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*Tradução: Google Translate

9 Tammuz 5786 | 24 junho 2026

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Curiosidades

A Rainha Esther, a heroína da festa de Purim, tinha um outro nome: Hadassah. Este nome é frequentemente adotado por hospitais e organizações judaicas, principalmente quando lideradas por mulheres. Entre todas as mulheres do Império Persa a mais bonita era Esther, uma judia.

A lembrança de Jerusalém acompanha o Povo Judeu até mesmo nos momentos de maior alegria.

Por essa razão, a cerimônia de casamento judaica inclui a quebra de um copo pelo noivo ao seu término. Esse costume recorda a destruição do Templo Sagrado e expressa a ideia de que nenhuma alegria pode ser completa enquanto Jerusalém e o Beit HaMikdash não forem plenamente restaurados.

Assim, o amor por Jerusalém não se manifesta apenas em dias de luto, mas também nos momentos mais felizes da vida judaica.

Logo após o primeiro versículo do Shemá, costuma-se recitar a frase “Baruch shem kevod malchuto le’olam va’ed” — “Bendito seja o nome de Seu glorioso Reino por toda a eternidade”.

Diferentemente do restante do Shemá, essa frase não faz parte do texto da Torá. Por essa razão, ela é tradicionalmente pronunciada em voz baixa.

A única exceção ocorre em Yom Kipur, quando é recitada em voz alta. Segundo nossos Sábios, nesse dia o Povo de Israel se eleva espiritualmente a um nível comparável ao dos anjos, razão pela qual essa declaração pode ser proclamada publicamente.

O Mishkan era dividido em três áreas principais: o Pátio, o Lugar Santo e o Santo dos Santos. Cada uma representava um nível diferente de santidade e de proximidade com D’us.

O Santo dos Santos era o local mais sagrado de todos. Ali ficava a Arca da Aliança, que continha as Tábuas da Lei. Apenas o Cohen Gadol podia entrar nesse recinto, e somente uma vez por ano, em Yom Kipur.

Essa estrutura ensinava que o serviço a D’us abrange todos os níveis da existência humana, desde as atividades mais elevadas e espirituais até os aspectos mais concretos da vida cotidiana. Assim, o Mishkan não era apenas um edifício sagrado, mas também um modelo da missão de transformar o mundo em uma morada para a Presença Divina.

Os Lechem HaPanim permaneciam sobre o Shulchan durante uma semana inteira, de um Shabat ao outro. Apesar disso, o Talmud ensina que eles permaneciam milagrosamente frescos, como se tivessem acabado de ser assados.

Quando os peregrinos visitavam Jerusalém nas três festas de peregrinação — Pessach, Shavuot e Sucot —, os Cohanim lhes mostravam os Pães da Proposição e declaravam: “Vejam como vocês são amados por D’us!”.

O milagre da conservação dos pães era uma demonstração do amor Divino e da bênção que sustenta o mundo.

Assim, o Shulchan e os Lechem HaPanim transmitiam uma mensagem fundamental: a prosperidade material não depende apenas do esforço humano, mas também da bênção de D’us.

O Talmud, ao discutir os animais que possuem apenas um dos sinais de cashrut, enfatiza especialmente o camelo e o porco como exemplos absolutamente inequívocos.

O camelo apresenta um comportamento claro de remastigação, mas não possui cascos totalmente fendidos; já o porco possui cascos fendidos, mas não rumina. Segundo o Talmud, essa combinação exclusiva demonstra um conhecimento extraordinário da natureza.

Até hoje, apesar do avanço da zoologia moderna e da descoberta de inúmeras espécies, não foi identificada nenhuma outra categoria de animal que contradiga esse princípio apresentado pela Torá e pelo Talmud.

O Sefer Torá — o rolo da Torá utilizado nas sinagogas — contém apenas os Cinco Livros de Moshé, e não todo o Tanach. Isso ocorre porque apenas os Cinco Livros da Torá foram ditados por D’us a Moshé letra por letra.

Por essa razão, a santidade de um Sefer Torá possui um nível singular dentro do Judaísmo. Cada letra deve ser escrita manualmente por um escriba especializado, chamado sofer, seguindo regras extremamente rigorosas. Se até mesmo uma única letra estiver incorreta, o rolo se torna inválido para leitura pública até ser corrigido.

Durante Shavuot, costuma-se decorar sinagogas e casas com flores e folhagens verdes.

O Midrash ensina que, no momento da entrega da Torá, o Monte Sinai — apesar de ser uma região árida — floresceu milagrosamente. Por isso, as folhagens simbolizam a renovação espiritual associada à Revelação Divina.

Além disso, há o costume de consumir alimentos à base de leite durante a festividade. Entre as várias explicações apresentadas pela tradição judaica, uma delas é que a Torá é comparada ao leite, por representar sustento espiritual e fonte de vida.

Assim, tanto as folhagens quanto os alimentos lácteos ajudam a transformar Shavuot em uma celebração marcada pela alegria, renovação e conexão com a Torá.

A palavra hebraica mitsvá, geralmente traduzida como “mandamento”, possui um significado mais amplo.
Além de representar uma ordem Divina, a palavra está relacionada ao conceito de tzavta — ligação ou união. Isso significa que, ao cumprir uma mitsvá, a pessoa não apenas obedece a D’us, mas estabelece uma conexão espiritual com Ele.

Por essa razão, as mitsvot não são vistas apenas como regras de comportamento, mas como meios pelos quais o ser humano pode se aproximar de D’us no cotidiano. Assim, Shavuot celebra não apenas a entrega de um conjunto de mandamentos, mas a possibilidade de o homem finito se conectar com o Infinito por meio da Torá e das mitsvot.

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