Comer alimentos simbólicos em Rosh Hashaná não é apenas uma tradição folclórica nem uma superstição. Trata-se de uma prática mencionada pelo Talmud e codificada no Shulchan Aruch, o Código de Lei Judaica. Nas refeições festivas, diferentes alimentos são acompanhados por pequenas preces, conhecidas como Yehi Ratzon, nas quais expressamos nossos pedidos e esperanças para o ano que se inicia.
Segundo o sábio medieval Rabi Menachem Meiri, um dos propósitos desses alimentos é direcionar nossos pensamentos para os temas essenciais de Rosh Hashaná: oração, arrependimento e a decisão de praticar boas ações. Dessa forma, aquilo que comemos torna-se um lembrete concreto das bênçãos espirituais e materiais que desejamos para o novo ano.
Assim, quando comemos maçã com mel, romã e outros alimentos simbólicos, não atribuímos poder mágico a esses alimentos. Eles fazem parte de um ritual destinado a despertar a reflexão, a oração e a confiança em D'us no início de um novo ano.