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*Tradução: Google Translate

11 Tishri 5787 | 22 setembro 2026

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Você sabia?

O Templo Sagrado beneficiava apenas o Povo Judeu?

Não. Embora o Beit HaMikdash, o Templo Sagrado de Jerusalém, fosse o centro da vida espiritual do Povo Judeu, sua influência se estendia a toda a humanidade.

Durante a festa de Sucot, eram oferecidos no Templo 70 touros, correspondentes às 70 nações do mundo mencionadas na Torá. Nossos Sábios ensinam que esses sacrifícios eram oferecidos como fonte de bênção, expiação e proteção para todos os povos do mundo.

Por isso, a destruição do Templo Sagrado não representou uma perda apenas para Israel. Segundo o Judaísmo, toda a humanidade foi privada de uma importante fonte de paz, bênção e proximidade com D'us.

Por que Tishá b’Av é o dia mais triste do calendário judaico?

Tishá b'Av, o nono dia do mês hebraico de Menachem Av, é considerado o dia mais triste do calendário judaico porque, nessa data, ocorreram algumas das maiores tragédias da história do Povo Judeu. As mais marcantes foram a destruição do Primeiro Templo, pelos babilônios, e a destruição do Segundo Templo, pelos romanos.

Esses acontecimentos marcaram o início de longos períodos de exílio, perseguições e sofrimento para o Povo Judeu. Por isso, Tishá b'Av não recorda apenas a destruição dos dois Templos Sagrados, mas também as consequências espirituais e históricas de sua perda, cujos efeitos se fazem sentir até hoje.

Mais do que um dia de luto, Tishá b'Av convida cada pessoa à reflexão, ao fortalecimento espiritual e à esperança na futura reconstrução do Templo Sagrado de Jerusalém.

Por que o Shabat antes de Tishá b’Av é chamado de Shabat Chazon?

O Shabat que antecede Tishá b'Av é chamado de Shabat Chazon ("Shabat da Visão") porque, nesse dia, é lida na sinagoga a Haftará que começa com as palavras "Chazon Yeshayahu" ("A visão de Isaías"). Nessa profecia, Isaías adverte o Povo de Israel sobre suas falhas espirituais, mas a leitura termina com uma mensagem de esperança: o anúncio de que Jerusalém será redimida.

Por isso, esse Shabat ocupa um lugar único no calendário judaico. Embora anteceda o dia mais triste do ano, sua mensagem não é apenas de luto. Ela também transmite esperança, lembrando que a destruição dos dois Templos Sagrados não representa o fim da história do Povo Judeu, mas faz parte de um processo que culminará na Redenção.

Assim, o Shabat Chazon convida cada pessoa a refletir sobre suas atitudes e, ao mesmo tempo, fortalecer a confiança de que Jerusalém e o Beit HaMikdash serão plenamente restaurados no futuro.

Por que o Rei David não construiu o Templo de Jerusalém?

Embora tenha sido o responsável por conquistar Jerusalém e transformá-la na capital do Povo Judeu, o Rei David não foi escolhido para construir o Beit HaMikdash, o Templo Sagrado. Os Profetas relatam que D'us reservou essa missão a seu filho, o Rei Salomão.

Segundo a tradição judaica, o Templo simboliza a paz entre D'us e a humanidade. Como David havia travado numerosas guerras — ainda que todas em defesa do Povo Judeu e por ordem Divina —, D'us determinou que a construção de Sua Casa fosse realizada por Shlomo (Salomão), cujo nome deriva da palavra hebraica shalom ("paz").

Isso não diminuiu a importância de David HaMelech. Pelo contrário: ele reuniu os materiais para a construção do Templo, preparou seus planos e recebeu orientação profética sobre o local onde ele seria erguido. Assim, embora não tenha construído o Templo com suas próprias mãos, foi ele quem lançou as bases para sua edificação.

O que era o Mishkan, o Tabernáculo?

O Mishkan (Tabernáculo) foi o primeiro santuário construído pelo Povo Judeu para o serviço de D'us. Erguido no deserto após o Recebimento da Torá no Monte Sinai, era uma estrutura portátil que acompanhava os Filhos de Israel durante suas jornadas até a Terra de Israel. Somente séculos mais tarde, o Mishkan seria substituído pelo Beit HaMikdash, o Templo de Jerusalém.

O Mishkan foi construído de acordo com instruções detalhadas transmitidas por D'us a Moshé Rabenu. Cada um de seus utensílios, materiais e medidas possuía uma finalidade específica. A Torá dedica quatro parashiotTerumá, Tetsavê, Vaiak'hel e Pekudei — à descrição de sua construção, demonstrando a importância desse santuário na vida espiritual do Povo Judeu.

Mais do que um local de culto, o Mishkan simbolizava a presença de D'us entre o Povo Judeu e ensinava que a santidade pode manifestar-se também no mundo material quando este é colocado a serviço do Criador.

Como a Torá identifica os animais casher?

A Torá estabelece critérios claros para identificar quais animais terrestres são casher. Para que um animal possa ser consumido, ele precisa reunir simultaneamente duas características: ser ruminante e possuir os cascos completamente fendidos. Se apresentar apenas uma dessas características — ou nenhuma delas —, o animal não é casher.

A vaca, a ovelha e a cabra, por exemplo, atendem aos dois critérios e, por isso, são casher. Já o camelo rumina, mas não tem os cascos completamente fendidos; o porco, por sua vez, tem os cascos fendidos, mas não rumina. Por essa razão, ambos são proibidos para consumo segundo a Torá.

Esses critérios mostram que a cashrut não se baseia na aparência do animal nem em considerações de higiene ou saúde, mas em mandamentos estabelecidos por D'us na Torá — leis que, desde os tempos de Moshé Rabênu, orientam a alimentação do Povo Judeu.

Por que o Kidush menciona a Criação do mundo e o Êxodo do Egito?

O texto do Kidush da noite de Shabat recorda dois acontecimentos fundamentais da história judaica: a Criação do mundo e o Êxodo do Egito. À primeira vista, esses dois temas parecem não ter relação entre si, mas ambos expressam princípios centrais da fé judaica.

Ao recordar a Criação, o Kidush proclama que D'us é o Criador dos Céus e da Terra e que o Shabat é um testemunho permanente desse fato. Ao mencionar o Êxodo do Egito, recorda que o mesmo D'us que criou o Universo continua governando Sua Criação, conduz a História e exerce Sua Providência sobre o mundo e sobre o Povo Judeu. Assim, cada vez que o Kidush é recitado, a pessoa reafirma dois dos fundamentos do Judaísmo: que D'us criou o mundo e continua presente, guiando Sua Criação e acompanhando a humanidade.

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