Além das luzes de Chanucá, acendemos sempre uma vela adicional chamada shamash — o “servo”. Segundo a Halachá, as luzes de Chanucá não podem ser usadas para nenhum benefício prático, como iluminar o ambiente; elas existem exclusivamente para publicar o milagre e recordar a santidade dos acontecimentos.

Para evitar que alguém utilize, mesmo sem intenção, a luz das velas da mitsvá, acende-se o shamash um pouco separado das demais. Assim, caso a pessoa se beneficie da iluminação, considera-se que está usando a luz do shamash, e não a luz consagrada das velas de Chanucá.

O shamash também representa um valor espiritual profundo: ele serve às outras luzes sem fazer parte delas — ensinando que, em Chanucá, não basta iluminar; é preciso ajudar a multiplicar a luz ao nosso redor por meio de atos de bondade e responsabilidade.