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10 Tishri 5787 | 21 setembro 2026

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Por que o dia 13 de Tamuz é celebrado em Chabad-Lubavitch?

Este domingo é 13 de Tamuz, data que marca a libertação efetiva de Rabi Yosef Yitzhak Schneersohn, o Rebe Anterior, da prisão soviética. Embora a notícia oficial de sua libertação tenha sido anunciada em 12 de Tamuz, foi apenas no dia seguinte que ele deixou a prisão e recuperou sua liberdade.

O Rebe havia sido preso por sua intensa atuação em prol da preservação do Judaísmo na então União Soviética. Inicialmente condenado à morte, sua sentença foi sucessivamente comutada até que sua libertação fosse finalmente decretada. Esse episódio tornou-se um símbolo da vitória da fé e da vida judaica sobre a perseguição religiosa.

Por que o dia 12 de Tamuz é celebrado em Chabad-Lubavitch?

Este Shabat coincide com o dia 12 de Tamuz, uma data marcante na história do movimento Chabad-Lubavitch.

Nesse dia, em 1927, o Rebe Anterior — Rabi Yosef Yitzhak Schneerson — recebeu a notícia oficial de sua libertação pelo regime soviético, após ter sido preso por sua atuação em defesa do Judaísmo. Sua saída efetiva ocorreu no dia seguinte, 13 de Tamuz.

Sua prisão e posterior libertação tornaram-se um símbolo de resistência espiritual diante da perseguição religiosa. Por isso, o 12 de Tamuz é celebrado como uma ocasião de gratidão a D’us e de renovação do compromisso com o estudo da Torá e o cumprimento das mitsvot.

O que são os Treze Princípios da Fé Judaica?

Os Treze Princípios da Fé Judaica, sistematizados por Maimônides (Rambam), constituem uma das mais conhecidas sínteses das crenças fundamentais do Judaísmo. Entre eles estão a existência e a unicidade de D'us, a origem Divina da Torá, a profecia de Moshé Rabênu, a imutabilidade da Torá, a vinda do Mashiach e a ressurreição dos mortos.

Embora não apareçam como uma lista explícita na própria Torá, esses princípios foram amplamente aceitos ao longo das gerações como uma expressão autorizada dos fundamentos da fé judaica, exercendo profunda influência sobre o pensamento e a liturgia do Judaísmo.

Por que a Amidá é recitada em pé?

A oração da Amidá, também chamada de Shemonê Esrê, é recitada em pé como sinal de reverência diante de D'us. Seu próprio nome — Amidá — significa "em pé", refletindo a postura de quem se apresenta diante do Rei do Universo.

Considerada o ponto central das orações diárias, a Amidá reúne louvores, pedidos e agradecimentos. Sua formulação foi estabelecida pelos Homens da Grande Assembleia e, mais tarde, sistematizada em sua forma atual sob a orientação de Rabban Gamliel II.

Por isso, durante sua recitação, procura-se manter concentração, dignidade e a consciência de estar em audiência espiritual diante de D'us.

Por que os “Dez Mandamentos” não são exatamente dez mandamentos?

No Judaísmo, a expressão mais precisa não é "Dez Mandamentos", mas Aseret HaDibrot, que significa "Dez Falas" ou "Dez Declarações" — terminologia consagrada pela Torá e pelos Sábios.

Além disso, esses dez pronunciamentos contêm muito mais do que dez mitsvot. Segundo os métodos clássicos de enumeração, eles abrangem pelo menos quatorze mandamentos distintos entre obrigações e proibições, como santificar o Shabat, honrar os pais, não assassinar, não adulterar e não prestar falso testemunho.

Assim, a importância dos Aseret HaDibrot não está apenas na quantidade de mandamentos que contêm, mas no fato de representarem a Revelação Divina no Monte Sinai e a entrega da Torá ao Povo de Israel.

O que significa a palavra Tanach?

A palavra Tanach é um acrônimo formado pelas iniciais de suas três grandes divisões: Torá, Nevi’im e Ketuvim — isto é, os Cinco Livros de Moshé, os Profetas e os Escritos. Juntas, essas obras formam o texto sagrado central do Judaísmo e reúnem leis, ensinamentos, profecias, poesia e relatos históricos fundamentais para o Povo de Israel.

A definição do cânone do Tanach foi estabelecida pelos Homens da Grande Assembleia, sob a liderança de Ezra HaSofer. Desde então, o Tanach é considerado um cânone fechado, ao qual nada pode ser acrescentado e do qual nada pode ser removido.

Por que os judeus fazem Kidush na noite do Shabat?

O Shabat começa antes da recitação do Kidush, no horário haláchico da entrada do Shabat — ou antes disso, para quem o aceita mais cedo. O Kidush é a cerimônia que santifica verbalmente o Shabat, cumprindo a mitsvá da Torá de “lembrar” o dia sagrado. Recitado sobre uma taça de vinho casher ou suco de uva casher, ele proclama a santidade do Shabat e recorda que D’us criou o mundo em seis dias e cessou Sua obra no sétimo.

Mais do que uma bênção antes da refeição, o Kidush expressa a santidade do Shabat em contraste com os dias comuns da semana. Ao recitá-lo, o judeu declara sua fé na Criação e reconhece o Shabat como um presente Divino concedido ao Povo de Israel.

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