Morashá

CARTA AO LEITOR:
ANO XXI N.82 DEZEMBRO 2013

Entre as festas celebradas durante o ano judaico, duas são rabínicas – Chanucá e Purim. Foram instituídas por nossos Sábios porque celebram milagres e salvações, e também porque ensinam lições que se aplicam ao Povo Judeu e ao mundo, como um todo, em cada geração.

Chanucá comemora a vitória militar dos Macabeus, os valentes guerreiros judeus que derrotaram as forças sírio-gregas que ocupavam a Terra de Israel e profanaram o Templo Sagrado de Jerusalém. Purim celebra a reversão de um decreto de genocídio contra o Povo Judeu. Ambas as festas celebram milagres Divinos, mas estes se manifestaram de forma bastante diferente. O milagre de Chanucá ocorreu por meio de uma vitória militar: os judeus viviam em sua pátria e contavam com os meios para lutar contra os opressores, mesmo que estes representassem a superpotência militar da época. O milagre de Purim, por outro lado, ocorreu quando o Povo Judeu se encontrava exilado de sua terra: não havia pátria nem exército e os judeus dependiam da liderança, influência e força espiritual e política de Mordechai e Esther.

Durante dois mil anos, os judeus viveram exilados de sua terra natal. Não possuíam um lar nacional nem independência política, e eram frequentemente perseguidos ou expulsos dos países que os haviam abrigado.
Como no relato de Purim, os judeus sempre tentaram influenciar o mundo de forma positiva com sua força moral, contribuindo muito para os países onde viviam. E, assim como Mordechai salvou a vida do rei da Pérsia e trabalhou em benefício do império, muitos judeus trabalharam arduamente para beneficiar os países que os acolheram.

Contudo, ainda hoje, há países e organizações que não reconhecem o Estado de Israel e clamam por sua destruição. Os “Hamans” contemporâneos podem ameaçar-nos, mas deveriam conscientizar-se de que, desta vez, terão que lidar não apenas com Mordechai e Esther – nossos líderes políticos e espirituais – mas também com os Macabeus de nossos dias.

É imperativo que o mundo reconheça que certos países representam uma ameaça – não apenas ao Povo Judeu, mas à Humanidade. Ao mesmo tempo, como na história de Chanucá, os judeus precisam estar preparados para se defender militarmente daqueles que desejam destruir o seu Estado. E nós estamos.

Muitas pessoas devem-se perguntar por que certas ditaduras sustentam tamanho ódio por Israel. O principal motivo é que o Estado Judeu é a luz que revela a escuridão que há nesses países. Israel é a única democracia verdadeira do Oriente Médio e é enorme o contraste com os demais países. Somente lá todos os cidadãos têm direito ao voto, a imprensa é verdadeiramente livre e ninguém, nem mesmo o primeiro-ministro, está acima da lei.

Apesar de não ser perfeito, o Estado de Israel é um modelo a ser imitado por países que prezam a liberdade e a modernidade. É a antítese do tipo de sociedade que muitos líderes do Oriente Médio desejam manter: países onde não há liberdade, onde oponentes políticos são presos ou executados, a imprensa é controlada pelo governo, os mais desfavorecidos são ignorados e as mulheres e minorias religiosas são oprimidas. E como a escuridão não pode coexistir com a luz, fazem de tudo para extingui-la.
Mas, assim como os Macabeus foram auxiliados por D’us, estamos confiantes de que prevaleceremos sobre aqueles que ameaçam nosso povo e a Humanidade. Cedo ou tarde, a luz sempre derrota a escuridão. Esperamos que a luz faça com que a escuridão deixe de existir – e que isto ocorra sem que haja necessidade de mais conflitos ou guerras.

Chanucá Sameach a todos!

LEIA A CARTA NA ÍNTEGRA...

CARTA AO LEITOR:
ANO XXI N.82 DEZEMBRO 2013

Entre as festas celebradas durante o ano judaico, duas são rabínicas – Chanucá e Purim. Foram instituídas por nossos Sábios porque celebram milagres e salvações, e também porque ensinam lições que se aplicam ao Povo Judeu e ao mundo, como um todo, em cada geração.

