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30 Nisan 5786 | 17 abril 2026

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Curiosidades

No primeiro dia de Elul, Moshe Rabenu subiu ao Monte Sinai pela terceira vez, permanecendo ali por 40 dias até Yom Kipur. Nesse período, o Povo Judeu foi perdoado pelo pecado do bezerro de ouro e recebeu as segundas Tábuas da Lei. Por isso, Elul se tornou um mês de misericórdia e perdão Divino. Seguindo essa tradição, desde o primeiro dia de Elul até Yom Kipur é costume recitar diariamente o Salmo 27 (L’David Hashem Ori), despertando o coração para a teshuvá.

A mitzvá da mezuzá — fixar um pergaminho no batente da porta — é muito mais do que um símbolo. Segundo o Talmud, ela traz proteção espiritual ao lar. O klaf (pergaminho), escrito por um sofer treinado, contém trechos do Shema, que afirmam a unicidade de D’us e o dever de amá-Lo. O rolo é enrolado, colocado no lado direito da entrada — geralmente inclinado para dentro — e protegido por uma caixa. Cada vez que se entra ou sai, a mezuzá lembra a presença de D’us, transformando até mesmo uma simples soleira em um portal espiritual.

A mitzvá de honrar os pais é tão importante que aparece nos Dez Mandamentos. Estes foram entregues em duas Tábuas: a primeira, com os cinco primeiros mandamentos, trata da relação entre o homem e D’us; a segunda, com os mandamentos de 6 a 10, trata da relação entre o homem e seu próximo. O mandamento de honrar os pais está incluído justamente na Tábua que trata das obrigações entre o ser humano e D’us. Isso ensina que honrar os pais não é apenas um valor social, mas um dever sagrado. O Talmud compara esse ato a honrar o próprio D’us, já que os pais são parceiros Dele na criação da vida. Honrar os pais inclui falar com respeito, auxiliá-los fisicamente e oferecer apoio emocional e financeiro quando necessário.

A Torá foi entregue em meio a fogo, nuvem e voz — mas sem imagem. D’us revelou Sua vontade sem qualquer forma visível, destacando que o Judaísmo se fundamenta na palavra Divina e nos mandamentos morais, e não em representações físicas. Esse princípio fundamental ensina que D’us transcende toda forma e imaginação. Como afirma Maimônides em seus 13 Princípios de Fé: D’us “não tem corpo nem qualquer semelhança de corpo”. Por isso, a Torá proíbe expressamente qualquer representação física do Divino (Devarim/Deuteronômio 4:15–16).

A mitzvá da prece não se limita aos serviços formais ou ao ambiente da sinagoga. De acordo com o Rambam (Maimônides), a Torá ordena que todo judeu clame a D’us em momentos de necessidade (Hilchot Tefilá 1:1). Mais tarde, os Sábios instituíram rezas fixas para o dia a dia, mas a essência da prece continua sendo a comunicação pessoal e sincera com o Criador. Seja em hebraico ou em qualquer outro idioma, rezar é um ato íntimo de fé, dependência e conexão com Aquele que criou o universo.

No Monte Sinai, o Povo Judeu declarou: “Na’assê venishmá” — “Faremos e ouviremos”. O Talmud elogia essa atitude como a mais elevada expressão de fé e amor, pois o povo aceitou os mandamentos de D’us antes mesmo de saber quais eram. Esse compromisso incondicional tornou-se o alicerce da relação do Povo Judeu com a Torá e é celebrado todos os anos na festa de Shavuot, quando renovamos a aceitação da Torá com a mesma devoção e alegria.

A Cabalá ensina que a Torá possui uma alma — assim como um ser humano. Por isso, o estudo da Torá pode transformar tão profundamente uma pessoa: é uma alma se conectando à alma Divina presente na Torá. O Alter Rebe (Rabbi Shneur Zalman de Liadi), fundador do movimento Chabad-Lubavitch, ensinava que, ao estudar a Torá, a pessoa une seu intelecto à vontade e à sabedoria de D’us de um modo que nenhuma outra mitzvá proporciona. Essa conexão é absoluta — a mente humana torna-se um receptáculo para o Infinito.

É notável que o nome de Moshe Rabenu esteja ausente de toda a porção da Torá chamada Tetzavê — a única parashá, desde o seu nascimento, em que não é mencionado. Os comentaristas explicam que, ao suplicar ao Todo-Poderoso que perdoasse o Povo Judeu após o pecado do Bezerro de Ouro, Moshe declarou: “Apaga-me do Teu livro” caso D’us não os perdoasse. Embora D’us tenha concedido o perdão, suas palavras se concretizaram, ainda que simbolicamente, com a omissão de seu nome dessa parashá. Esse fato revela a humildade e a devoção de um verdadeiro líder judeu — alguém disposto a abrir mão até mesmo do reconhecimento eterno pelo bem de seu povo.

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