Rosh Hashaná é chamado de Yom HaDin — o Dia do Julgamento — porque, segundo o Talmud, D'us julga nesse período o mundo e todos os seus habitantes. Ainda assim, a data não é vivida como um dia de tristeza ou desespero. Pelo contrário: vestimos roupas festivas, realizamos refeições especiais e celebramos a santidade do dia.
Essa aparente contradição expressa uma ideia fundamental do Judaísmo. Em Rosh Hashaná, a pessoa se coloca diante de D'us com profunda reverência, consciente da importância do julgamento, mas também com confiança em Sua bondade e misericórdia. Por isso, a atmosfera do dia combina solenidade e alegria.
Rosh Hashaná é também o aniversário da criação da humanidade e o momento em que, simbolicamente, proclamamos D'us como Rei do Universo. Assim, a solenidade do julgamento não elimina a alegria: ambas se unem na consciência do privilégio de estar diante do Rei dos reis e de iniciar um novo ano confiando em Sua bondade e misericórdia.