A Torá é dividida em 54 porções semanais
A Torá é dividida em 54 porções semanais, conhecidas como parashiot, que são lidas ao longo de um ciclo anual, a cada Shabat. Esse ritmo contínuo cria uma unidade entre as comunidades judaicas ao redor do mundo, que leem a mesma porção a cada semana, promovendo um percurso comum de estudo e conexão espiritual. Em festas judaicas — Yamim Tovim e Chol HaMoed —, a leitura do Shabat é substituída por trechos relacionados à ocasião, e o ciclo é retomado no Shabat seguinte. Esse sistema permite que os judeus se mantenham em constante contato com a Torá, ano após ano, fortalecendo os vínculos individuais e coletivos com esse texto Divino.
Este Shabat é Tu b’Av – 15 do mês de av
Neste Shabat celebra-se Tu B’Av, data que marca diversos acontecimentos positivos na história judaica. Entre eles, o fim do decreto que impedia as tribos de casarem entre si após a entrada na Terra de Israel, e o término da proibição de enterrar os que caíram na cidade de Betar durante a revolta de Bar Kochba. Por isso, Tu B’Av tornou-se um dia associado à reconciliação, à unidade do Povo Judeu e à esperança de novas bênçãos para o futuro.
A Torá existe antes da criação do mundo
O Talmud ensina que a Torá existia mesmo antes da criação do mundo. O Midrash afirma que D'us “olhou na Torá e criou o mundo” — ou seja, a Torá serviu como plano mestre da existência. Cada aspecto da criação — as leis da natureza, o comportamento humano, a história — tem sua raiz na Torá. Esse conceito, desenvolvido em textos cabalísticos e chassídicos, ressalta que a Torá não é apenas um guia para a vida; ela é o fundamento e a razão de ser do próprio universo.
Cada traço da Torá revela sabedoria Divina
As pequenas coroas que adornam certas letras hebraicas na Torá — chamadas taguim — são mais do que meros enfeites: carregam um profundo significado. O Talmud relata que Moshê certa vez perguntou a D’us por que Ele estava acrescentando coroas às letras. D’us respondeu que, no futuro, um sábio chamado Rabi Akiva extrairia leis inteiras a partir desses pequenos sinais. Essa história revela a profundidade infinita da Torá: até o menor traço contém camadas de interpretação, sabedoria oculta e intenção Divina que vão muito além do sentido literal.
Por que a Torá foi entregue em um deserto?
O Midrash explica que o deserto é um lugar sem dono, aberto a todos — simbolizando que a Torá não pertence a nenhum indivíduo ou grupo seleto. Ela está igualmente acessível a todo judeu, independentemente de sua origem, condição financeira ou posição social. O local escolhido também transmite uma lição de humildade: para receber a Torá, é necessário tornar-se como o deserto — livre de ego, receptivo e disposto a absorver.
Tishá b’Av é o dia mais triste do calendário judaico.
Neste ano, Tishá b’Av começa logo após o término do Shabat e vai até o domingo à noite. Trata-se de um jejum completo, semelhante a Yom Kipur, com as mesmas cinco restrições: não se come nem se bebe, não se lava o corpo, não se usam cremes ou perfumes, não se calçam sapatos de couro e não se têm relações conjugais.
Hoje, 5 de Av: data de falecimento do Arizal
No dia 5 do mês de Menachem Av, em 1572 (ano 5332 do calendário judaico), faleceu o grande cabalista Rabi Yitzchak Luria, conhecido como Ari HaKadosh — “O Leão Sagrado”. Nascido em Jerusalém em 1534, passou muitos anos em estudo isolado no Egito, próximo ao Cairo, até se estabelecer em Tzfat (Safed), no norte de Israel. Durante apenas dois anos — até sua morte aos 38 anos — o Ari revolucionou o estudo da Cabalá e tornou-se uma das figuras mais influentes do misticismo judaico. Foi ele quem declarou: “Nestes tempos, temos permissão — e até a obrigação — de revelar essa sabedoria”, abrindo caminho para que os ensinamentos da Cabalá deixassem de ser restritos a poucos e se tornassem acessíveis ao Povo Judeu como um todo.
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