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14 Sivan 5786 | 30 maio 2026

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Curiosidades

Judeus não podem comer ou possuir chametz durante Pessach. Não podemos nem alimentar animais com chametz durante os oito dias desta festa judaica. Num lar judaico, mesmo os animais de estimação só podem comer alimentos que sejam casher para Pessach.

O 9 de Av, conhecido como Tishá b’Av, é uma data de luto nacional para o Povo Judeu. Marca a destruição dos dois Templos de Jerusalém — o primeiro pelo Império Babilônico, em 586 a.E.C., e o segundo pelos romanos, no ano 70 E.C. Além dessas tragédias, muitos outros eventos dolorosos ao longo da história judaica também ocorreram nesse mesmo dia. Tishá b’Av é um dia de luto, reflexão e união nacional — em que lembramos o passado com dor, mas também com esperança pela reconstrução do Templo Sagrado de Jerusalém.

O Talmud afirma que aquele que estuda Torá sustenta o mundo inteiro. Isso não é uma hipérbole poética. Segundo a tradição judaica, a Torá não é apenas um código de ética — ela é a força vital espiritual do universo. Assim como o corpo precisa de alimento físico, a alma da criação depende da Torá.Quando uma pessoa estuda Torá, ela atrai luz Divina ao mundo. Por isso, o estudo da Torá é considerado equivalente — ou até superior — a muitas outras mitzvot, pois fortalece os próprios alicerces da existência.

O patriarca Jacob recebeu o nome Israel após lutar durante a noite com um ser misterioso — descrito pela Torá como um “homem”, mas tradicionalmente interpretado como um anjo ou emissário divino. Após perseverar na luta e se recusar a desistir, Jacob é abençoado por esse anjo, que lhe concede um novo nome: Israel — “aquele que lutou com D’us e com os homens e prevaleceu”.

Esse nome passou a simbolizar a força espiritual, física e moral do Povo Judeu ao longo da história, e foi adotado como o nome do moderno Estado Judeu: Israel.

O dia 9 de Av (Tishá beAv) é o mais trágico do calendário judaico. De acordo com a tradição, tanto o Primeiro Beit HaMikdash (Templo construído pelo rei Salomão) quanto o Segundo Beit HaMikdash (reconstruído no retorno do exílio babilônico) foram destruídos exatamente na mesma data — o 9 de Av — com cerca de seis séculos de diferença. O primeiro foi destruído pelos babilônios em 586 a.E.C.; o segundo, pelos romanos no ano 70 E.C.

Esse alinhamento não é visto como coincidência, mas como parte de uma realidade espiritual profunda. Tishá beAv tornou-se um dia nacional de luto e jejum, marcado por reflexões sobre as causas espirituais das destruições. Segundo a visão chassídica, dentro da escuridão desse dia está oculta a semente da redenção. Os profetas ensinam que, no futuro, este mesmo dia será transformado em festa e alegria, com a vinda de Mashiach e a reconstrução do Terceiro Beit HaMikdash — eterno e completo.

No Judaísmo, o dia começa ao anoitecer, conforme o relato da Criação: “E foi a tarde e foi a manhã, o primeiro dia” (Gênesis 1:5). Por isso, o Shabat se inicia ao pôr do sol de sexta-feira e se encerra na noite de sábado, com a cerimônia da Havdalá.

A Menorá original, usada no Templo de Jerusalém, tinha sete braços e era feita de ouro puro, conforme instruções detalhadas no livro de Êxodo. Já a Chanuquiá, usada na festa de Chanucá, possui oito braços (mais um suporte adicional, o shamash) para lembrar o milagre do azeite que durou oito dias, embora houvesse óleo suficiente para apenas um. 

No Judaísmo, a vida cotidiana é permeada por bênçãos (berachot), que expressam gratidão e consciência da presença divina em todos os momentos. Há bênçãos para alimentos, aromas, paisagens naturais, trovões, relâmpagos, boas notícias — até mesmo ao ver uma árvore frutífera florescendo. Cada uma é uma forma de espiritualizar o cotidiano e reconhecer a mão de D’us em tudo.

O Tefilin (filactérios) é um conjunto de pequenas caixas de couro contendo trechos da Torá, amarradas no braço e na cabeça durante as preces matinais. Ele representa a submissão da mente e do coração à vontade de D’us. Não se usa tefilin em Shabat ou nas festas religiosas (Yamim Tovim), pois esses dias, por si só, já são considerados um “sinal” entre D’us e Israel — como os próprios tefilin.

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