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8 Tammuz 5786 | 23 junho 2026

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Curiosidades

A Rainha Esther, a heroína da festa de Purim, tinha um outro nome: Hadassah. Este nome é frequentemente adotado por hospitais e organizações judaicas, principalmente quando lideradas por mulheres. Entre todas as mulheres do Império Persa a mais bonita era Esther, uma judia.

Alguns dos maiores Sábios da história judaica divergiram sobre a contagem exata das mitsvot presentes nos Aseret HaDibrot.

Maimônides (Rambam), por exemplo, enumera determinadas proibições como mandamentos independentes — identificando quatro mitsvot distintas apenas na segunda declaração. Outros comentaristas, como Nachmânides, adotam critérios diferentes de classificação. Há ainda o célebre debate sobre se a declaração “Eu sou o Eterno, teu D’us” deve ser contada como uma mitsvá em si ou compreendida como o fundamento de todas as demais.

Essas diferenças de interpretação não afetam a Halachá nem diminuem a importância dos Aseret HaDibrot. Pelo contrário, demonstram a profundidade do estudo da Torá e o rigor com que os Sábios analisaram cada palavra da Revelação no Monte Sinai.

Embora o Tanach seja composto por diversos livros, apenas os Cinco Livros da Torá são escritos em um Sefer Torá, o rolo manuscrito utilizado para a leitura pública nas sinagogas.

De acordo com a Halachá, cada letra de um Sefer Torá deve ser escrita manualmente por um sofer, um escriba especializado, seguindo regras rigorosas. Um erro que invalide o Sefer Torá — como uma letra ausente, acrescentada ou formada de modo inválido — impede seu uso na leitura pública até que seja corrigido conforme a Halachá.

Esse cuidado extraordinário contribuiu para preservar o texto da Torá com notável fidelidade ao longo das gerações e reflete a profunda reverência do Judaísmo pela palavra Divina.

O Talmud ensina que quem recita o trecho “Vayechulu” na noite de Shabat é considerado como se tivesse se tornado parceiro de D’us na Criação do mundo.

Essa ideia se baseia no fato de que, ao declarar que D’us criou os Céus e a Terra, a pessoa presta testemunho de uma verdade fundamental da fé judaica. Por isso, em muitas comunidades é costume recitar o trecho “Vayechulu” de pé, como fazem as testemunhas ao prestar depoimento.

Assim, uma taça de vinho e palavras de bênção tornam-se uma poderosa afirmação da fé, da santidade do Shabat e do vínculo entre o ser humano e o Criador.

Uma das mensagens mais marcantes do Lubavitcher Rebbe era simples e poderosa: cada pessoa pode fazer a diferença. Uma mitsvá a mais, uma palavra de encorajamento, um gesto de bondade ou a influência positiva sobre outra pessoa podem iluminar muito mais do que imaginamos.

Sob sua liderança, milhares de emissários foram enviados aos quatro cantos do mundo para construir comunidades, oferecer aulas de Torá, promover atividades judaicas e apoiar judeus onde quer que estivessem. Esse trabalho continua vivo até hoje, alcançando pessoas nos mais diversos países e contextos.

Por isso, o 3 de Tamuz não é apenas uma data de recordação. É um convite para continuar o legado do Rebbe: estudar mais, cumprir mais uma mitsvá, fortalecer a vida judaica e levar mais luz, bondade e propósito ao mundo.

Após o primeiro versículo do Shemá, é costume recitar, em voz baixa, a frase: “Baruch Shem Kevod Malchuto Leolam Vaed” (“Bendito seja o nome de Seu glorioso Reino por toda a eternidade”).

Essa frase não faz parte do texto bíblico do Shemá e, por isso, é pronunciada discretamente durante o ano. A principal exceção ocorre em Yom Kipur, quando é recitada em voz alta.

Esse costume destaca a singularidade dessa declaração e preserva uma tradição transmitida pelos Sábios ao longo das gerações.

Uma característica especial de Rosh Chodesh é sua ligação com as mulheres judias. Segundo a tradição, elas receberam uma distinção especial por terem permanecido fiéis a D’us durante o episódio do Bezerro de Ouro.

Em muitas comunidades, existe o costume de que as mulheres evitem determinadas atividades domésticas em Rosh Chodesh, em honra à santidade do dia. Nos tempos modernos, também é comum que grupos de mulheres se reúnam para estudar Torá, recitar Tehilim e fortalecer sua vida espiritual.

Além disso, é costume desejar “Chodesh Tov” (“um bom mês”), expressando o desejo de que o novo mês seja repleto de saúde, alegria e bênçãos.

Em muitas sinagogas, durante a última estrofe do Lechá Dodi, a congregação se levanta e se volta em direção à entrada da sinagoga para receber simbolicamente o Shabat.

Esse costume está ligado às palavras finais do poema: “Boi Kalá, Boi Kalá” (“Vem, ó Noiva, vem, ó Noiva”). A prática expressa a ideia de que o Shabat é recebido como uma rainha ou uma noiva que chega para trazer santidade, paz e alegria.

Assim, o Lechá Dodi transforma a chegada do Shabat em uma experiência singular, unindo poesia, oração e espiritualidade em uma das tradições mais queridas do Judaísmo.

A Cabalá associa cada dia da semana a uma das sete Sefirot emocionais, os atributos por meio dos quais a energia Divina se manifesta na Criação.

O Shabat corresponde à Sefirá de Malchut (Realeza), que representa a manifestação da Presença Divina no mundo. Por isso, o sétimo dia é visto como a culminação espiritual da semana, quando a santidade se torna mais perceptível e acessível.

Assim, o Shabat não é apenas um período de descanso físico, mas um momento em que a pessoa pode se reconectar com a dimensão espiritual da existência e receber a renovação necessária para os dias que se seguem.

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