O que são os Treze Princípios da Fé Judaica?
Os Treze Princípios da Fé Judaica, sistematizados por Maimônides (Rambam), constituem uma das mais conhecidas sínteses das crenças fundamentais do Judaísmo. Entre eles estão a existência e a unicidade de D'us, a origem Divina da Torá, a profecia de Moshé Rabênu, a imutabilidade da Torá, a vinda do Mashiach e a ressurreição dos mortos.
Embora não apareçam como uma lista explícita na própria Torá, esses princípios foram amplamente aceitos ao longo das gerações como uma expressão autorizada dos fundamentos da fé judaica, exercendo profunda influência sobre o pensamento e a liturgia do Judaísmo.
Por que a Amidá é recitada em pé?
A oração da Amidá, também chamada de Shemonê Esrê, é recitada em pé como sinal de reverência diante de D'us. Seu próprio nome — Amidá — significa "em pé", refletindo a postura de quem se apresenta diante do Rei do Universo.
Considerada o ponto central das orações diárias, a Amidá reúne louvores, pedidos e agradecimentos. Sua formulação foi estabelecida pelos Homens da Grande Assembleia e, mais tarde, sistematizada em sua forma atual sob a orientação de Rabban Gamliel II.
Por isso, durante sua recitação, procura-se manter concentração, dignidade e a consciência de estar em audiência espiritual diante de D'us.
Por que os “Dez Mandamentos” não são exatamente dez mandamentos?
No Judaísmo, a expressão mais precisa não é "Dez Mandamentos", mas Aseret HaDibrot, que significa "Dez Falas" ou "Dez Declarações" — terminologia consagrada pela Torá e pelos Sábios.
Além disso, esses dez pronunciamentos contêm muito mais do que dez mitsvot. Segundo os métodos clássicos de enumeração, eles abrangem pelo menos quatorze mandamentos distintos entre obrigações e proibições, como santificar o Shabat, honrar os pais, não assassinar, não adulterar e não prestar falso testemunho.
Assim, a importância dos Aseret HaDibrot não está apenas na quantidade de mandamentos que contêm, mas no fato de representarem a Revelação Divina no Monte Sinai e a entrega da Torá ao Povo de Israel.
O que significa a palavra Tanach?
A palavra Tanach é um acrônimo formado pelas iniciais de suas três grandes divisões: Torá, Nevi’im e Ketuvim — isto é, os Cinco Livros de Moshé, os Profetas e os Escritos. Juntas, essas obras formam o texto sagrado central do Judaísmo e reúnem leis, ensinamentos, profecias, poesia e relatos históricos fundamentais para o Povo de Israel.
A definição do cânone do Tanach foi estabelecida pelos Homens da Grande Assembleia, sob a liderança de Ezra HaSofer. Desde então, o Tanach é considerado um cânone fechado, ao qual nada pode ser acrescentado e do qual nada pode ser removido.
Por que os judeus fazem Kidush na noite do Shabat?
O Shabat começa antes da recitação do Kidush, no horário haláchico da entrada do Shabat — ou antes disso, para quem o aceita mais cedo. O Kidush é a cerimônia que santifica verbalmente o Shabat, cumprindo a mitsvá da Torá de “lembrar” o dia sagrado. Recitado sobre uma taça de vinho casher ou suco de uva casher, ele proclama a santidade do Shabat e recorda que D’us criou o mundo em seis dias e cessou Sua obra no sétimo.
Mais do que uma bênção antes da refeição, o Kidush expressa a santidade do Shabat em contraste com os dias comuns da semana. Ao recitá-lo, o judeu declara sua fé na Criação e reconhece o Shabat como um presente Divino concedido ao Povo de Israel.
Hoje é 3 de Tamuz: um dia para lembrar, aprender e se inspirar
O dia 3 de Tamuz é uma data especial no calendário judaico: marca o falecimento do Lubavitcher Rebbe, Rabi Menachem Mendel Schneerson, zt”l. Mais do que um líder, o Rebbe foi uma fonte de inspiração para judeus em todo o mundo. Durante mais de quatro décadas à frente do movimento Chabad-Lubavitch, ele transformou ensinamentos profundos em ações concretas, aproximando pessoas da Torá, das mitsvot e de uma vida judaica mais intensa.
Neste dia, muitos costumam estudar seus ensinamentos, recitar Tehilim e assumir uma boa resolução. É um momento para olhar para dentro, fortalecer o compromisso com a Torá e as mitsvot e transformar a inspiração em atitude.
Por que os judeus recitam o Shemá Israel duas vezes por dia?
A Torá ordena que o Shemá Israel seja recitado “ao te deitares e ao te levantares”. Por isso, todos os dias, os judeus o recitam uma vez à noite e outra pela manhã.
O primeiro versículo do Shemá — “Ouve, Israel, o Eterno é nosso D’us, o Eterno é Um” — proclama o princípio fundamental do Judaísmo: a Unidade absoluta de D’us. Em seguida, o texto reafirma a importância de amar o Criador, estudar a Torá, ensinar seus preceitos aos filhos e cumprir suas mitzvot.
Por reunir alguns dos ensinamentos mais centrais da fé judaica, o Shemá ocupa um lugar de destaque nas orações diárias e na vida espiritual do Povo de Israel.
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