Embora o Shofar possa ser confeccionado com chifres de diferentes animais casher permitidos pela Halachá, em Rosh Hashaná dá-se preferência ao chifre de um carneiro. A razão está ligada a um dos episódios mais marcantes da Torá: a Akedat Itzhak, a amarração de Itzhak.
Quando Avraham estava prestes a oferecer seu filho Itzhak em sacrifício, um anjo o impediu de prosseguir. Avraham então avistou um carneiro preso pelos chifres e o ofereceu a D'us no lugar de seu filho. Por isso, o chifre do carneiro tornou-se um símbolo da Akedá e da extraordinária devoção demonstrada por Avraham e Itzhak.
Ao ouvirmos o Shofar em Rosh Hashaná, evocamos, assim, o mérito de nossos Patriarcas e pedimos que D'us nos julgue com misericórdia. Um instrumento aparentemente simples torna-se uma ligação entre o momento presente e um dos acontecimentos fundamentais da história espiritual do Povo Judeu.