Chanucá comemora a vitória militar dos Macabeus, os valentes guerreiros judeus que derrotaram as forças sírio-gregas que ocupavam a Terra de Israel e profanaram o Templo Sagrado de Jerusalém. Purim celebra a reversão de um decreto de genocídio contra o Povo Judeu. Ambas as festas celebram milagres Divinos, mas estes se manifestaram de forma bastante diferente. O milagre de Chanucá ocorreu por meio de uma vitória militar: os judeus viviam em sua pátria e contavam com os meios para lutar contra os opressores, mesmo que estes representassem a superpotência militar da época. O milagre de Purim, por outro lado, ocorreu quando o Povo Judeu se encontrava exilado de sua terra: não havia pátria nem exército e os judeus dependiam da liderança, influência e força espiritual e política de Mordechai e Esther.

Durante dois mil anos, os judeus viveram exilados de sua terra natal. Não possuíam um lar nacional nem independência política, e eram frequentemente perseguidos ou expulsos dos países que os haviam abrigado.
Como no relato de Purim, os judeus sempre tentaram influenciar o mundo de forma positiva com sua força moral, contribuindo muito para os países onde viviam. E, assim como Mordechai salvou a vida do rei da Pérsia e trabalhou em benefício do império, muitos judeus trabalharam arduamente para beneficiar os países que os acolheram.

Contudo, ainda hoje, há países e organizações que não reconhecem o Estado de Israel e clamam por sua destruição. Os “Hamans” contemporâneos podem ameaçar-nos, mas deveriam conscientizar-se de que, desta vez, terão que lidar não apenas com Mordechai e Esther – nossos líderes políticos e espirituais – mas também com os Macabeus de nossos dias.

É imperativo que o mundo reconheça que certos países representam uma ameaça – não apenas ao Povo Judeu, mas à Humanidade. Ao mesmo tempo, como na história de Chanucá, os judeus precisam estar preparados para se defender militarmente daqueles que desejam destruir o seu Estado. E nós estamos.

Muitas pessoas devem-se perguntar por que certas ditaduras sustentam tamanho ódio por Israel. O principal motivo é que o Estado Judeu é a luz que revela a escuridão que há nesses países. Israel é a única democracia verdadeira do Oriente Médio e é enorme o contraste com os demais países. Somente lá todos os cidadãos têm direito ao voto, a imprensa é verdadeiramente livre e ninguém, nem mesmo o primeiro-ministro, está acima da lei.

Apesar de não ser perfeito, o Estado de Israel é um modelo a ser imitado por países que prezam a liberdade e a modernidade. É a antítese do tipo de sociedade que muitos líderes do Oriente Médio desejam manter: países onde não há liberdade, onde oponentes políticos são presos ou executados, a imprensa é controlada pelo governo, os mais desfavorecidos são ignorados e as mulheres e minorias religiosas são oprimidas. E como a escuridão não pode coexistir com a luz, fazem de tudo para extingui-la.
Mas, assim como os Macabeus foram auxiliados por D’us, estamos confiantes de que prevaleceremos sobre aqueles que ameaçam nosso povo e a Humanidade. Cedo ou tarde, a luz sempre derrota a escuridão. Esperamos que a luz faça com que a escuridão deixe de existir – e que isto ocorra sem que haja necessidade de mais conflitos ou guerras.

Chanucá Sameach a todos!


PERSONALIDADES

Uma mãe judia à frente da maior economia do planeta

Uma mãe judia à frente da maior economia do planeta

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, escolheu para dirigir o principal banco central do planeta uma mãe judia.

Edição 82 - Dezembro de 2013

HOLOCAUSTO

Em busca do carrasco

Em busca do carrasco

Depois da Segunda Guerra Mundial, o judeu alemão Hanns Alexander, que escapou do nazismo e serviu no exército britânico, incumbiu-se da missão de capturar Rudolf Hoess, o comandante do campo de concentração de Auschwitz. Seu empenho solitário e incansável teve um final dramático.

