Morashá

CARTA AO LEITOR:
ANO IX N.33 JUNHO 2001

A determinação de superar os obstáculos sem desistir das singularidades que caracterizam a herança judaica, mesmo nos momentos mais difíceis, foi o que garantiu a sobrevivência do povo judeu ao longo dos séculos.

Esta herança ancestral é sustentada por dois alicerces: o brit milá – a aliança sagrada entre D-us e Abraão – e a Torá. Tema de nosso primeiro artigo, o brit milá simboliza o elo do novo filho do povo judeu com seu passado e a sua lealdade com seu legado no futuro. O povo judeu nunca deixou de cumprir esta mitzvá, mesmo correndo risco de vida.

O outro alicerce do judaísmo, a Torá, é também tema de uma matéria nesta edição. Disse o rabino Saadia que “Israel só é um povo graças à Torá”. Foi a Torá, chamada de ‘pátria portátil’ por Leopold Zunz, historiador da religião judaica no século XIX, que permitiu a um povo disperso sobreviver onde quer que estivesse.

Na atualidade, o Holocausto é um dos temas mais abordados por todos os meios de comunicação. Por que se escreve e se fala tanto da Shoá? As testemunhas oculares, já idosas, estão desaparecendo e a verdade ainda está enterrada sob milhares de documentos confidenciais que só agora, aos poucos, vão aparecendo. Ao ler o Pogrom Esquecido, podemos ter uma idéia de quanto ainda há para ser revelado.

Ou, quem sabe, cabe a nós, a segunda geração, resgatar o heroísmo e a humanidade das vítimas da fúria nazista e repassar para nossos filhos informações precisas sobre a brutalidade e a coragem que marcaram a época mais negra da história judaica? A Revolta do Gueto de Varsóvia, A Rosa do Gueto, Tudo Pelos Meus Filhos trazem para nossos leitores o Holocausto sob diferentes olhares. Nas entrelinhas lemos que, apesar da morte e do desespero, ainda estavam vivas a coragem de lutar e a crença de que, a despeito de tudo, ainda haveria um resto de esperança no mundo.

E esta mesma esperança fez com que das cinzas do Holocausto os judeus se reerguessem. Hoje, na própria Europa, há um renascimento. Memórias, lugares, histórias são resgatadas e revisitadas. A fé volta a encher os corações.
Finalmente, ao lermos a mensagem sábia do Rabino Abraham Twerski, aprendemos que não devemos aceitar a idéia de que se não pudermos mudar o mundo, devemos deixar as coisas como estão. Esta é uma maneira muito cômoda de pensar, mas nossa responsabilidade como o povo que recebeu a Torá é de praticar o tikun haolam, retificar o mundo. Trata-se de uma enorme responsabilidade. Mas não podemos e não iremos ignorá-la.

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CARTA AO LEITOR:
ANO IX N.33 JUNHO 2001

A determinação de superar os obstáculos sem desistir das singularidades que caracterizam a herança judaica, mesmo nos momentos mais difíceis, foi o que garantiu a sobrevivência do povo judeu ao longo dos séculos.

Esta herança ancestral é sustentada por dois alicerces: o brit milá – a aliança sagrada entre D-us e Abraão – e a Torá. Tema de nosso primeiro artigo, o brit milá simboliza o elo do novo filho do povo judeu com seu passado e a sua lealdade com seu legado no futuro. O povo judeu nunca deixou de cumprir esta mitzvá, mesmo correndo risco de vida.

O outro alicerce do judaísmo, a Torá, é também tema de uma matéria nesta edição. Disse o rabino Saadia que “Israel só é um povo graças à Torá”. Foi a Torá, chamada de ‘pátria portátil’ por Leopold Zunz, historiador da religião judaica no século XIX, que permitiu a um povo disperso sobreviver onde quer que estivesse.

Na atualidade, o Holocausto é um dos temas mais abordados por todos os meios de comunicação. Por que se escreve e se fala tanto da Shoá? As testemunhas oculares, já idosas, estão desaparecendo e a verdade ainda está enterrada sob milhares de documentos confidenciais que só agora, aos poucos, vão aparecendo. Ao ler o Pogrom Esquecido, podemos ter uma idéia de quanto ainda há para ser revelado.

