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*Tradução: Google Translate

7 Heshvan 5787 | 18 outubro 2026

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Você sabia?

Por que damos sete voltas em Hoshaná Rabá?

Durante os dias de Sucot, exceto no Shabat, realiza-se o serviço das Hoshanot, no qual os participantes dão uma volta ao redor da Bimá da sinagoga, portando as Quatro Espécies e recitando súplicas pela ajuda Divina. Em Hoshaná Rabá, porém, são realizadas sete voltas.

Esse costume remonta ao serviço realizado no Templo Sagrado de Jerusalém. Durante Sucot, os Cohanim davam uma volta ao redor do altar, mas, em Hoshaná Rabá, o sétimo e último dia da festa, circundavam-no sete vezes.

Após a destruição do Templo, essa prática passou a ser reproduzida simbolicamente nas sinagogas: a congregação circunda a Bimá, recordando o antigo serviço do altar. Assim, as sete voltas de Hoshaná Rabá preservam uma tradição que remonta aos tempos do Beit HaMikdash.

Quem são os sete convidados espirituais de Sucot?

Segundo a tradição cabalística, durante os sete dias de Sucot recebemos na Sucá sete convidados espirituais, conhecidos como Ushpizin, palavra aramaica que significa “convidados”. São eles: Avraham, Itzhak, Yaacov, Moshé, Aharon, Yossef e David.

O Zohar ensina que, quando uma pessoa se encontra na Sucá, à “sombra da fé”, a Shechiná, a Presença Divina, estende metaforicamente Suas “asas” sobre ela, e esses grandes personagens bíblicos vêm acompanhá-la.

Cada um dos Ushpizin representa uma qualidade espiritual particular e serve como fonte de inspiração. Assim, além dos familiares e amigos que recebemos fisicamente na Sucá, a tradição judaica ensina que também compartilhamos a alegria de Sucot com esses sete convidados espirituais.

Por que Sucot é celebrada logo após Yom Kipur?

À primeira vista, a data de Sucot parece surpreendente. A festa recorda a proteção Divina concedida aos Filhos de Israel durante sua jornada pelo deserto, iniciada após o Êxodo. Portanto, seria natural imaginar que Sucot fosse celebrada logo depois de Pessach. No entanto, ela começa em 15 de Tishrei, apenas cinco dias após Yom Kipur.

Segundo o Gaon de Vilna, há uma razão especial para essa data: foi em 15 de Tishrei, cinco dias depois do primeiro Yom Kipur, que os Filhos de Israel começaram a construir o Mishkan, o Tabernáculo que se tornou a Morada da Presença Divina durante sua jornada pelo deserto.

A construção do Mishkan representava mais do que o perdão pelo pecado do bezerro de ouro. Demonstrava a restauração da proximidade entre D'us e o Povo Judeu: depois de perdoá-los em Yom Kipur, D'us ordenou que construíssem uma morada para Sua Presença. Assim, a proximidade entre Yom Kipur e Sucot expressa a passagem do perdão para a renovação do vínculo com D'us.

Por que a bênção das Quatro Espécies menciona apenas o Lulav?

Em Sucot, a mitzvá das Arbaat HaMinim exige que sejam reunidas as quatro espécies: Lulav, Etrog, Hadass e Aravá. Se qualquer uma delas estiver ausente, não se pode cumprir o mandamento. Curiosamente, porém, a bênção recitada antes dessa mitzvá termina com as palavras al netilat Lulav — “ao tomar o Lulav” — sem mencionar as demais espécies.

O Talmud apresenta uma explicação bastante concreta: o Lulav é a mais alta das quatro espécies. Mas há também uma interpretação espiritual: o Lulav simboliza aqueles que dedicam a vida ao estudo da Torá, ressaltando a importância fundamental desse estudo para a continuidade do Judaísmo e a transmissão da Torá através das gerações.

Assim, embora todas as quatro espécies sejam indispensáveis para o cumprimento da mitzvá, é justamente o Lulav que dá nome à bênção.

Por que a Sucá deve ser uma moradia temporária e frágil?

Durante os sete dias de Sucot, a Torá ordena que o Povo Judeu habite em uma Sucá, recordando a proteção Divina que acompanhou os Filhos de Israel durante os 40 anos de sua jornada pelo deserto.

Há um aparente paradoxo nesse mandamento. A Sucá representa proteção, mas é uma construção temporária e propositalmente frágil. Seu s'chach, a cobertura feita de materiais vegetais, não possui a solidez do telhado de uma casa e não deve formar uma cobertura impermeável às intempéries.

Essa fragilidade transmite uma das mensagens fundamentais de Sucot: a verdadeira segurança não provém apenas da solidez das construções ou dos recursos materiais, mas da proteção e da Providência Divina. Segundo o Zohar, a Sucá é a “sombra da fé”, sobre a qual a Shechiná, a Presença Divina, estende metaforicamente Suas “asas”. Assim, justamente uma moradia temporária e vulnerável torna-se, durante Sucot, um poderoso símbolo de confiança em D'us.

Por que a oração final de Yom Kipur se chama Neilá?

Neilá, a quinta e última oração de Yom Kipur, significa, em hebraico, “fechamento” ou “encerramento”. Segundo o Talmud de Jerusalém, há duas explicações para esse nome. A primeira está relacionada ao fechamento dos portões do Templo Sagrado de Jerusalém ao final do dia.

A segunda possui um significado espiritual: a Neilá corresponde ao momento em que os Portões Celestiais estão prestes a se fechar. Segundo a tradição judaica, o julgamento iniciado em Rosh Hashaná é selado ao término de Yom Kipur. Por isso, a Neilá representa a última oportunidade desse dia sagrado para pedir perdão e apelar à Misericórdia Divina.

Mesmo após quase 25 horas de jejum, quando as pessoas já estão fisicamente enfraquecidas, a Neilá constitui o clímax espiritual de Yom Kipur e um dos momentos de maior intensidade espiritual do ano judaico.

Por que o incenso era o ponto culminante do serviço de Yom Kipur?

No Templo Sagrado de Jerusalém, o Cohen Gadol realizava diversos sacrifícios em Yom Kipur. No entanto, o ponto culminante de seu serviço era a oferenda do Ketoret, o incenso, no Kodesh HaKodashim — o Sagrado dos Sagrados.

A própria língua hebraica ajuda a revelar a diferença espiritual entre essas oferendas. A palavra Korban, “sacrifício”, deriva da raiz karov, que significa “próximo”: os sacrifícios simbolizavam a aproximação do ser humano a D'us. Já Ketoret está relacionada à palavra aramaica koter, “vínculo”, expressando uma ligação ainda mais profunda.

Assim, enquanto o Korban representava aproximar-se de D'us, o Ketoret simbolizava uma união mais íntima com Ele. Por isso, no dia mais sagrado do ano, o momento mais elevado da Avodá ocorria quando o Cohen Gadol entrava no local mais sagrado do Templo e oferecia o incenso diante de D'us.

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