Em 1897, o estudioso Solomon Schechter, da Universidade de Cambridge, viajou ao Cairo, no Egito. Ali, com autorização da comunidade judaica local, ele examinou a guenizá da sinagoga Ben Ezra, em Fustat (a antiga parte do Cairo). Guenizá é um depósito onde se guardam escritos sagrados desgastados, em vez de descartá-los. Ao longo de aproximadamente mil anos, a guenizá de Fustat acumulou centenas de milhares de fragmentos de manuscritos, e Schechter levou uma enorme quantidade deles para Cambridge. Entre eles havia cópias do Tanach, livros de oração e textos de Lei Judaica, além de documentos do cotidiano, como contratos de casamento e divórcio, cartas comerciais, listas de compras e livros de medicina. Parte desse acervo encontra-se hoje na Biblioteca da Universidade de Cambridge.

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