Ou, quem sabe, cabe a nós, a segunda geração, resgatar o heroísmo e a humanidade das vítimas da fúria nazista e repassar para nossos filhos informações precisas sobre a brutalidade e a coragem que marcaram a época mais negra da história judaica? A Revolta do Gueto de Varsóvia, A Rosa do Gueto, Tudo Pelos Meus Filhos trazem para nossos leitores o Holocausto sob diferentes olhares. Nas entrelinhas lemos que, apesar da morte e do desespero, ainda estavam vivas a coragem de lutar e a crença de que, a despeito de tudo, ainda haveria um resto de esperança no mundo.

E esta mesma esperança fez com que das cinzas do Holocausto os judeus se reerguessem. Hoje, na própria Europa, há um renascimento. Memórias, lugares, histórias são resgatadas e revisitadas. A fé volta a encher os corações.
Finalmente, ao lermos a mensagem sábia do Rabino Abraham Twerski, aprendemos que não devemos aceitar a idéia de que se não pudermos mudar o mundo, devemos deixar as coisas como estão. Esta é uma maneira muito cômoda de pensar, mas nossa responsabilidade como o povo que recebeu a Torá é de praticar o tikun haolam, retificar o mundo. Trata-se de uma enorme responsabilidade. Mas não podemos e não iremos ignorá-la.


ISRAEL HOJE

DIAMANTES, UMA RELAÇÃO ANTIGA COM O POVO JUDEU

DIAMANTES, UMA RELAÇÃO ANTIGA COM O POVO JUDEU

Quando dois empresários judeus belgas se instalaram em Petach Tikva, em 1936, dando início a um pequeno negócio no setor de diamantes, jamais poderiam supor que, 50 anos depois, Israel se tornaria um dos três mais importantes centros mundiais de lapidação e comércio de diamantes.

Edição 33 - Junho de 2001

HOLOCAUSTO

O LEVANTE DO GUETO DE VARSÓVIA

O LEVANTE DO GUETO DE VARSÓVIA

Há 56 anos, durante a Segunda Guerra Mundial, em um dos períodos mais sanguinários da história da Humanidade, a perseguição aos judeus assumia proporções inéditas nos países ocupados pela Alemanha.

Edição 33 - Junho de 2001

HOLOCAUSTO

O POGROM ESQUECIDO

O POGROM ESQUECIDO

Julho de 1941, em um único dia, 1.600 judeus foram massacrados pela população da cidade polonesa de Jedwabne. Durante décadas, a autoria da tragédia fora atribuída às tropas nazistas que haviam invadido o país, mas a verdade surgiu após o lançamento de um livro, no ano passado.

Edição 33 - Junho de 2001

COMUNIDADES DA DIÁSPORA

COMUNIDADES JUDAICAS DO IMPÉRIO OTOMANO

COMUNIDADES JUDAICAS DO IMPÉRIO OTOMANO

No período medieval, os otomanos, conquistando o Império árabe, absorveram numerosas comunidades judaicas, entre as quais a dos moçárabes do Oriente Médio, modernamente conhecidos como judeus-orientais.

Edição 33 - Junho de 2001

COMUNIDADES DA DIÁSPORA

AS VÍTIMAS DA GUERRA SUJA

AS VÍTIMAS DA GUERRA SUJA

O desaparecimento de nove mil judeus durante a ditadura militar argentina, no período de 1976 a 1983, está sendo investigado pelo Comitê de Imigração do Parlamento (Knesset) de Israel desde o ano passado.

Edição 33 - Junho de 2001

COMUNIDADES DA DIÁSPORA

A BATALHA DE BETAR

A BATALHA DE BETAR

Foi em Betar que se travou a última batalha entre os judeus liderados por Bar Kochba e as legiões romanas de Adriano. Milhares de homens, mulheres e crianças foram assassinados para encerrar uma revolta que durou mais de nove anos.

