Morashá

Curiosidades


As tradições seguidas nos casamentos judaicos advêm das histórias bíblicas de nossos antepassados. O Livro de Gênese - o primeiro livro da Torá - revela que quando a matriarca Rebecca viu seu marido, Isaac, pela primeira vez, ela cobriu seu rosto com um véu. É deste episódio na história judaica que surgiu a tradição de cobrir o rosto da noiva antes da cerimônia de casamento. Em hebraico, este ritual é chamado de badeken – literalmente, o encobrimento.


José, filho do patriarca Jacob, tinha 110 anos quando veio a falecer. Antes de sua morte, ele fez uma profecia: revelou aos seus irmãos que D’us tiraria os judeus do Egito e os levaria para a Terra Prometida. José também pediu para que seus ossos fossem levados para a Terra de Israel e lá enterrados após o êxodo judaico do Egito.


Inicialmente, o centro da comunidade judaica na Europa era a Alemanha, cujo nome na língua hebraica é “Ashkenaz”. Portanto, mesmo após os judeus terem sido espalhados pela Europa Oriental, eles continuaram a serem chamados de Ashkenazim.


Quando o ditador Fidel Castro subiu ao poder em Cuba, em 1959, 94% dos 15,000 judeus cubanos emigraram do país. Eles foram para vários países: Israel, Estados Unidos, Venezuela e Panamá. A comunidade judaica de Cuba – perseguida pelo regime de Fidel e proibida de praticar o judaísmo – foi constituída pelos poucos judeus que permaneceram no país.


Foi Bátia, filha do Faraó do Egito, que salvou e adotou Moisés quando ele era ainda um bebê. Qual foi sua recompensa por ter salvado a vida do maior profeta de todos os tempos? Quando os judeus foram libertados do Egito, ela saiu com eles, tendo se convertido ao judaísmo. Os místicos judeus ensinam que ela foi uma das poucas pessoas que subiu aos Céus sem ter falecido fisicamente.


Moisés, segundo a Torá, tinha um problema de fala e o Midrash explica o porquê. Um dia, o faraó estava conversando com a filha e Moisés, então com três anos, estava em seu colo. Moisés olhou para a coroa do faraó e, de repente, estendeu a mão e a pegou. O faraó se assustou. Por acaso já não havia sido feita a previsão de que um dia alguém próximo a ele venceria e dominaria o Egito em seu lugar? O faraó chamou os conselheiros pedindo-lhes que interpretassem o gesto de Moisés: seria uma simples brincadeira ou um presságio nefasto? Estes decidiram, então, testá-lo colocando carvões em brasa e ouro diante dele, dizendo: “Se o menino deseja o seu reinado, vai escolher o ouro e, neste caso, merece a morte”. Moisés, atraído pelo brilho, quis estender a mão para o ouro, mas um anjo empurrou-o com força. O menino caiu em cima da brasa, gritando de dor. No pânico do momento, levou à boca a sua mão, onde estava grudado um pedaço de carvão incandescente que lhe queimou a língua. Desde aquele dia, começou a gaguejar, falando com dificuldade.


O autor judeu Sholom Aleichem escreveu estórias em Idishe – tristes e alegres – sobre o shtetl, o pequeno vilarejo onde viviam judeus. Ele descreveu o mundo judaico do shtetl – os conflitos, as alegrias e as tensões enfrentados pelos judeus no dia a dia. Uma das mais famosas estórias de Sholom Aleichem é sobre Tevye, o leiteiro, e suas filhas. Esta estória serviu como base do clássico “O Violinista no Telhado”.


Emma Lazarus, filha de um judeu alemão, escreveu o poema que está inscrito na Estátua da Liberdade. Ela trabalhava para ajudar imigrantes em Nova Iorque e escrevia artigos defendendo a vinda de imigrantes judeus da Rússia para os Estados Unidos. Ela os chamava de “pioneiros do progresso”.