Durante os sete dias de Sucot, a Torá ordena que o Povo Judeu habite em uma Sucá, recordando a proteção Divina que acompanhou os Filhos de Israel durante os 40 anos de sua jornada pelo deserto.
Há um aparente paradoxo nesse mandamento. A Sucá representa proteção, mas é uma construção temporária e propositalmente frágil. Seu s'chach, a cobertura feita de materiais vegetais, não possui a solidez do telhado de uma casa e não deve formar uma cobertura impermeável às intempéries.
Essa fragilidade transmite uma das mensagens fundamentais de Sucot: a verdadeira segurança não provém apenas da solidez das construções ou dos recursos materiais, mas da proteção e da Providência Divina. Segundo o Zohar, a Sucá é a “sombra da fé”, sobre a qual a Shechiná, a Presença Divina, estende metaforicamente Suas “asas”. Assim, justamente uma moradia temporária e vulnerável torna-se, durante Sucot, um poderoso símbolo de confiança em D'us.