No mês de Adar, a alegria tem um papel central
O mês de Adar é associado de forma especial à alegria. Os Sábios ensinam que, quando começa Adar, aumenta-se a alegria, pois esse mês está ligado a eventos de salvação e reversão de dificuldades, especialmente aos acontecimentos celebrados em Purim. Essa alegria não é entendida como superficial ou escapista, mas como uma postura espiritual consciente, que reconhece a presença Divina mesmo em situações ocultas. Assim, Adar convida a cultivar confiança, leveza interior e gratidão, preparando o espírito para perceber o bem mesmo quando ele não é imediatamente evidente.
Muitas mitsvot se revelam no cuidado com o outro
Muitas mitsvot estão diretamente ligadas ao cuidado com o próximo, como visitar doentes, ajudar quem precisa e evitar causar constrangimento. Esses mandamentos não se cumprem apenas por meio de atos rituais, mas exigem sensibilidade, empatia e atenção ao impacto das próprias ações. Os Sábios ensinam que cumprir uma mitsvá entre a pessoa e o próximo não é menos espiritual do que uma mitsvá ritual; ao contrário, ela revela como a presença Divina se manifesta nas relações humanas. Assim, o Judaísmo entende que a vida ética é parte inseparável do serviço a D’us.
O que é um Machzor?
As Mitsvot santificam atos físicos do dia a dia
Muitas mitsvot são cumpridas por meio de ações físicas concretas, como comer, falar, caminhar ou utilizar objetos específicos. Isso reflete a ideia central de que a Divindade não está separada do mundo material, mas se manifesta dentro dele. Ao cumprir uma mitsvá, a pessoa eleva um ato cotidiano, transformando-o em serviço Divino. Assim, o Judaísmo ensina que a santidade não exige afastamento da vida prática, mas sua orientação consciente.
A Torá deve ser tratada com honra física
Não apenas o conteúdo da Torá é sagrado, mas também os objetos que a contêm. Por isso, livros que contêm palavras da Torá não devem ser colocados diretamente no chão nem usados como apoio para outros objetos. Quando um livro sagrado cai, é costume apanhá-lo e beijá-lo como sinal de respeito. Esse cuidado expressa a ideia de que a santidade da Torá se manifesta tanto em suas palavras quanto na forma como seus textos físicos são tratados no dia a dia.
A Torá é estudada em ciclos contínuos
O estudo da Torá segue ciclos contínuos, nos quais os Cinco Livros da Torá, divididos em parashiot (porções), são lidos e estudados anualmente. Ao concluir o último trecho da Torá, em Simchat Torá, recomeça-se imediatamente pelo primeiro, expressando a ideia de que a Torá não tem fim nem se esgota. Cada novo ciclo não é uma simples repetição, mas uma oportunidade de compreender os mesmos textos em níveis mais profundos, de acordo com a maturidade e a experiência de quem estuda. Assim, a Torá é vista como uma fonte viva, que se renova constantemente sem jamais ser substituída.
Hoje é Tu biShevat, o décimo quinto dia do mês hebraico de Shevat
Tu biShevat significa literalmente o 15º dia do mês hebraico de Shevat — “Tu” corresponde ao número quinze no sistema de numeração hebraico. No Judaísmo, essa data é conhecida como o Ano Novo das Árvores. Ela marca simbolicamente o início de um novo ciclo de crescimento das árvores frutíferas. Ao longo das gerações, Tu biShevat passou a ser também um momento de reflexão sobre crescimento, continuidade e gratidão pela criação, lembrando que, assim como as árvores, a vida se desenvolve por etapas e requer tempo para dar frutos.
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Acendimento das velas