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*Tradução: Google Translate

14 Sivan 5786 | 30 maio 2026

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Curiosidades

Judeus não podem comer ou possuir chametz durante Pessach. Não podemos nem alimentar animais com chametz durante os oito dias desta festa judaica. Num lar judaico, mesmo os animais de estimação só podem comer alimentos que sejam casher para Pessach.

Rachel, diferentemente de sua irmã Leah, passou muitos anos sem ter filhos. Ainda assim, jamais perdeu a esperança e continuou rezando com fé absoluta. Quando finalmente Yosef (José) nasce, Rachel explica o nome dizendo: “Que D’us me acrescente outro filho.”

Os Mestres Chassídicos observam que o nome Yosef — “acrescentar” — simboliza a capacidade de transformar desafios em crescimento. Rachel, mesmo após tantos anos de espera, não se limitou a agradecer pela bênção recebida: ela usou o momento para pedir mais, expressando sua confiança plena de que D’us continua concedendo vida, continuidade e futuro.

Essa postura de esperança ativa se tornou o legado espiritual de Rachel: ensinar que, mesmo diante de demoras e dificuldades, a fé pode não apenas sustentar, mas também elevar a alma, abrindo caminhos para novas e abundantes bênçãos.

Durante sua permanência na casa de Lavan, Yaacov enfrentou anos de enganos, manipulações e dificuldades, mas permaneceu íntegro e fiel à vontade Divina. Mesmo imerso em um ambiente moralmente corrompido, manteve seus princípios, trabalhou com honestidade e confiou na Providência.

Os Mestres Chassídicos explicam que essa fase da vida de Yaacov representa o desafio espiritual de cada pessoa: servir a D’us não apenas nos momentos de inspiração, mas também nas circunstâncias mais comuns do dia a dia, quando a espiritualidade parece distante.

O nome “Yaacov” vem da palavra ékev (calcanhar), indicando que até a parte mais “baixa” do ser humano — suas rotinas, seus esforços físicos e suas tarefas materiais — pode se tornar instrumento de santidade. Assim como Yaacov fez florescer bênçãos mesmo sob o domínio de Lavan, cada pessoa pode transformar os lugares e momentos comuns de sua vida em espaços de luz, fidelidade e ligação com D’us.

O acendimento das velas do Shabat, realizado por mulheres e meninas pouco antes do pôr do sol, é uma das mitsvot mais queridas do Judaísmo. A luz das velas simboliza a presença Divina no lar, trazendo paz, harmonia e santidade à família.

De acordo com os Mestres Chassídicos, as velas representam o corpo e a alma: o pavio simboliza o corpo; o óleo ou a cera, as boas ações; e a chama, a alma que se eleva em direção ao Criador. Assim, o ato de acender as velas não é apenas um gesto físico, mas uma metáfora viva da missão espiritual de cada judeu — transformar a escuridão do mundo em luz.

A Caverna de Machpelá, localizada em Chevron, é o local de sepultamento dos Patriarcas e Matriarcas: Avraham e Sarah, Itzchak e Rivká (Rebecca), Yaacov e Leah. O nome Machpelá significa “dupla” ou “duplicada”, e os comentaristas explicam que isso se deve ao fato de o local possuir câmaras sobrepostas — ou, em sentido simbólico, representar a união entre o mundo físico e o espiritual.

De acordo com a Torá, Rivká (Rebecca) demonstrou grande bondade ao oferecer água não apenas a Eliezer, mas também aos seus camelos — um gesto de esforço e generosidade genuína. Nossos Sábios veem nesse ato o sinal de que ela era digna de se tornar uma das Matriarcas de Israel.

Os Mestres Chassídicos explicam que a chesed (bondade) de Rivká não era apenas compaixão natural, mas a expressão de uma alma que reflete a bondade Divina. Por isso, sua ação serviu como base para o futuro do Povo Judeu, fundado sobre a combinação de fé e bondade.

Cada pequeno ato de chesed, ensinam eles, carrega a mesma força espiritual — pois a bondade sincera é o idioma universal através do qual o ser humano se conecta ao Criador.

O Talmud ensina que D’us, por assim dizer, também “usa Tefilin”, como expressão do amor recíproco entre Ele e Israel. Nos Tefilin do judeu está escrito: “Ouve, ó Israel, o Eterno é nosso D’us, o Eterno é Um”, enquanto nos “Tefilin” de D’us está escrito: “Quem é como o Teu povo, Israel, uma nação única na terra.”
Essa imagem simbólica expressa que o Tefilin não é apenas um lembrete físico da fé, mas um laço de amor e orgulho mútuo entre o Criador e Seu povo — um elo renovado a cada manhã, quando o judeu une mente e coração em devoção sincera.

O Shemá Israel é composto por três trechos da Torá. O primeiro fala do amor a D’us; o segundo, da recompensa espiritual; e o terceiro recorda a mitsvá do tzitzit, símbolo da consciência constante do Criador.

Desde a infância, as crianças judias aprendem o Shemá como suas primeiras palavras de fé. E, segundo a tradição, é também a última prece pronunciada antes de deixar este mundo — um testemunho de fidelidade eterna.

Assim, o Shemá Israel acompanha o judeu do início ao fim da vida, sendo o fio inquebrável que o liga ao seu povo e ao Eterno.

O Talmud ensina que responder “Amén” com atenção abre as portas do Gan Éden. Por isso, o costume de ensinar as crianças desde cedo a responder “Amén” é considerado uma das maiores formas de mérito.

Segundo os Mestres Chassídicos, cada “Amén” dito com sinceridade desperta harmonia entre as forças espirituais do mundo — fé, compreensão e ação. É por isso que, nas comunidades judaicas, o som do “Amén” entoado em uníssono durante as preces é visto como um coro de almas afirmando juntas: “Sim — D’us é o Rei Fiel, e Sua verdade é eterna.”

Acendimento das velas

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