Morashá

CARTA AO LEITOR:
ANO XX N.80 JUNHO 2013

No último mês de março, tivemos a honra de receber o Grão-Rabino do Reino Unido e da Commonwealth pela primeira vez no Brasil. No discurso que proferiu na sinagoga Beit Yaacov, Lord Jonathan Sacks relatou a história do antissemitismo e enfatizou que o maior inimigo dos judeus é a falta de união.

O Grão-Rabino Sacks relatou ainda que o historiador Flavius Josephus escreveu que durante o conflito entre Roma e Jerusalém – uma guerra que resultou na destruição do Templo, no massacre de milhões de judeus e no exílio de nosso povo da Terra de Israel – os judeus lutavam entre si, em vez de se unirem contra as forças inimigas. As consequências disso foram não apenas a perda da Casa de D’us na Terra, mas os 2.000 anos de exílio ao qual foi submetido nosso povo.

Evidentemente, a desunião entre o Povo Judeu tem ramificações não apenas espirituais, mas físicas também. Contudo, como disse Lord Jonathan Sacks, o inverso também é verdadeiro: se o Povo Judeu se unisse verdadeiramente, nenhum inimigo ou opositor conseguiria nos ameaçar ou prevalecer sobre nós.

Para que haja uma verdadeira união judaica, é necessário sabermos distinguir os conceitos de diversidade e desunião. O Maharal de Praga ensinou que nosso Patriarca Jacob teve quatro esposas, que foram as mães dos 12 filhos que fundaram as 12 tribos de Israel, porque a Divina Providência deseja que haja diversidade entre os Filhos de Israel. As diferentes tradições e costumes entre segmentos do Povo Judeu enriquecem o judaísmo. Mas é importante que tais diferenças não nos dividam. Por um lado, somos uma nação muito pequena. Por outro, há judeus morando em todos os continentes habitáveis; falam línguas diferentes e pertencem a diferentes raças e etnias. Apesar de todas as diferenças, somos uma nação única e singular. Somos um povo definido tanto pela diversidade quanto pela singularidade. De fato, como ensinam os Cabalistas, um dos propósitos fundamentais do Povo Judeu no mundo consiste em transformar a diversidade em unicidade.

Com a diversidade que caracteriza nosso povo, é normal que haja diferenças de opinião a respeito da maioria dos assuntos. Nenhuma pessoa enxerga o mundo exatamente da mesma forma que outra. Entretanto, apesar das diferenças de opinião, devemos aprender com nossos Sábios, que mesmo quando discordavam sobre assuntos de Torá, mantinham o amor e respeito uns pelos outros.

Tanto no Estado de Israel como na Diáspora, há assuntos que ameaçam dividir nosso povo. Isso não pode ocorrer. As ameaças proferidas por nossos inimigos servem para nos lembrar de que é necessário que os judeus se unam incondicionalmente. Se houver a união do Povo Judeu na Terra de Israel, prevaleceremos sobre todos aqueles que se levantam contra nós.

George Santayana, filósofo e poeta, escreveu que “aqueles que se esquecem do passado estão condenados a repeti-lo”. O Segundo Templo Sagrado de Jerusalém caiu há quase dois mil anos. Desde aquela época, todo ano na data de Tishá b’Av, nosso povo jejua e se lamenta pela perda da Casa de D’us. Um dos motivos por que jejuamos e nos lamentamos em tal dia é para nos lembrarmos das consequências da falta de amor e união entre nosso povo.

Nesses tempos difíceis, em que a escuridão ameaça permear todo o Oriente Médio, é necessário que nosso povo se una, tanto em Israel quanto na Diáspora. Por meio da união e do amor entre os judeus, nosso povo e nosso país serão fortalecidos.

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CARTA AO LEITOR:
ANO XX N.80 JUNHO 2013

No último mês de março, tivemos a honra de receber o Grão-Rabino do Reino Unido e da Commonwealth pela primeira vez no Brasil. No discurso que proferiu na sinagoga Beit Yaacov, Lord Jonathan Sacks relatou a história do antissemitismo e enfatizou que o maior inimigo dos judeus é a falta de união.

