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*Tradução: Google Translate

14 Adar 5786 | 03 março 2026

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Você sabia?

Por que damos três passos após a Amidá?

Ao concluir a Amidá, é costume dar três passos para trás antes de dizer “Ossê shalom bimromav…”. Esse gesto simboliza uma despedida respeitosa da Presença Divina, como alguém que se afasta de um rei após uma audiência. Durante a Amidá, a pessoa é considerada como estando diante de D’us, em um momento de encontro direto e solene. Por isso, não se deve simplesmente virar e ir embora, mas recuar com reverência, demonstrando que a proximidade espiritual exige também uma forma adequada de encerramento. Assim, um pequeno movimento corporal expressa profunda consciência da santidade da oração.

Por que cobrimos a Chalá durante o Kidush

Durante o Kidush de Shabat, é costume manter a Chalá coberta até o término da bênção sobre o vinho. Isso ocorre porque, segundo a ordem habitual das bênçãos, o pão deveria preceder o vinho; porém, em Shabat, o Kidush deve ser recitado especificamente sobre o vinho. Para “não constranger” simbolicamente o pão por ser preterido, ele é coberto, como se não estivesse presente naquele momento. Esse costume também remete ao maná no deserto, que era envolvido por uma camada de orvalho por cima e por baixo — simbolizada hoje pela toalha da mesa e pela cobertura da Chalá. Assim, um detalhe simples da mesa expressa tanto sensibilidade ética quanto memória histórica.

Por que cobrimos os olhos no primeiro versículo do Shemá?

No momento de recitar o primeiro versículo do Shemá Israel, é costume cobrir os olhos com a mão direita. Esse gesto tem como objetivo principal aumentar a concentração (kavaná) e evitar qualquer distração visual ao declarar a unicidade absoluta de D’us. Além disso, nossos Sábios explicam que esse ato simboliza a aceitação do “jugo do Reino Divino”, colocando a consciência espiritual acima da percepção física imediata. Por isso, mesmo pessoas que rezam sozinhas mantêm esse costume, que não é apenas simbólico, mas parte integrante da forma adequada de recitar o Shemá.

Nem toda bênção pode ser repetida em caso de dúvida

No Judaísmo, há grande cautela quanto à repetição de bênçãos. Quando uma pessoa não tem certeza se já recitou uma berachá, a Halachá estabelece que, na maioria dos casos, ela não deve repeti-la, para evitar a pronúncia do Nome Divino em vão. Esse princípio expressa o profundo respeito pela santidade do Nome de D’us. Assim, mesmo quando existe o risco de deixar de recitar uma bênção, a preservação da santidade do Nome Divino prevalece.

Nem toda mitsvá exige intenção consciente para valer

No Judaísmo, existe uma distinção clara entre o cumprimento válido de uma mitsvá e o cumprimento ideal. Segundo a Halachá, muitas mitsvot podem ser consideradas cumpridas mesmo sem kavaná explícita — isto é, sem intenção consciente no momento da ação — desde que o ato tenha sido realizado corretamente. No entanto, a ausência de kavaná reduz o valor espiritual da mitsvá. Por isso, os Sábios enfatizam que a intenção não cria a obrigação, mas a eleva. Essa abordagem revela um princípio central do Judaísmo: a lei reconhece a ação objetiva, enquanto a plenitude espiritual nasce da união entre a ação correta e a consciência interior.

Canhotos colocam Tefilin no braço oposto

No Judaísmo, a colocação dos tefilin depende de qual é a mão dominante da pessoa. A Halachá estabelece que o tefilin do braço deve ser colocado no braço mais fraco, isto é, no oposto ao da mão dominante. Assim, a maioria das pessoas — destras — coloca os tefilin no braço esquerdo, enquanto canhotos genuínos os colocam no braço direito. Essa regra não é meramente simbólica: ela é tratada com grande precisão haláchica, e a correta determinação da mão dominante pode exigir análise cuidadosa, especialmente em casos de ambidestria. Isso reflete o cuidado do Judaísmo em alinhar o corpo físico ao serviço consciente a D’us.

A Halachá valoriza o costume mesmo sem fonte escrita

No Judaísmo, um minhag (costume) estabelecido ao longo de gerações pode adquirir força normativa mesmo quando não aparece explicitamente na Torá Escrita ou no Talmud. A Halachá reconhece que práticas aceitas de forma contínua por comunidades fiéis à tradição refletem uma transmissão viva da Torá Oral. Por isso, muitos costumes — especialmente ligados à oração, ao calendário judaico e às práticas familiares — são preservados com extremo cuidado. Desconsiderar um minhag consolidado não é algo trivial, pois ele expressa a fidelidade histórica do Povo Judeu à maneira como a Torá foi vivida e transmitida, e não apenas como foi registrada por escrito.

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