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7 Sivan 5786 | 23 maio 2026

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Curiosidades

Neste ano (5785 no calendário judaico, 2025 no calendário civil), a festa de Shavuot começa no domingo à noite e termina ao anoitecer da terça-feira. É importante lembrar que, no segundo dia de Yom Tov, as velas devem ser acesas a partir de uma chama pré-existente, pois é permitido transferir fogo em Yom Tov, mas […]

Uma característica marcante de Yom HaZikaron é que ele começa com o som de uma sirene à noite e continua com outra na manhã seguinte. Durante esses momentos, todo o país para completamente: as pessoas interrompem suas atividades, e até o trânsito é suspenso, com motoristas saindo de seus carros e permanecendo em silêncio.

Esse gesto coletivo transforma a lembrança em uma experiência compartilhada por toda a sociedade. Logo após o término de Yom HaZikaron, inicia-se o Yom HaAtzmaut, o Dia da Independência de Israel, criando uma transição significativa entre o luto e a celebração nacional.

A cerimônia da Havdalá inclui quatro elementos: vinho, especiarias aromáticas, uma chama e a bênção final de separação.

As especiarias são usadas para consolar a alma após a saída do Shabat, pois a pessoa perde uma dimensão espiritual adicional adquirida durante o dia sagrado. Já a chama simboliza o retorno à atividade criativa, lembrando que o uso do fogo volta a ser permitido após o Shabat.

Dessa forma, a Havdalá não apenas encerra o Shabat, mas também prepara a pessoa para a nova semana, levando consigo a luz espiritual vivenciada no dia sagrado.

Os 49 dias do Ômer estão ligados às sete dimensões emocionais da alma, conhecidas como sefirot: Chessed, Guevurá, Tiferet, Netzach, Hod, Yessod e Malchut. Cada semana é dedicada a uma dessas dimensões, e cada dia representa uma combinação específica entre elas.

Esse sistema transforma a contagem em um verdadeiro processo de autoaperfeiçoamento, no qual a pessoa reflete diariamente sobre seus traços de caráter e busca refiná-los.

Assim, a Contagem do Ômer não é apenas uma preparação histórica para Shavuot, mas um caminho contínuo de desenvolvimento pessoal, no qual cada dia oferece a oportunidade de crescimento interior.

Em Israel, todo o país para por dois minutos de silêncio na manhã de Yom HaShoá. Nesse momento, sirenes soam em todo o território, e as pessoas interrompem suas atividades — inclusive motoristas, que param seus carros e permanecem em pé, em silêncio.

Esse gesto coletivo expressa a profundidade da memória nacional e transforma a lembrança do Holocausto em uma experiência vivida por toda a sociedade. Além disso, a data está associada ao Levante do Gueto de Varsóvia, símbolo de coragem e resistência, reforçando a ideia de que, mesmo diante da destruição, o espírito do Povo de Israel permaneceu firme.

A Contagem do Ômer deve ser feita preferencialmente à noite, pois, no Judaísmo, o novo dia começa ao pôr do sol. A mitsvá é cumprida ao recitar uma bênção e, em seguida, declarar o número exato de dias — e, a partir de certo ponto, também de semanas — já transcorridos.

Caso a pessoa se esqueça de contar à noite, pode fazê-lo durante o dia seguinte, porém sem recitar a bênção. No entanto, se um dia inteiro for perdido, a contagem continua nos dias seguintes, mas também sem a bênção.

Esse cuidado demonstra que a Contagem do Ômer não é apenas uma lembrança simbólica, mas uma prática precisa e contínua, que exige atenção diária e consciência ao longo de todo o período.

A noite do sétimo dia de Pessach é considerada um momento de especial proteção e elevado potencial espiritual. Assim como naquela noite o Povo de Israel foi protegido em meio ao perigo, essa mesma energia espiritual se renova a cada ano.

Por isso, há o costume, em muitas comunidades, de dedicar essa noite ao estudo da Torá, permanecendo acordado por várias horas — ou até durante toda a noite — como forma de se conectar com essa força espiritual.

Assim, essa data não é apenas uma lembrança histórica, mas uma oportunidade de vivenciar novamente um momento de milagre, proteção e fortalecimento da fé, que acompanha o Povo de Israel ao longo das gerações.

Durante Pessach, a proibição do chametz é tão rigorosa que não é permitido nem mesmo obter qualquer benefício dele.

Isso significa que não se pode, por exemplo, alimentar um animal com chametz, vendê-lo durante a festa ou utilizá-lo de qualquer forma que traga benefício.

Esse nível de rigor é incomum em comparação com outras leis alimentares do Judaísmo e destaca a singularidade de Pessach. A eliminação completa do chametz — tanto no consumo quanto na posse e no uso — reforça a importância espiritual desse período, marcado pela libertação e pela renovação interior.

Durante o Seder, há um momento chamado Yachatz, no qual a matsá do meio é quebrada em duas partes. A parte maior é reservada como afikoman, que será consumido no final da refeição.

O afikoman deve ser o último alimento ingerido na noite do Seder, de modo que seu sabor permaneça ao final da refeição. Após ele, não se come mais nada — apenas se continuam as etapas do Seder, incluindo a terceira e a quarta taças de vinho.

Dessa forma, a matsá permanece como a lembrança final da refeição, enquanto o Seder prossegue com as bênçãos, cânticos e a conclusão da narrativa da redenção.

Acendimento das velas

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