O Grão-Rabino Sacks relatou ainda que o historiador Flavius Josephus escreveu que durante o conflito entre Roma e Jerusalém – uma guerra que resultou na destruição do Templo, no massacre de milhões de judeus e no exílio de nosso povo da Terra de Israel – os judeus lutavam entre si, em vez de se unirem contra as forças inimigas. As consequências disso foram não apenas a perda da Casa de D’us na Terra, mas os 2.000 anos de exílio ao qual foi submetido nosso povo.

Evidentemente, a desunião entre o Povo Judeu tem ramificações não apenas espirituais, mas físicas também. Contudo, como disse Lord Jonathan Sacks, o inverso também é verdadeiro: se o Povo Judeu se unisse verdadeiramente, nenhum inimigo ou opositor conseguiria nos ameaçar ou prevalecer sobre nós.

Para que haja uma verdadeira união judaica, é necessário sabermos distinguir os conceitos de diversidade e desunião. O Maharal de Praga ensinou que nosso Patriarca Jacob teve quatro esposas, que foram as mães dos 12 filhos que fundaram as 12 tribos de Israel, porque a Divina Providência deseja que haja diversidade entre os Filhos de Israel. As diferentes tradições e costumes entre segmentos do Povo Judeu enriquecem o judaísmo. Mas é importante que tais diferenças não nos dividam. Por um lado, somos uma nação muito pequena. Por outro, há judeus morando em todos os continentes habitáveis; falam línguas diferentes e pertencem a diferentes raças e etnias. Apesar de todas as diferenças, somos uma nação única e singular. Somos um povo definido tanto pela diversidade quanto pela singularidade. De fato, como ensinam os Cabalistas, um dos propósitos fundamentais do Povo Judeu no mundo consiste em transformar a diversidade em unicidade.

Com a diversidade que caracteriza nosso povo, é normal que haja diferenças de opinião a respeito da maioria dos assuntos. Nenhuma pessoa enxerga o mundo exatamente da mesma forma que outra. Entretanto, apesar das diferenças de opinião, devemos aprender com nossos Sábios, que mesmo quando discordavam sobre assuntos de Torá, mantinham o amor e respeito uns pelos outros.

Tanto no Estado de Israel como na Diáspora, há assuntos que ameaçam dividir nosso povo. Isso não pode ocorrer. As ameaças proferidas por nossos inimigos servem para nos lembrar de que é necessário que os judeus se unam incondicionalmente. Se houver a união do Povo Judeu na Terra de Israel, prevaleceremos sobre todos aqueles que se levantam contra nós.

George Santayana, filósofo e poeta, escreveu que “aqueles que se esquecem do passado estão condenados a repeti-lo”. O Segundo Templo Sagrado de Jerusalém caiu há quase dois mil anos. Desde aquela época, todo ano na data de Tishá b’Av, nosso povo jejua e se lamenta pela perda da Casa de D’us. Um dos motivos por que jejuamos e nos lamentamos em tal dia é para nos lembrarmos das consequências da falta de amor e união entre nosso povo.

Nesses tempos difíceis, em que a escuridão ameaça permear todo o Oriente Médio, é necessário que nosso povo se una, tanto em Israel quanto na Diáspora. Por meio da união e do amor entre os judeus, nosso povo e nosso país serão fortalecidos.


ISRAEL HOJE

Descobrindo Israel por meio dos museus

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Que Israel é a Terra Santa, berço das três grandes religiões e um dos principais centros de inovação tecnológica do cenário internacional são informações de conhecimento geral. O que muita gente talvez não saiba ainda é que Israel é, também, um dos países com maior número de museus per capita do mundo.

Edição 80 - Junho de 2013

BRASIL

A Primeira Feira do Livro Judaico em Português

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A Sinagoga Beit Yaacov Veiga Filho sediou a 1a Feira do Livro Judaico em Português. O evento ocorrido no domingo 16 de junho foi uma realização da Congregação e Beneficência Sefardi Paulista coordenada pela Editora Maayanot.

