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10 Tishri 5787 | 21 setembro 2026

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Hoje é 3 de Tamuz: um dia para lembrar, aprender e se inspirar

O dia 3 de Tamuz é uma data especial no calendário judaico: marca o falecimento do Lubavitcher Rebbe, Rabi Menachem Mendel Schneerson, zt”l. Mais do que um líder, o Rebbe foi uma fonte de inspiração para judeus em todo o mundo. Durante mais de quatro décadas à frente do movimento Chabad-Lubavitch, ele transformou ensinamentos profundos em ações concretas, aproximando pessoas da Torá, das mitsvot e de uma vida judaica mais intensa.

Neste dia, muitos costumam estudar seus ensinamentos, recitar Tehilim e assumir uma boa resolução. É um momento para olhar para dentro, fortalecer o compromisso com a Torá e as mitsvot e transformar a inspiração em atitude.

Por que os judeus recitam o Shemá Israel duas vezes por dia?

A Torá ordena que o Shemá Israel seja recitado “ao te deitares e ao te levantares”. Por isso, todos os dias, os judeus o recitam uma vez à noite e outra pela manhã.

O primeiro versículo do Shemá — “Ouve, Israel, o Eterno é nosso D’us, o Eterno é Um” — proclama o princípio fundamental do Judaísmo: a Unidade absoluta de D’us. Em seguida, o texto reafirma a importância de amar o Criador, estudar a Torá, ensinar seus preceitos aos filhos e cumprir suas mitzvot.

Por reunir alguns dos ensinamentos mais centrais da fé judaica, o Shemá ocupa um lugar de destaque nas orações diárias e na vida espiritual do Povo de Israel.

O que é Rosh Chodesh?

Rosh Chodesh marca o início de um novo mês no calendário judaico, que se baseia no ciclo da Lua. Dependendo da duração do mês anterior, Rosh Chodesh pode durar um ou dois dias.

Embora não seja um Yom Tov, trata-se de uma data especial, assinalada por orações adicionais na sinagoga. Durante o serviço matinal, recita-se o meio Hallel, lê-se um trecho especial da Torá e realiza-se a oração de Mussaf de Rosh Chodesh, em lembrança das oferendas que eram trazidas ao Templo Sagrado de Jerusalém no início de cada mês.

Por isso, Rosh Chodesh é considerado um momento propício para agradecer a D’us, renovar as esperanças e iniciar o novo mês com bênçãos.

Lechá Dodi é a oração mais conhecida do Cabalat Shabat

O Lechá Dodi é o ponto alto do Cabalat Shabat, o serviço de orações realizado na noite de sexta-feira para receber o Shabat. Composto no século 16 pelo cabalista e poeta Rabi Shlomo HaLevi Alkabetz, foi adotado por comunidades judaicas de todo o mundo e tornou-se uma das preces mais conhecidas da liturgia judaica.

Seu tema central é a recepção do Shabat como uma noiva ou uma rainha. Inspirado em ensinamentos do Talmud, o poema convida o Povo Judeu a sair ao encontro da santidade do Shabat com alegria, honra e expectativa.

O Shabat constitui a fonte espiritual da semana

Segundo a Torá, D’us criou o mundo em seis dias e santificou o sétimo dia, o Shabat. Por essa razão, o Shabat ocupa uma posição única no Judaísmo e é considerado o dia mais sagrado da semana.

Os Sábios ensinam que o Shabat não apenas encerra a semana, mas também constitui a fonte de bênção e renovação espiritual para os seis dias que o seguem. Assim, o dia sagrado proporciona um momento de elevação, reflexão e aproximação de D’us, fortalecendo a vida espiritual do ser humano e sua ligação com o Eterno.

Jerusalém ocupa lugar central nas preces judaicas

Jerusalém ocupa um lugar central na vida e nas orações do Povo Judeu. Há quase dois mil anos, judeus em todas as partes do mundo dirigem suas preces na direção da Cidade Santa e pedem diariamente por sua reconstrução.

Tanto a Amidá quanto o Bircat Hamazon incluem bênçãos dedicadas a Jerusalém. Além disso, ao final do Seder de Pessach e do serviço de Yom Kipur, proclama-se: "Leshaná Habaá biYerushalayim" — "No próximo ano em Jerusalém".

Assim, Jerusalém não é apenas uma cidade histórica, mas o centro espiritual do Judaísmo e o foco constante da esperança e das preces do Povo de Israel.

O Shemá Israel é a declaração central da Fé Judaica

O primeiro versículo do Shemá Israel — "Ouça, ó Israel, o Eterno é nosso D’us, o Eterno é Um" — expressa o princípio fundamental do Judaísmo: a absoluta Unidade e Unicidade de D’us.

Por essa razão, o Shemá ocupa um lugar central na vida judaica. A Torá ordena que ele seja recitado diariamente, pela manhã e à noite, reafirmando constantemente a fé em D’us.

Assim, embora seja composto por apenas três passagens da Torá, o Shemá resume alguns dos ensinamentos mais fundamentais do Judaísmo.

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