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*Tradução: Google Translate

21 Av 5786 | 04 agosto 2026

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Curiosidades

A Mishná relata que, em Tu b’Av, as jovens de Jerusalém vestiam roupas brancas e dançavam nos vinhedos, enquanto os rapazes solteiros buscavam entre elas suas futuras esposas. Por esse motivo, a data tornou-se tradicionalmente associada ao amor, ao casamento e à formação de lares judaicos.

Mais profundamente, Tu b’Av ensina que a resposta judaica à destruição não é o desespero, mas a reconstrução. Após o luto de Tishá b’Av, o caminho para restaurar o futuro do Povo Judeu começa pela criação de novos lares, novas famílias e pelo fortalecimento da aliança entre D’us e Seu povo.

Embora seu nome, Shemonê Esrê, signifique literalmente “dezoito”, a Amidá possui dezenove bênçãos. Originalmente eram dezoito, mas uma décima nona bênção foi acrescentada posteriormente, sem que seu nome fosse alterado.

A estrutura da Amidá segue uma ordem cuidadosamente estabelecida: as três primeiras bênçãos são dedicadas ao louvor de D’us; as treze bênçãos centrais reúnem pedidos individuais e coletivos; e as três últimas expressam gratidão e confiança na bondade Divina.

Essa organização transmite uma importante lição espiritual: antes de apresentar nossos pedidos, reconhecemos a grandeza de D’us; depois de suplicar por Suas bênçãos, encerramos a oração expressando nossa gratidão.

Ao longo da história, diversas tragédias nacionais ocorreram em Tishá b’Av. Entre elas estão a destruição do Primeiro e do Segundo Templos Sagrados de Jerusalém, a queda da cidade de Betar durante a revolta de Bar Kochba, a expulsão dos judeus da Inglaterra (1290) e da Espanha (1492), além do início da Primeira Guerra Mundial, em 1914, quando a Alemanha declarou guerra à Rússia nessa mesma data — conflito que abriu caminho para acontecimentos que culminariam no Holocausto.

Por essa impressionante sucessão de acontecimentos, Tishá b’Av tornou-se um poderoso símbolo da memória histórica do Povo Judeu. Mais do que recordar tragédias do passado, essa data fortalece a esperança de que o sofrimento dará lugar à Redenção e de que, no futuro, os dias de jejum serão transformados em dias de alegria.

O Talmud relata que as nações do mundo perderam algo precioso com a destruição do Templo Sagrado de Jerusalém, sem sequer perceberem a dimensão dessa perda, referindo-se à bênção e à proteção que os sacrifícios proporcionavam a todos os povos. Já o Midrash Rabá ensina que, se as nações conhecessem o verdadeiro valor do Templo para elas próprias, teriam construído uma fortaleza ao seu redor para protegê-lo.

Esse ensinamento revela que o Beit HaMikdash nunca foi visto apenas como um lugar de culto do Povo Judeu. Sua missão era irradiar santidade, bênção e paz para toda a humanidade. Por essa razão, a reconstrução do Templo Sagrado de Jerusalém é apresentada pelos Profetas como parte essencial da futura Redenção, quando todas as nações reconhecerão D’us e viverão em paz.

Segundo o Talmud, a origem de Tishá b’Av como dia de luto remonta ao episódio dos Doze Espiões (Meraglim). Após ouvirem o relatório negativo apresentado pela maioria dos espiões enviados por Moshé para explorar a Terra de Israel, os Filhos de Israel choraram, duvidando da promessa de D’us de que herdariam a Terra Prometida. Os Sábios ensinam que essa noite de choro foi, precisamente, a noite de 9 de Av.

Ao longo da história, diversas outras tragédias também ocorreram nessa data, reforçando seu significado no calendário judaico. Apesar disso, os Profetas ensinam que, na Era Messiânica, os dias de jejum serão transformados em dias de alegria e celebração. Por essa razão, mesmo em meio ao luto, Tishá b’Av também expressa a esperança na Redenção e na reconstrução do Beit HaMikdash.

Segundo um famoso ensinamento de Rabi Levi Yitzchak de Berditchev, o nome Shabat Chazon possui um significado ainda mais profundo. Ele ensina que, nesse dia, D’us mostra à alma de cada judeu uma visão do Terceiro Templo, destinado a revelar-se plenamente na Era Messiânica.

Mesmo que a pessoa não tenha consciência dessa visão, ela deixa uma impressão espiritual capaz de despertar o desejo de aproximar-se de D’us, estudar mais Torá e cumprir mais mitsvot. Essa ideia baseia-se no ensinamento do Talmud de que, mesmo quando os olhos físicos não percebem determinada realidade, a dimensão mais profunda da alma é capaz de captá-la.

Por isso, o Shabat Chazon é conhecido não apenas como o Shabat que antecede Tishá b’Av, mas também como um dia de esperança e preparação para a futura Redenção, quando o Terceiro Templo será plenamente revelado.

Ainda que o Templo tenha sido construído pelo Rei Salomão, foi o Rei David quem dedicou grande parte de sua vida a prepará-lo.

Além de reunir ouro, prata, madeira e outros materiais, David transmitiu a Salomão os detalhes necessários para sua construção. Segundo a tradição judaica, também preparou o local onde seria erguido o Grande Altar, centro do serviço realizado no Templo.

A ligação entre David e o Templo tornou-se ainda mais evidente no dia de sua inauguração. O Talmud relata que as portas do Santo dos Santos somente se abriram quando Salomão pediu a D’us que Se lembrasse dos méritos de seu pai. Esse episódio simboliza que a obra preparada por David foi concluída por Salomão, unindo a preparação espiritual do pai à realização prática do filho.

A Torá registra o mandamento: “E Me farão um santuário, e Eu habitarei entre eles” (Êxodo 25:8). Os Sábios observam que o versículo não diz “habitarei nele”, referindo-se ao Mishkan, mas sim “habitarei entre eles”, referindo-se ao próprio Povo Judeu.

Com base nesse ensinamento, o Judaísmo explica que o Mishkan também tinha o propósito de inspirar cada pessoa a transformar sua própria vida em uma morada para a Presença Divina, por meio do estudo da Torá, do cumprimento das mitsvot e da prática do bem.

Por isso, embora o Mishkan e o Templo de Jerusalém não existam mais, toda sinagoga é considerada um Mikdash Me’at (“pequeno santuário”), conforme o ensinamento dos Sábios. Além disso, cada judeu pode criar um espaço para a presença de D’us em sua vida por meio de suas ações, palavras e pensamentos.

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