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14 Sivan 5786 | 30 maio 2026

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Curiosidades

Judeus não podem comer ou possuir chametz durante Pessach. Não podemos nem alimentar animais com chametz durante os oito dias desta festa judaica. Num lar judaico, mesmo os animais de estimação só podem comer alimentos que sejam casher para Pessach.

A mitzvá de devolver um objeto perdido é um pilar da ética da Torá. Quem encontra um item, mesmo algo pequeno como uma moeda ou um lenço, tem a obrigação de tentar devolvê-lo. Esse mandamento ensina respeito pela propriedade alheia, fortalece a confiança comunitária e reforça a responsabilidade pessoal. Ele se aplica mesmo quando envolve esforço ou incômodo, lembrando-nos de que os valores da Torá exigem não apenas boas intenções, mas ações concretas.

Quando Moshe desceu do Sinai e viu o Bezerro de Ouro, quebrou as primeiras Tábuas — mas, segundo o Talmud e o Midrash, D’us o elogiou por isso. Moshe agiu com amor e lealdade ao Povo Judeu, temendo que, naquele momento, devido ao pecado do bezerro de ouro, não fossem dignos de tamanho presente Divino. De forma notável, tanto as segundas Tábuas completas quanto as primeiras, quebradas, foram colocadas juntas na Arca Sagrada. Esse fato transmite uma lição profunda: mesmo a quebra, quando nasce da devoção sincera, é valorizada. A Torá não exige perfeição — acolhe a luta conduzida com amor e verdade.

Algumas mitzvot são cumpridas com a boca — como pronunciar palavras de Torá, recitar bênçãos ou oferecer palavras bondosas e edificantes. O Chafetz Chaim enfatizava que, assim como o alimento casher preserva a pureza física, a “fala casher” mantém a pureza da alma. A mitzvá de shemirat halashon — guardar a língua contra fofoca (lashon hará), calúnia e palavras prejudiciais — é considerada uma das mais difíceis e elevadas. A Torá dá enorme importância à fala, pois foi através dela que D’us criou o mundo: “E D’us disse: ‘Haja luz’” (Bereshit 1:3).

A mitzvá de devolver objetos perdidos tem dimensões tanto práticas quanto espirituais. Mesmo quando envolve esforço ou incômodo, a pessoa é obrigada a agir. Os Sábios ampliaram esse mandamento para incluir não apenas a devolução de bens materiais, mas também de dignidade, esperança ou direção espiritual. Se alguém se encontra “perdido” — física, emocional ou espiritualmente —, é uma mitzvá ajudá-lo a reencontrar o caminho. Isso ensina que a preocupação da Torá abrange todos os aspectos do bem-estar humano.

No primeiro dia de Elul, Moshe Rabenu subiu ao Monte Sinai pela terceira vez, permanecendo ali por 40 dias até Yom Kipur. Nesse período, o Povo Judeu foi perdoado pelo pecado do bezerro de ouro e recebeu as segundas Tábuas da Lei. Por isso, Elul se tornou um mês de misericórdia e perdão Divino. Seguindo essa tradição, desde o primeiro dia de Elul até Yom Kipur é costume recitar diariamente o Salmo 27 (L’David Hashem Ori), despertando o coração para a teshuvá.

A mitzvá da mezuzá — fixar um pergaminho no batente da porta — é muito mais do que um símbolo. Segundo o Talmud, ela traz proteção espiritual ao lar. O klaf (pergaminho), escrito por um sofer treinado, contém trechos do Shema, que afirmam a unicidade de D’us e o dever de amá-Lo. O rolo é enrolado, colocado no lado direito da entrada — geralmente inclinado para dentro — e protegido por uma caixa. Cada vez que se entra ou sai, a mezuzá lembra a presença de D’us, transformando até mesmo uma simples soleira em um portal espiritual.

A mitzvá de honrar os pais é tão importante que aparece nos Dez Mandamentos. Estes foram entregues em duas Tábuas: a primeira, com os cinco primeiros mandamentos, trata da relação entre o homem e D’us; a segunda, com os mandamentos de 6 a 10, trata da relação entre o homem e seu próximo. O mandamento de honrar os pais está incluído justamente na Tábua que trata das obrigações entre o ser humano e D’us. Isso ensina que honrar os pais não é apenas um valor social, mas um dever sagrado. O Talmud compara esse ato a honrar o próprio D’us, já que os pais são parceiros Dele na criação da vida. Honrar os pais inclui falar com respeito, auxiliá-los fisicamente e oferecer apoio emocional e financeiro quando necessário.

A Torá foi entregue em meio a fogo, nuvem e voz — mas sem imagem. D’us revelou Sua vontade sem qualquer forma visível, destacando que o Judaísmo se fundamenta na palavra Divina e nos mandamentos morais, e não em representações físicas. Esse princípio fundamental ensina que D’us transcende toda forma e imaginação. Como afirma Maimônides em seus 13 Princípios de Fé: D’us “não tem corpo nem qualquer semelhança de corpo”. Por isso, a Torá proíbe expressamente qualquer representação física do Divino (Devarim/Deuteronômio 4:15–16).

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