Um costume especial de Rosh Hashaná é evitar dormir durante o dia. A tradição ensina que permanecer desperto simboliza o desejo de começar o ano com energia espiritual e vitalidade. Muitos dedicam esse tempo ao estudo da Torá e à leitura dos Salmos. Os Mestres Chassídicos explicam que, assim como buscamos que o novo ano seja repleto de vida e significado, demonstramos já em Rosh Hashaná essa disposição ao permanecer ativos e conscientes diante da realeza Divina.
Durante Rosh Hashaná, é costume desejar uns aos outros: “Ketivá vechatimá tová” — que sejamos inscritos e selados para um bom ano. Esse costume expressa não apenas um voto de bênção individual, mas também o reconhecimento de que entramos no novo ano como uma comunidade unida. Ao trocar essas palavras, reforçamos o espírito de fraternidade e responsabilidade mútua. Na tradição chassídica, esse ato é visto como uma forma de despertar amor e união entre as pessoas — qualidades que atraem misericórdia e bênçãos do Alto para todo o ano.
Em Rosh Hashaná, há o costume de comer alimentos simbólicos, conhecidos como simanim (“sinais”). Entre eles estão a romã, para que nossas boas ações sejam tão numerosas quanto suas sementes, e a cabeça de peixe ou de carneiro, para que sejamos “a cabeça e não a cauda”. Esses costumes expressam a esperança de que o novo ano seja repleto de bênçãos materiais e espirituais. Na tradição chassídica, os simanim não são apenas símbolos, mas expressões de fé na bondade de D’us e na confiança de que o ano vindouro possa se transformar em um tempo de abundância e santidade.
Um dos alimentos simbólicos mais conhecidos de Rosh Hashaná é a maçã mergulhada no mel, acompanhada da bênção para que tenhamos um ano bom e doce. Os Mestres Chassídicos explicam que a maçã, mencionada no Shir Hashirim (Cântico dos Cânticos), representa o Povo Judeu, enquanto o mel simboliza a doçura e a abundância das bênçãos Divinas. Ao comer esse alimento simples e doce, expressamos nossa confiança em D’us de que o novo ano será repleto não apenas de bondade, mas de bondade revelada e perceptível em nossas vidas.
De acordo com a Halachá, o shofar utilizado em Rosh Hashaná deve ser feito, de preferência, do chifre de um carneiro. Isso recorda o mérito de Avraham e do sacrifício de Yitzchak, quando um carneiro foi oferecido em seu lugar. O som do shofar carrega essa lembrança e desperta o Povo Judeu para a teshuvá, evocando tanto o amor e a dedicação de nossos Patriarcas quanto a misericórdia de D’us para com Israel. Assim, o shofar conecta passado, presente e futuro em um único chamado espiritual.
O termo “Chai Elul” significa literalmente “a vida de Elul”. O número 18, que corresponde ao dia 18 de Elul, é representado pelas letras hebraicas י״ח (yud = 10 e chet = 8). Essas letras formam a palavra “Chai”, que em hebraico significa “vida”. Os Mestres Chassídicos explicam que esse dia infunde vida em todo o mês, despertando cada judeu para servir a D’us com mais calor e energia espiritual. Costuma-se dizer que, a partir de Chai Elul, a preparação para Rosh Hashaná e Yom Kipur ganha mais intensidade, pois a alma recebe forças adicionais para a teshuvá (retorno), a tefilá (oração) e a tzedaká (caridade). Assim, essa data se tornou uma fonte de vitalidade espiritual para todo o Povo Judeu.
O mês de Elul é tradicionalmente visto como um tempo de proximidade com D’us, e por isso muitos têm o costume de intensificar os atos de tzedaká. O Alter Rebe ensina no Tanya que a caridade possui um poder especial de atrair bênçãos materiais e espirituais, sendo considerada “equivalente a todas as mitzvot”. Em Elul, essa prática ganha ainda mais significado, pois simboliza a preparação para um novo ano em que buscamos não apenas receber bênçãos, mas também sermos canais de bondade e generosidade para o próximo.
Uma tradição de Elul é verificar regularmente os tefilin e as mezuzot da casa, assegurando que estejam casher e em bom estado. Esse costume simboliza que, assim como buscamos corrigir e fortalecer nosso interior, também cuidamos dos objetos sagrados que nos conectam a D’us no dia a dia. A inspeção dos tefilin e das mezuzot em Elul é considerada uma forma prática de teshuvá, lembrando que o retorno a D’us envolve tanto o coração quanto ações concretas.
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