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*Tradução: Google Translate

14 Sivan 5786 | 30 maio 2026

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Curiosidades

Judeus não podem comer ou possuir chametz durante Pessach. Não podemos nem alimentar animais com chametz durante os oito dias desta festa judaica. Num lar judaico, mesmo os animais de estimação só podem comer alimentos que sejam casher para Pessach.

O Modê Ani é uma das poucas orações que não contêm o Nome de D’us. Isso porque é recitado logo ao despertar, antes da lavagem ritual das mãos.
Ainda assim, sua pureza é tão elevada que, segundo os Mestres Chassídicos, nenhuma impureza pode afetar a sinceridade dessas palavras. O Modê Ani brota diretamente da alma — da parte mais profunda que nunca se separa do Criador, mesmo durante o sono. Por isso, essa simples frase é considerada um dos momentos mais sagrados do dia: um reencontro entre a alma e D’us, marcado pela gratidão e pela confiança de que cada manhã traz uma nova oportunidade de servir ao Criador com alegria.

O grande mestre chassídico, o Alter Rebe — autor do Tanya — ensinava que a tristeza esconde a verdade da alma, enquanto a alegria a revela. Ele comparava a pessoa alegre a alguém que levanta um fardo pesado com leveza, pois a simchá dá força e vitalidade ao serviço Divino.

Essa ideia ecoa nas palavras do Rei David: “Sirvam ao Eterno com alegria” (Tehilim 100:2). Por isso, nas comunidades chassídicas, a dança e o canto são formas autênticas de avodá (serviço espiritual), expressando que a proximidade com D’us deve ser celebrada com o coração inteiro.

O costume de abençoar os filhos na noite de Shabat tem origem nos Patriarcas: Yaacov abençoou seus filhos e netos antes de falecer, estabelecendo o modelo dessa tradição. Desde então, pais e mães transmitem semanalmente bênçãos aos filhos, dizendo:  “Que D’us te torne como Efraim e Menashe” (para meninos) ou “Que D’us te torne como Sarah, Rivka, Rachel e Leah” (para meninas).

Os Mestres Chassídicos ensinam que esse momento não é apenas simbólico — nele, o amor dos pais desperta a misericórdia Divina sobre a criança. Assim, o lar judaico se torna um espaço de brachá viva, onde a palavra humana se une à bênção de D’us para sustentar e iluminar as gerações.

De acordo com a tradição, Rosh Chodesh é considerado um pequeno Yom Tov, especialmente significativo para as mulheres, que foram recompensadas por não participarem do pecado do Bezerro de Ouro. Por isso, muitas têm o costume de se abster de certos trabalhos e dedicar o dia à oração e à introspecção.

Os Mestres Chassídicos ensinam que, assim como a lua se renova a cada mês, também a alma possui a capacidade de recomeçar sem fim. O novo mês de Cheshvan, sem festas, convida à continuidade silenciosa da vida judaica: transformar o cotidiano em serviço Divino.

Assim, Rosh Chodesh não é apenas uma marca no calendário, mas um lembrete de que a santidade pode ser continuamente renovada — mês após mês, alma após alma.

Segundo a tradição, o mês que segue Tishrei é Cheshvan — o único mês do calendário judaico sem festas ou jejuns. Os Mestres Chassídicos ensinam que essa aparente “ausência” de santidade em Cheshvan é, na verdade, um convite: D’us nos concede a oportunidade de levar a luz adquirida em Tishrei para dentro da vida cotidiana.

É um mês de ação silenciosa, no qual a devoção se expressa não por meio de celebrações, mas através do serviço constante — transformando a rotina em sagrada e o cotidiano em um reflexo da presença Divina.

O Shabat que segue Simchat Torá é conhecido como Shabat Bereshit — o “Shabat da Criação”. Nele, inicia-se novamente a leitura da Torá. Os Mestres Chassídicos ensinam que Shabat Bereshit possui uma força singular: a forma como ele é vivido influencia todo o ano. Por isso, costuma-se dizer: “Como vai o Shabat Bereshit, assim será o ano inteiro.” É um tempo de renovação espiritual e de compromisso com o estudo da Torá, lembrando que a criação do mundo não é apenas um evento do passado, mas um processo contínuo — e que, a cada dia, D’us renova a existência com propósito e amor.

Em Simchat Torá, que segue imediatamente Shemini Atseret, celebra-se a conclusão e o reinício do ciclo anual de leitura da Torá. Durante essa festa, homens, mulheres e crianças dançam com os rolos da Torá, expressando uma alegria que ultrapassa o entendimento intelectual — é a alma que se regozija por estar unida à Sabedoria Divina.

Os Mestres Chassídicos explicam que, enquanto o estudo da Torá envolve a mente, Simchat Torá revela a ligação da essência da alma com a essência da Torá. Por isso, dançamos com os rolos fechados — para mostrar que a conexão com D’us não depende apenas do conhecimento, mas do vínculo profundo e simples que une cada judeu à Torá em todos os momentos.

Na véspera de Shabat durante Sucot, é costume preparar a sucá com especial beleza e honra — arrumando a mesa com toalhas finas e pratos festivos, como se fosse uma extensão do lar. Essa preparação reflete o princípio de que o Shabat, mesmo em Chol HaMoed, deve ser recebido com dignidade e alegria. Os Mestres Chassídicos explicam que o Shabat de Sucot possui uma energia espiritual singular: ele sela a alegria da festa com serenidade e paz interior. Ao partilhar a refeição na sucá, a pessoa experimenta a união entre a luz do Shabat e a sombra protetora da sucá — um momento em que o mundo inteiro parece repousar sob a bênção Divina.

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