origem no Criador.

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