Tishá b’Av é o dia mais triste do calendário judaico.
Neste ano, Tishá b’Av começa logo após o término do Shabat e vai até o domingo à noite. Trata-se de um jejum completo, semelhante a Yom Kipur, com as mesmas cinco restrições: não se come nem se bebe, não se lava o corpo, não se usam cremes ou perfumes, não se calçam sapatos de couro e não se têm relações conjugais.
Hoje, 5 de Av: data de falecimento do Arizal
No dia 5 do mês de Menachem Av, em 1572 (ano 5332 do calendário judaico), faleceu o grande cabalista Rabi Yitzchak Luria, conhecido como Ari HaKadosh — “O Leão Sagrado”. Nascido em Jerusalém em 1534, passou muitos anos em estudo isolado no Egito, próximo ao Cairo, até se estabelecer em Tzfat (Safed), no norte de Israel. Durante apenas dois anos — até sua morte aos 38 anos — o Ari revolucionou o estudo da Cabalá e tornou-se uma das figuras mais influentes do misticismo judaico. Foi ele quem declarou: “Nestes tempos, temos permissão — e até a obrigação — de revelar essa sabedoria”, abrindo caminho para que os ensinamentos da Cabalá deixassem de ser restritos a poucos e se tornassem acessíveis ao Povo Judeu como um todo.
A Torá possui exatamente 304.805 letras — e nenhuma pode faltar
O rolo da Torá (Sefer Torá), escrito à mão sobre pergaminho por um escriba especializado (sofer), contém, segundo a tradição massorética, exatamente 304.805 letras. De acordo com a lei judaica (Halachá), se mesmo uma única letra estiver faltando, danificada ou ilegível, o rolo é considerado inválido para a leitura pública. Por isso, os escribas seguem regras extremamente rigorosas de caligrafia e realizam revisões meticulosas. A Torá não é apenas um texto: é uma obra de autoria Divina. D'us a transmitiu letra por letra a Moshé Rabenu, que a escreveu com exatidão.
Rosh Chodesh Av neste Shabat marca o início dos “Nove Dias”
Quando Rosh Chodesh Av cai em Shabat, como neste ano, há uma interseção singular entre luto e alegria. Rosh Chodesh marca o início dos chamados "Nove Dias" — um período de intensificação do luto pelas destruições do Beit HaMikdash. Tradicionalmente, evitam-se práticas que trazem prazer ou festividade, como comer carne, beber vinho, nadar ou realizar reformas em casa. No entanto, no Shabat, todas as restrições são suspensas — inclusive neste Shabat Rosh Chodesh — pois o dia sagrado é marcado por alegria, honra e tranquilidade. De acordo com o pensamento chassídico, mesmo em meio ao luto, o Shabat nos conecta à essência do consolo, revelando a luz oculta que transcende a destruição e aponta para a redenção final.
“Shalom” significa mais do que apenas “paz”
Embora comumente traduzida como “paz”, a palavra “Shalom” em hebraico carrega um significado mais amplo: plenitude, integridade e harmonia. Ao dizer “Shalom”, deseja-se a outra pessoa um estado de equilíbrio físico, emocional e espiritual. Por isso, essa palavra é usada tanto como saudação quanto como despedida, refletindo um dos ideais centrais do Judaísmo.
A festa de Shavuot não tem um ritual específico
Diferente de Pessach (com o Sêder) e Sucot (com a Sucá e as Quatro Espécies), Shavuot não possui rituais característicos. Sua principal lembrança é espiritual: comemora o momento em que o Povo Judeu recebeu a Torá no Monte Sinai. Por isso, é costume estudar Torá a noite inteira (tikkun leil Shavuot), decorar a sinagoga com flores e comer alimentos à base de leite — simbolizando a pureza da revelação Divina.
O número 18 tem um significado especial no Judaísmo — representa vida
Em hebraico, os números são representados por letras. As letras que formam a palavra chai (חי), que significa “vida”, somam o valor numérico 18. Por isso, é comum que doações, bênçãos ou presentes monetários sejam dados em múltiplos de 18, como símbolo de um desejo de vida e bênção.
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