Edição 33 - Junho de 2001

LEIS, COSTUMES E TRADIÇÕES

ESCRITURA E JUDAÍSMO

ESCRITURA E JUDAÍSMO

Se a Torá é a pedra angular do judaísmo, o Talmud é o pilar central que se alça dos alicerces e sustenta todo o edifício espiritual e intelectual.

Edição 33 - Junho de 2001

LEIS, COSTUMES E TRADIÇÕES

BRIT MILÁ

BRIT MILÁ

O nascimento de uma criança é uma experiência emocional para todos que dela participam. É um verdadeiro milagre que se reproduz a cada nascimento e transforma a vida dos pais.

Edição 33 - Junho de 2001

CRÔNICAS E CONTOS

A ROSA DO GUETO

A ROSA DO GUETO

“Esta é a história de uma rosa que um tirano condenou a morrer por mil anos. Os tiranos passam, as rosas ficam. Mas é preciso repetir a história por mil anos, para que as rosas não passem e os tiranos não fiquem”

Edição 33 - Junho de 2001

CRÔNICAS E CONTOS

TUDO PELOS MEUS FILHOS

TUDO PELOS MEUS FILHOS

Primeiro vieram os tiros, depois os gritos estridentes e, finalmente, o silêncio da morte. Mais tarde, entre cochichos na barraca das mulheres, descobriu-se que se tratava de uma tentativa de fuga de alguns prisioneiros do campo.

Edição 33 - Junho de 2001

MULHERES BÍBLICAS

A GRANDEZA DE LÉA

A GRANDEZA DE LÉA

“Desde a Criação do mundo, ninguém havia agradecido a D’us, até que veio Léa e agradeceu ao Senhor”. (Talmud).

Edição 33 - Junho de 2001

BIOGRAFIAS

ISAAC BASHEVIS SINGER

ISAAC BASHEVIS SINGER

Ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 1978, é considerado o maior escritor em língua iídiche do século XX. Testemunho inestimável de uma cultura em desaparecimento e grande contador de histórias.

Edição 33 - Junho de 2001

SABEDORIA JUDAICA

OS ANJOS NÃO DEIXAM PEGADAS

OS ANJOS NÃO DEIXAM PEGADAS

O título de meu último livro, “Os anjos não deixam pegadas”, baseia-se na afirmação do Talmud de que os anjos apenas ficam parados, enquanto os seres humanos podem caminhar.

Edição 33 - Junho de 2001

JUDAISMO NO MUNDO

UM NOVO DESPERTAR

UM NOVO DESPERTAR

Este renovado interesse no judaísmo é parte de uma busca pela espiritualidade que brotou no leste europeu, no vácuo criado pela queda de uma ideologia desacreditada, isto pelo lado político.

Edição 33 - Junho de 2001

JUDAISMO NO MUNDO

O BRILHO DAS MULHERES

O BRILHO DAS MULHERES

Antigamente, as jóias eram parte do dote que as mulheres judias recebiam ao se casar.

Edição 33 - Junho de 2001

JUDAISMO NO MUNDO

A RÚSSIA DE PUTIN

A RÚSSIA DE PUTIN

O urso perdeu os dentes, enfraqueceu-se, mas não está morto. A Rússia deste início de século desponta como uma pálida lembrança da finada União Soviética. Nos tempos da Guerra Fria ajudava a decidir os rumos do planeta, e, no universo do conflito israelo-palestino, derrubava e montava regimes aliados no mundo árabe, além de ter peso decisivo nos contornos bélicos da região.

Edição 33 - Junho de 2001

CIÊNCIAS

A doença de 'Reiter'

A doença de 'Reiter'

Um dos mais nobres reconhecimentos na vida de um pesquisador médico é quando uma doença ou um microorganismo, ou mesmo uma área anatômica, recebem o seu nome.

Edição 33 - Junho de 2001

CIÊNCIAS

CLONAGEM HUMANA

CLONAGEM HUMANA

Já que este assunto é muito complexo e comentado, submetemos dez perguntas essenciais ao Rabino David Weitman a fim de conhecer a sua opinião sobre a relação existente entre a clonagem e o judaísmo.

Edição 33 - Junho de 2001