Edição 82 - Dezembro de 2013

BRASIL

Não vão acabar nunca com a Praça Onze

Não vão acabar nunca com a Praça Onze

“Vão acabar com a Praça Onze...” Era um grito de alerta cantado.
Efetivamente acabaram com a praça em 1941, mas ela será eternamente lembrada no samba de Herivelto Martins e na memória dos judeus que chegaram ao Rio de Janeiro nas décadas de 1920 e 1930.

Edição 82 - Dezembro de 2013

BRASIL

Hatzalá, quando poucos segundos fazem a diferença

Hatzalá, quando poucos segundos fazem a diferença

O serviço de emergência surgido nos estados unidos há algumas décadas foi implantado em São Paulo em 2011.formado por voluntários treinados para desempenhar a função de socorristas, a Hatzalá pretende, num futuro próximo, expandir suas atividades. 

Edição 82 - Dezembro de 2013

BIOGRAFIAS

Uma "mãe judia" à frente da maior economia do planeta

Uma "mãe judia" à frente da maior economia do planeta

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, escolheu para dirigir o principal banco central do planeta uma mãe judia.

Edição 82 - Dezembro de 2013

ARTE E CULTURA

As majestosas sinagogas da emancipação

As majestosas sinagogas da emancipação

“E me farão um santuário, para que Eu possa habitar no meio deles” (Êxodo, 25:8).

Edição 82 - Dezembro de 2013

ARTE E CULTURA

O marchand Charles Ephrussi (1849-1905)

O marchand Charles Ephrussi (1849-1905)

Curador, colecionador e amigo de banqueiros numa frança contaminada pelo vírus do antissemitismo, Charles Ephrussi promoveu pintores impressionistas, como Renoir e Degas.

Edição 82 - Dezembro de 2013

HISTÓRIA DE ISRAEL

Guerra de Yom Kipur: A luta pelo Sinai

Guerra de Yom Kipur: A luta pelo Sinai

O mais dramático confronto militar na história do Estado de Israel, a batalha pelo Sinai, foi decisiva para a vitória israelense na Guerra de Yom Kipur. O ataque-surpresa sofrido por Israel e a reviravolta extraordinária foram, respectivamente, o nadir e o ápice da história militar do país.

Edição 82 - Dezembro de 2013

JUDAISMO NO MUNDO

Nobel 2013 orgulha a comunidade judaica

Nobel 2013 orgulha a comunidade judaica

A divulgação dos laureados com o Prêmio Nobel 2013 provocou reações entusiasmadas nas comunidades judaicas: entre os 12 indivíduos vencedores, 6 são judeus.

Edição 82 - Dezembro de 2013

PROFETAS E SÁBIOS

Rabino Ovadia Yossef ZT'L, pranto por um grande líder

Rabino Ovadia Yossef ZT'L, pranto por um grande líder

A morte do Rishon Letzion Ovadia Yossef zt’l, rabino chefe sefaradita de Israel durante 10 anos, deixa um vazio no mundo judaico. O amor que nutria por todos os judeus lhe era retribuído por seu povo. No dia em que faleceu, mais de 800.000 pessoas estavam nas ruas de Jerusalém para lhe prestar tributo. Foi o maior funeral já registrado na história do país.

Edição 82 - Dezembro de 2013

TU BISHVAT

Tu b'Shvat: O Homem é a árvore do campo

Tu b'Shvat: O Homem é a árvore do campo

“Como os dias de uma a?rvore sera?o os de meu povo” (Isai?as, 65:22)

Edição 82 - Dezembro de 2013

CHANUCÁ

Celebrando Chanucá

Celebrando Chanucá

Ano após ano, à época de Chanucá, as luzes são acesas em todos os lares judaicos para celebrar os acontecimentos daqueles dias, com cânticos de louvor a D'us. assim, os caminhos de Israel são iluminados pela mensagem eterna: "a luz espiritual de Israel nunca será apagada".

Edição 82 - Dezembro de 2013

CHANUCÁ

Chanucá e a Divindade da Torá

Chanucá e a Divindade da Torá

A festa de Chanucá celebra um triunfo militar do povo judeu sobre as forças sírio-gregas que ocupavam a terra de Israel. Aparentemente, o conflito entre as duas nações era desnecessário.

Edição 82 - Dezembro de 2013