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*Tradução: Google Translate

12 Elul 5786 | 25 agosto 2026

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A Gratidão Diária Começa com as Primeiras Palavras do Dia

O primeiro ato de um judeu ao acordar é recitar o Mode Ani:

“Modê Ani Lefanêcha, Mêlech Chai Vekayam, Shehechezárta Bi Nishmati Bechemlá, Rabá Emunatêcha” — “Agradeço a Ti, Rei vivo e eterno, por teres devolvido minha alma com compaixão; grande é a Tua fidelidade.”

Essa breve prece, dita antes mesmo de lavar as mãos, expressa a consciência imediata de que a vida é um presente Divino. Os Mestres Chassídicos explicam que o Modê Ani revela a pureza essencial da alma — que, ao despertar, retorna a D’us como uma chama renovada. Assim, o primeiro pensamento do dia não é voltado para si mesmo, mas para a gratidão e o propósito. Começar o dia com o Mode Ani estabelece o tom espiritual para tudo o que vem depois: viver com fé, alegria e reconhecimento pelo dom da vida.

A alegria é uma força espiritual no Judaísmo

A alegria (simchá) ocupa um papel central na vida judaica. Nossos Sábios ensinam que “a Shechiná (Presença Divina) repousa apenas em meio à alegria de uma mitzvá”. A verdadeira simchá não depende de circunstâncias externas, mas nasce do reconhecimento de que tudo vem de D’us e tem um propósito.

Os Mestres Chassídicos explicam que a alegria abre os “portões do coração” e remove barreiras espirituais, permitindo que a alma se conecte mais profundamente ao Criador. Por isso, servir a D’us com alegria é considerado não apenas um sentimento, mas uma obrigação espiritual — uma forma de transformar até os desafios em oportunidades de crescimento e santificação.

A Força de uma Bênção Revela o Poder da Palavra

No Judaísmo, as palavras não são apenas sons — elas possuem força criadora. O livro de Bereshit nos ensina que o mundo foi criado por meio da fala Divina: “E D’us disse: haja luz — e houve luz.” Da mesma forma, a fala humana, quando usada com pureza e intenção, tem o poder de edificar, curar e transformar.

Os Mestres Chassídicos explicam que, quando uma pessoa abençoa outra com sinceridade, desperta canais de benevolência espiritual que podem realmente influenciar a realidade. Por isso, é costume desejar ao próximo brachot (bênçãos) com o coração — pois cada boa palavra, pronunciada com fé, pode gerar luz e bondade no mundo.

Rosh Chodesh Une o Tempo à Santidade Divina

Rosh Chodesh — o início de cada novo mês judaico — é um tempo de renovação espiritual. Diferente do sol, cuja luz é constante, a lua representa o ciclo da alma judaica: mesmo após diminuir, ela sempre volta a brilhar.

Os Mestres Chassídicos explicam que, em Rosh Chodesh, a pessoa é convidada a renovar sua própria luz — a rever suas ações e recomeçar com humildade e esperança. Por isso, a lua é símbolo de Israel: assim como ela recebe sua luz do sol, o Povo Judeu reflete a luz Divina no mundo.

O Rosh Chodesh que se estende por dois dias — como este, 30 de Tishrei e 1º de Cheshvan — representa a passagem harmoniosa entre a santidade de Tishrei e o serviço prático e constante de Cheshvan, unindo inspiração e ação, céu e terra.

O Fim de Tishrei Irradia Bênçãos para Todo o Ano

Os Mestres Chassídicos explicam que os dias que encerram o mês de Tishrei são como o “eco” das grandes festas — dias em que a energia espiritual acumulada durante o mês começa a se espalhar por todo o ano. Cada etapa de Tishrei deixa uma marca: a reverência de Rosh Hashaná, a pureza de Yom Kipur, a alegria de Sucot e o amor pela Torá em Simchat Torá.

Essas forças não desaparecem; elas permanecem dentro da alma, aguardando para serem traduzidas em ação. Por isso, os Rebes ensinam que o final de Tishrei é um momento de transição sagrada — o instante em que levamos a inspiração do mês para o mundo real. A partir daqui, cada mitsvá, cada palavra gentil e cada ato de bondade tornam-se expressões vivas da luz de Tishrei, transformando o restante do ano em uma extensão de suas bênçãos.

Após Tishrei, Nossa Missão é Levar Santidade ao Mundo

Com o término de Simchat Torá, encerram-se as festividades do mês de Tishrei — um período repleto de santidade, que inclui Rosh Hashaná, Yom Kipur, Sucot e Shemini Atzeret/Simchat Torá. Os Mestres Chassídicos explicam que, embora as festas terminem, sua luz não desaparece: ela deve ser levada para o cotidiano. O mês de Tishrei representa o encontro íntimo entre D’us e o Povo de Israel; já os meses seguintes simbolizam a tarefa de transformar o mundo físico em morada para a Divindade.

Por isso, após Simchat Torá, inicia-se o trabalho espiritual de traduzir a inspiração das festas em ações concretas — mais bondade, mais estudo da Torá, mais alegria e mais fé na vida diária. Assim, cada pessoa é chamada a transformar o “fogo” espiritual de Tishrei em “luz” permanente, iluminando seu lar, seu ambiente e todo o mundo ao seu redor.

Shemini Atseret Celebra a Conexão Íntima Entre D’us e Israel

Logo após Sucot, celebra-se Shemini Atseret, uma festividade especial que, embora ligada a Sucot, possui caráter próprio. A palavra Atseret significa “reunião” ou “retenção”, e os Sábios explicam que é como se D’us dissesse ao Seu povo: “Fiquem comigo mais um dia.”

Os Mestres Chassídicos ensinam que, em Shemini Atseret, encerra-se o ciclo das grandes festas e revela-se o vínculo mais profundo entre D’us e Israel — um laço que vai além da alegria visível de Sucot. É uma alegria mais silenciosa e interior, marcada pela intimidade espiritual. Nesse dia, a chuva — símbolo da bênção Divina — é pedida com a prece especial de Tefilat Geshem, que expressa nossa dependência e confiança total na Providência de D’us. Assim, Shemini Atseret representa o momento em que o amor Divino não se manifesta mais por milagres, mas pela presença constante de D’us em nosso cotidiano.

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