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*Tradução: Google Translate

15 Tishri 5787 | 26 setembro 2026

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Curiosidades

Hoshaná Rabá, o sétimo e último dia de Sucot, é conhecido também como o “Dia do Salgueiro”. Nesse dia, a Aravá — o simples ramo de salgueiro — assume um papel de destaque especial.

Isso é particularmente significativo porque, entre as Quatro Espécies, a Aravá é justamente aquela que não possui nem sabor nem aroma e que, segundo o Midrash, simboliza o judeu que não se destaca pelo estudo da Torá nem pela prática de boas ações. Em Hoshaná Rabá, porém, é essa espécie aparentemente menos ilustre que ocupa o centro de um costume especial.

A escolha da Aravá transmite uma importante lição sobre a humildade: o valor de uma pessoa não depende apenas de suas realizações ou de seu conhecimento. Assim, justamente no dia que encerra Sucot, o simples salgueiro torna-se símbolo de uma das qualidades mais valorizadas pela tradição judaica.

Há uma tradição de começar a construir a Sucá na própria noite em que termina Yom Kipur. Esse costume ganha um significado especial quando se considera a relação entre a Sucá e o Mishkan.

Após o primeiro Yom Kipur, o Povo Judeu havia sido perdoado pelo pecado do bezerro de ouro. Poucos dias depois, começou a construção do Mishkan, que simbolizava a restauração da proximidade entre D’us e Seu povo.

Assim, iniciar a construção da Sucá logo após Yom Kipur expressa a confiança de que o arrependimento foi aceito e de que, após o perdão, inicia-se uma nova etapa de aproximação com D’us.

Segundo o Midrash, o sabor e o aroma das Quatro Espécies simbolizam diferentes qualidades espirituais. A tamareira, representada pelo Lulav, produz frutos com sabor, mas seu ramo não possui aroma; por isso, representa o estudo da Torá. O Hadass, por sua vez, possui aroma agradável, mas não produz fruto comestível, simbolizando as boas ações.

O Etrog reúne sabor e aroma e, portanto, representa aqueles que combinam o estudo da Torá com a prática de boas ações. Já a Aravá não possui nem sabor nem aroma e simboliza aqueles que ainda não se destacam em nenhuma dessas duas áreas.

Apesar dessas diferenças, as quatro espécies precisam estar reunidas para que a mitzvá seja cumprida — uma expressão da ideia de que cada integrante do Povo Judeu é indispensável.

A Lei Judaica estabelece regras minuciosas para a construção de uma Sucá: há requisitos relativos às paredes, à altura da estrutura e ao s’chach. Curiosamente, porém, não há um limite máximo para seu comprimento ou sua largura.

Isso significa que, em princípio, uma Sucá poderia ser grande o suficiente para acomodar todo o Povo Judeu. O Talmud utiliza essa ideia para transmitir uma das mensagens centrais de Sucot: a união entre os Filhos de Israel.

A Sucá simboliza, assim, um espaço no qual todos podem estar juntos. Apesar das diferenças existentes entre as pessoas, há lugar para todos sob a mesma cobertura, fazendo da Sucá não apenas um símbolo de confiança em D’us, mas também de união do Povo Judeu.

Durante toda a oração da Neilá, o Aron Hakodesh — chamado de Hechal pelos sefaraditas — permanece aberto, e a congregação permanece de pé até o encerramento das preces.

A Arca Sagrada aberta simboliza que, nos momentos finais de Yom Kipur, os Portões Celestiais ainda estão abertos para receber as orações e súplicas do Povo Judeu — reforçando, assim, a própria ideia expressa pelo nome Neilá: enquanto a oração ainda está sendo recitada, há uma última oportunidade para súplicas e pedidos de Perdão Divino antes do fechamento final.

Entre os ingredientes do Ketoret, o incenso oferecido no Templo Sagrado, encontrava-se a Chelbaná, o gálbano — uma substância que, ao contrário das demais especiarias da mistura, possuía odor desagradável. Sua presença era indispensável e transmitia uma importante mensagem espiritual.

Segundo nossos Sábios, a Chelbaná simbolizava aqueles que haviam pecado. Sua inclusão no incenso ensinava que, ao nos aproximarmos de D’us em oração, não devemos excluir aqueles que consideramos menos justos ou merecedores do que nós.

Assim, justamente no Ketoret, símbolo de uma profunda ligação com D’us, havia lugar para um ingrediente de odor desagradável. A mensagem é significativa: o Povo Judeu deve se apresentar diante de D’us unido, e a busca por aproximação, arrependimento e bênçãos não deve excluir ninguém.

Na época do Templo Sagrado de Jerusalém, somente em Yom Kipur o Cohen Gadol, o Sumo Sacerdote, podia entrar no Kodesh HaKodashim — o Sagrado dos Sagrados, o recinto mais sagrado do Beit HaMikdash. Pouquíssimas pessoas tiveram esse privilégio ao longo da História Judaica.

No entanto, nossos Sábios ensinam algo surpreendente: quando um judeu estuda Torá, ele se assemelha ao Cohen Gadol ao entrar no Kodesh HaKodashim em Yom Kipur.

Segundo esse ensinamento, o estudo da Torá é muito mais do que uma atividade intelectual. É uma forma extraordinária de conexão com o Divino. E, diferentemente da entrada no Kodesh HaKodashim, reservada ao Cohen Gadol e apenas a Yom Kipur, essa experiência espiritual por meio do estudo da Torá está ao alcance de todo judeu, em qualquer dia do ano.

Na manhã da véspera de Yom Kipur, realiza-se o antigo costume das caparot. Embora tradicionalmente possa ser realizado com uma ave — um galo para o homem e uma galinha para a mulher, posteriormente abatidos por um shochet qualificado —, há também outra forma de cumprir esse costume.

As caparot podem ser feitas com dinheiro, que depois é destinado à tzedacá. Dessa maneira, um costume associado à preparação espiritual para Yom Kipur também se transforma em uma oportunidade concreta de ajudar outras pessoas.

Assim, às vésperas do dia dedicado ao arrependimento e ao perdão, a preparação para Yom Kipur pode incluir não apenas oração e reflexão, mas também um ato de tzedacá.

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