Em Rosh Chôdesh acrescentamos um trecho na Amidá
Em Rosh Chôdesh, acrescenta-se na Amidá o trecho chamado Yaaleh VeYavô, no qual se pede que D’us Se lembre do Seu povo, de Jerusalém e do novo mês. Esse acréscimo é obrigatório em todas as rezas do dia — à noite, de manhã e à tarde —, pois expressa o caráter especial de Rosh Chôdesh como um dia de renovação espiritual.
Por que ficamos de pé ao retirar a Torá da Arca?
Quando o rolo da Torá é retirado da arca na sinagoga, a congregação costuma se levantar. Esse costume expressa respeito à santidade da Torá, de modo semelhante a levantar-se diante de alguém altamente honrado. Além disso, os Sábios explicam que a Torá não é apenas um texto para leitura, mas a própria manifestação da vontade Divina no mundo, merecendo reverência também por meio da postura corporal. Por isso, muitas pessoas permanecem de pé enquanto a Torá é levada até a bimá, acompanhando-a com o olhar e, em alguns costumes, tocando o rolo com o sidur ou o talit e depois beijando-o, como sinal adicional de carinho e respeito.
Por que dizemos Baruch Shem Malchuto Leolam Vaed em voz baixa?
Logo após o primeiro versículo do Shemá Israel, dizemos a frase “Baruch shem kevod malchuto leolam vaed” (“Bendito seja o Nome da glória de Seu Reino para todo o sempre”) em voz baixa. Há mais de um motivo para isso: um deles é que essa frase foi transmitida por Moshe ao Povo Judeu após tê-la ouvido dos anjos e, por isso, não a recitamos em voz alta, como eles fazem. A única exceção é em Yom Kipur, quando esse versículo é dito em voz alta, simbolizando que, nesse dia, o Povo de Israel se eleva espiritualmente a um nível semelhante ao dos anjos. Assim, até o volume da voz na reza expressa diferentes estados de proximidade espiritual.
O Chumash contém os Cinco Livros Da Torá
O Chumash é o livro que reúne os cinco livros da Torá: Bereshit (Gênesis), Shemot (Êxodo), Vayikra (Levítico), Bamidbar (Números) e Devarim (Deuteronômio). Diferentemente do rolo da Torá usado na sinagoga, o Chumash é um livro impresso, utilizado para estudo, leitura individual e acompanhamento da leitura pública. Em muitas edições, o texto da Torá aparece junto com traduções, comentários clássicos e a divisão semanal das porções (parashiot). Assim, o Chumash é uma das principais ferramentas para o estudo da Torá em casa, na escola e na sinagoga.
Por que não dizemos Amen à própria bênção
No Judaísmo, quem recita uma bênção não responde Amen à própria bênção. Há raríssimas exceções — como em uma das bênçãos do Birkat Hamazon —, mas, de modo geral, o Amen é a resposta de quem ouve, confirmando e aceitando a bênção pronunciada por outra pessoa. Quando alguém responde Amen à própria bênção, isso é considerado inadequado, pois a bênção já foi devidamente concluída pela própria recitação. A exceção mais comum ocorre quando uma pessoa encerra uma série de bênçãos e, ao mesmo tempo, responde à bênção recitada por outra pessoa. Essa regra expressa a dimensão comunitária das bênçãos, nas quais quem ouve participa ativamente ao confirmar a invocação do Nome Divino.
Por que damos três passos após a Amidá?
Ao concluir a Amidá, é costume dar três passos para trás antes de dizer “Ossê shalom bimromav…”. Esse gesto simboliza uma despedida respeitosa da Presença Divina, como alguém que se afasta de um rei após uma audiência. Durante a Amidá, a pessoa é considerada como estando diante de D’us, em um momento de encontro direto e solene. Por isso, não se deve simplesmente virar e ir embora, mas recuar com reverência, demonstrando que a proximidade espiritual exige também uma forma adequada de encerramento. Assim, um pequeno movimento corporal expressa profunda consciência da santidade da oração.
Por que cobrimos a Chalá durante o Kidush
Durante o Kidush de Shabat, é costume manter a Chalá coberta até o término da bênção sobre o vinho. Isso ocorre porque, segundo a ordem habitual das bênçãos, o pão deveria preceder o vinho; porém, em Shabat, o Kidush deve ser recitado especificamente sobre o vinho. Para “não constranger” simbolicamente o pão por ser preterido, ele é coberto, como se não estivesse presente naquele momento. Esse costume também remete ao maná no deserto, que era envolvido por uma camada de orvalho por cima e por baixo — simbolizada hoje pela toalha da mesa e pela cobertura da Chalá. Assim, um detalhe simples da mesa expressa tanto sensibilidade ética quanto memória histórica.
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Acendimento das velas