O Maharal de Praga explica que uma bênção Divina pode existir inicialmente em estado potencial no plano espiritual e que um ato físico pode contribuir para que ela se concretize no mundo físico. Por isso, o Judaísmo frequentemente une intenção espiritual e ação física: colocamos Tefilin, fazemos o Kidush sobre o vinho e seguramos as Quatro Espécies em Sucot.
Os alimentos simbólicos de Rosh Hashaná seguem esse mesmo princípio. Ao comê-los enquanto recitamos nossas preces por um ano bom, damos expressão concreta às nossas esperanças e orações. Segundo essa explicação, esses atos ajudam a canalizar as bênçãos espirituais para a realidade física.
Por isso, os alimentos simbólicos de Rosh Hashaná possuem um significado muito mais profundo do que seu sabor ou aparência: eles unem pensamento, oração e ação em um momento no qual pedimos a D'us que nos conceda um Shaná Tová Umetucá — um ano bom e doce.
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