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2 Adar 5786 | 19 fevereiro 2026

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Junho 2025
Ed. 127

Carta do leitor

ANO XXXI
N. 127
Junho 2025
CARTA AO LEITOR: ANO XXXI N.127 Junho 2025

Em 13 de junho, o Estado de Israel realizou um ataque surpresa contra as instalações nucleares do Irã. A operação, chamada Am KeLavi –“Leão em Ascensão”, recebeu esse nome com base em um versículo da Torá, no qual o profeta Bilaam, contratado para amaldiçoar o Povo de Israel, é compelido por D’us a abençoá-lo. Nesse versículo, Bilaam compara o Povo de Israel a um leão que se ergue – imagem que, na tradição judaica, simboliza força, clareza moral e proteção divina.

O ataque rapidamente se tornou um marco histórico. A campanha militar rivaliza, em sofisticação e ousadia, com a Guerra dos Seis Dias. “A operação ‘Leão em Ascensão’ permanecerá na memória da inteligência mundial”, afirmou o Le Parisien. Durante meses, Israel preparou a missão, infiltrando equipamentos estratégicos no Irã e lá posicionando equipes secretas altamente sofisticadas. No momento decisivo, agentes do Mossad infiltrados em território iraniano neutralizaram as defesas aéreas e desarticularam o comando militar, permitindo que caças israelenses atingissem seus alvos com precisão cirúrgica.

O Irã estava perigosamente próximo de obter armas nucleares. O regime de Teerã jamais escondeu seu objetivo de destruir o Estado de Israel; chegou, inclusive, a instalar um relógio público com contagem regressiva para esse fim. No entanto, as ameaças do regime não se limitam a Israel e aos Estados Unidos – estendem-se também à Europa, ao mundo árabe sunita e à estabilidade internacional, de forma mais ampla.

Alguns acreditavam que o Irã jamais ousaria lançar um ataque contra Israel por temer uma retaliação. No entanto, o 7 de Outubro nos ensinou que o ódio pode anular qualquer lógica – e que inimigos determinados a nos destruir podem agir mesmo sabendo que isso poderia levá-los à própria destruição. O mal, quando não é confrontado, não permanece adormecido – ele se espalha.

É justamente por reconhecer esse perigo que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que a decisão de atacar o programa nuclear iraniano foi difícil, mas inevitável: uma questão de vida ou morte para a nação. Num momento de hesitação global, o país assumiu o peso de enfrentar o Irã – não apenas para proteger nosso povo, mas para impedir que o regime tenha à sua disposição armas nucleares. “Esse é o trabalho sujo que Israel está fazendo por todos nós. Também somos vítimas desse regime. Esse regime trouxe morte e destruição ao mundo”, declarou o chanceler alemão Friedrich Merz.

Essa decisão não foi tomada em um vácuo histórico. Como ressaltou o primeiro-ministro israelense, a humanidade – e especialmente o Povo Judeu – precisa aplicar as lições deixadas pela 2ª Guerra Mundial e pelo Holocausto. A guerra mais devastadora da história não foi apenas consequência da brutalidade nazista, mas também da política de apaziguamento adotada pelas potências ocidentais. O mundo, exausto após a 1ª Guerra, optou por apaziguar as ambições geopolíticas de Hitler. A lição é clara: apaziguar ameaças genocidas não preserva a paz – apenas adia a guerra.

O 7 de Outubro foi um trágico lembrete de que, diante de ameaças reais, é preciso agir. Durante o Holocausto, os judeus estavam indefesos. Hoje, Israel é uma nação soberana, com poder e determinação para se proteger. A promessa feita pelos fundadores do Estado – de que o Povo Judeu jamais voltaria a ficar indefeso – está sendo cumprida com determinação e coragem.

Winston Churchill declarou: “Nunca, na história dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos”. Hoje, essa frase se aplica aos corajosos homens e mulheres das Forças de Defesa de Israel. O Povo Judeu – e o mundo inteiro – lhes tem uma dívida de gratidão eterna. Com bravura e sacrifício, eles estão protegendo a continuidade de Am Israel – e contribuindo para um mundo mais seguro.

Como disse recentemente o embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee: “Não creio que haja maneira de descrever a existência de Israel sem entender que não se trata de uma terra milagrosa apenas em tempos ancestrais, mas também em sua história moderna”.

Terminamos esta mensagem a nossos leitores com a renovada esperança de paz após o cessar-fogo negociado pelo presidente Donald Trump entre o Irã e Israel. Esperamos que logo venham tempos de muita paz e prosperidade e que possamos continuar, por todo o sempre, a nos orgulhar de nossa “terra milagrosa”.

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