Segundo Maimônides, a capacidade de realizar milagres ou prever acontecimentos futuros não é suficiente para comprovar que alguém seja um verdadeiro profeta: nenhum profeta pode ensinar algo que contradiga a Torá.
A própria Torá relata que os feiticeiros do Faraó conseguiram reproduzir alguns dos sinais realizados por Moshé Rabênu, mas isso não os tornava profetas. Da mesma forma, alguém que alegue receber mensagens Divinas, mas ensine algo contrário à Torá, não pode ser considerado um verdadeiro profeta, independentemente dos fenômenos extraordinários que apresente.
Esse ensinamento expressa um princípio fundamental do Judaísmo: a autoridade espiritual não se estabelece apenas por acontecimentos sobrenaturais, mas pela fidelidade à Palavra Divina.
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