Além de Yom Kipur, Tishá b'Av é o único jejum do calendário judaico que dura mais de 24 horas. Assim como em Yom Kipur, o jejum começa no pôr do sol (shekiá — o mesmo momento em que o Shabat se inicia às sextas-feiras) e termina apenas no anoitecer do dia seguinte.

Nesse período, não é permitido apenas comer e beber, mas também tomar banho ou lavar-se por prazer, ungir-se com óleos ou cremes, usar calçados de couro e manter relações conjugais. Em Tishá b'Av, também é restringido o estudo da Torá, sendo permitido apenas o estudo de textos relacionados ao luto, como o Livro de Eichá (Lamentações), o Livro de Jó e passagens talmúdicas sobre a destruição de Jerusalém.

Essas restrições expressam o profundo luto pela destruição dos dois Templos Sagrados de Jerusalém e pelas consequências espirituais e históricas de sua perda. Assim, Tishá b'Av é vivido como um dia de reflexão, arrependimento e esperança na futura Redenção.