Edição 80 - Junho de 2013

HISTÓRIA JUDAICA MODERNA

Os nove de Budapeste

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Foram nove judeus oriundos da Hungria. Em primeiro lugar, deixaram Budapeste e, em segundo, a Europa quando o nazismo começou a convergir sobre o continente. Todos encontraram refúgio no ocidente onde inscreveram seu nome como algumas das mais notáveis celebridades do século 20.

Edição 80 - Junho de 2013

SHABAT

Dimensões Místicas do Shabat

Dimensões Místicas do Shabat

“O Eterno fez os céus e a terra, o mar e tudo o que há neles em seis dias e repousou no sétimo dia, e por isso o Eterno abençoou o dia de Shabat e o santificou”. (Exodus 20:8-11)

Edição 80 - Junho de 2013

BIOGRAFIAS

Menachem Begin

Menachem Begin

“Nós lutaremos. Cada judeu na terra natal lutará. O D’us de Israel, D’us dos Exércitos, virá em nosso auxílio. Não haverá nenhuma retirada. Liberdade ou morte!”
(Menachem Begin, 1o de fevereiro de 1944) 

Edição 80 - Junho de 2013

ARTE E CULTURA

O judaísmo bem Marc Chagall

O judaísmo bem Marc Chagall

O que se pode sentir, observando as obras de Marc Chagall, é seu compromisso com a alma judaica. Em nenhum momento da sua longa vida, iniciada na cidade russa de Vitebsk, onde nasceu em 1887, arrefeceu o orgulho de sua origem religiosa.

Edição 80 - Junho de 2013

HISTÓRIA DE ISRAEL

Delegação de rabinos visita colônias da Galileia em 1913

Delegação de rabinos visita colônias da Galileia em 1913

A jornada dos rabinos tinha como principal objetivo a hitorerut, o despertar das almas adormecidas dos colonos judeus empenhados em preparar as terras para o assentamento de novas levas de imigrantes. O advento da 1ª Guerra, no verão de 1914, levou a sociedade de Eretz Israel a uma crise econômica, dificultando ainda mais a missão dos rabinos.

Edição 80 - Junho de 2013

JUDAISMO NO MUNDO

Os desafios na Venezuela pós-Chávez

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Eleito por uma margem de votos bastante apertada, o novo presidente da Venezuela, Nicolas Maduro Moros, emite sinais preocupantes no início de sua gestão. O antissemitismo de setores ligados ao chavismo voltou a aparecer na campanha para o pleito de abril, em ataques ao candidato oposicionista, Henrique Capriles Radonski, e as relações com o Irã continuam a ocupar lugar de destaque na agenda diplomática de Caracas.

Edição 80 - Junho de 2013

JUDAISMO NO MUNDO

Universidade Brandeis, uma universidade judaica

Universidade Brandeis, uma universidade judaica

O Estado de Israel acabara de ser criado quando foi inaugurada nos Estados Unidos a Brandeis University, a primeira e, até hoje, única universidade judaica secular na Diáspora. É raro encontrar, na história da educação do país, um caso de ascensão tão meteórica no mundo acadêmico norte-americano quanto foi o dessa universidade.

Atualmente a Brandeis situa-se entre as 35 melhores universidades dos Estados Unidos, e seu corpo docente ocupa o quinto lugar em número de professores eleitos para sociedades acadêmicas honoríficas.

Edição 80 - Junho de 2013

PROFETAS E SÁBIOS

Guidon, o Juiz

Guidon, o Juiz

Em algum momento, lá pelo século 11 antes da era atual, na chamada época dos Juízes, na terra de Canaã, a Terra Prometida, quando o povo de Israel lutava para se estabelecer definitivamente na Terra Sagrada, Guidon ben Yoash ben Aviézer, da tribo de Menashé, viveu na cidade de Ofrá. E, durante 40 anos, foi Juiz sobre Israel.

Edição 80 - Junho de 2013

TISHÁ B´AV

Construindo um mundo novo

Construindo um mundo novo

Tisha b’Av, o nono dia do mês hebraico de Menachem Av, é um dia de luto para o Povo Judeu. Nessa data, há aproximadamente 2 mil anos, o Templo Sagrado de Jerusalém foi destruído.

Edição 80 - Junho de 2013