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29 Tevet 5786 | 18 janeiro 2026

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Curiosidades

Não se deve passar diretamente à frente de alguém que esteja recitando a Amidá, dentro de uma curta distância. Durante essa oração, a pessoa é considerada como estando diante da Presença Divina, em um momento de encontro direto e solene. Por isso, atravessar esse espaço é visto como uma falta de respeito à concentração e à santidade daquele instante. Caso seja realmente necessário passar, recomenda-se fazê-lo por trás da pessoa ou aguardar até que ela termine. Esse cuidado mostra como o Judaísmo valoriza não apenas a própria reza, mas também o respeito à experiência espiritual do outro.

No Judaísmo, a direção para a qual se reza é cuidadosamente definida. Sempre que possível, a pessoa deve se voltar em direção a Jerusalém; dentro de Jerusalém, em direção ao local do Templo; e, a partir do local do Templo, em direção ao Santo dos Santos. Essa orientação não é apenas simbólica: ela expressa a centralidade espiritual de Jerusalém na vida judaica e a ideia de que a reza se conecta a um ponto específico de santidade no mundo. Mesmo quando alguém reza em casa, no trabalho ou em viagem, procura-se manter essa direção, reforçando a consciência de que a prece está ligada a um centro espiritual comum a todo o Povo Judeu.

Uma curiosidade pouco conhecida é que o Sidur — o livro de orações — não contém apenas preces, mas também leis, salmos e textos educativos. Além das orações diárias, o Sidur inclui bênçãos para diversas situações, trechos da Torá, Salmos, instruções para práticas como netilat yadayim e até reflexões éticas. A organização das rezas segue a estrutura do dia judaico, com orações da manhã, da tarde e da noite, além de versões especiais para Shabat e festas. Por isso, o sidur não é apenas um “livro de rezas”, mas um guia abrangente da vida espiritual diária.

No Judaísmo, não se coloca um livro sagrado diretamente no chão, nem mesmo por poucos instantes. Caso um Sidur, Chumash ou outro texto de santidade caia, é costume apanhá-lo e beijá-lo, como sinal de respeito. Essa prática reflete a ideia de que objetos que contêm palavras de Torá merecem honra especial. Por isso, também se evita sentar-se sobre livros sagrados ou colocá-los em locais inadequados. Assim, o respeito pela Torá se expressa não apenas no estudo, mas também na forma como seus textos físicos são tratados no dia a dia.

Não se deve falar entre a lavagem das mãos e a bênção sobre o pão. Após fazer a netilat yadayim (a ablução das mãos) e antes de recitar Hamotzi, evita-se qualquer conversa, pois a lavagem faz parte da preparação imediata para comer o pão de forma santificada. Interromper com palavras alheias ao ato rompe essa continuidade espiritual. Apenas em caso de necessidade — como pedir que alguém passe o sal — é permitido falar, e mesmo assim de forma mínima. Esse cuidado mostra como, no Judaísmo, até a refeição cotidiana é tratada como um ato com dimensão espiritual, e não apenas física.

Uma curiosidade pouco conhecida é que o principal motivo haláchico para acender as velas de Shabat é promover a paz no lar (shalom bait). Embora as velas também honrem o Shabat e criem um clima especial na casa, nossos Sábios enfatizam que a iluminação evita tropeços, desconforto e tensão, favorecendo um ambiente tranquilo para a refeição e a convivência familiar. Por isso, mesmo em situações de recursos limitados, a Halachá prioriza as velas de Shabat em relação a outros elementos da mesa. Essa ênfase mostra que, no Judaísmo, a santidade do Shabat está profundamente ligada à harmonia, ao bem-estar e à dignidade da vida doméstica.

Há trechos da reza que só podem ser ditos na presença de um quórum de dez pessoas (minyan). Partes como o Kadish, a repetição da Amidá pelo oficiante e a Kedushá não são consideradas apenas preces individuais, mas expressões de santificação pública do Nome Divino. Por isso, mesmo pessoas plenamente capazes de rezar sozinhas aguardam a formação de um minyan para recitar esses trechos. Esse princípio destaca que a reza judaica não é apenas um diálogo pessoal com D’us, mas também um ato espiritual coletivo, no qual a comunidade desempenha papel essencial na santificação do Divino no mundo.

No Judaísmo, existe uma ordem específica para calçar os sapatos. Primeiro calça-se o sapato direito e depois o esquerdo; ao amarrar, faz-se o inverso: amarra-se primeiro o esquerdo e depois o direito. Essa prática combina dois valores simbólicos: a precedência atribuída ao lado direito, associado à importância e à honra, e a referência aos tefilin, que são colocados no braço esquerdo e amarrados com a mão direita. Mesmo em atos cotidianos simples, o Judaísmo transmite a ideia de que a vida diária pode — e deve — ser vivida com consciência, significado e ligação com o sagrado.

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