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10 Tishri 5787 | 21 setembro 2026

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O estudo da Torá é considerado uma mitsvá central

O estudo da Torá é considerado uma das mitsvot mais importantes. O próprio Shemá Israel — a declaração central da Fé Judaica — menciona a obrigação de estudar e ensinar as palavras da Torá.

Os Sábios ensinam que o estudo da Torá possui valor equivalente ao conjunto das demais mitsvot, pois, além de transmitir conhecimento, ele estabelece uma conexão direta entre o ser humano e D’us. Assim, estudar Torá não é apenas uma atividade intelectual, mas uma forma de aproximação espiritual com o Divino.

A Torá Escrita depende da Torá Oral

A Torá recebida por Moshé Rabenu no Monte Sinai possui duas dimensões inseparáveis: a Torá Escrita e a Torá Oral. A primeira corresponde aos Cinco Livros da Torá; a segunda contém as explicações, interpretações e aplicações transmitidas oralmente de geração em geração.

Sem a Torá Oral, muitos mandamentos da própria Torá Escrita não poderiam ser compreendidos nem colocados em prática corretamente. Até mesmo obrigações centrais, como o jejum de Yom Kipur ou as leis do Shabat, dependem das explicações preservadas no Talmud e na tradição oral judaica.

A Torá identifica sinais específicos dos animais casher

A Torá ensina que, para um animal terrestre ser considerado casher, ele deve possuir duas características: cascos totalmente fendidos e a capacidade de ruminar. Um animal que possua apenas um desses sinais não é considerado apropriado para consumo.

Além de estabelecer esses critérios, a Torá menciona especificamente quatro animais que possuem apenas um dos sinais: o camelo, o shafan, o arnevet e o porco. Essa classificação, registrada há mais de três mil anos, continua sendo objeto de estudo e admiração por sua precisão, sendo vista como uma indicação da autoria Divina da Torá.

O Shabat é considerado o dia mais sagrado do ano

No Judaísmo, o Shabat é considerado o dia mais sagrado do ano, até mesmo acima das demais festividades. Isso ocorre porque ele não está ligado a um evento histórico específico do Povo de Israel, mas sim à própria Criação do mundo, tendo sido santificado por D’us no sétimo dia.

Enquanto as outras datas sagradas celebram acontecimentos especiais vividos pelo Povo de Israel, o Shabat representa um tempo Divino em si, no qual o ser humano é convidado a participar de uma realidade espiritual mais elevada. Assim, sua santidade é intrínseca e independente da ação humana.

Yom HaAtzmaut marca a criação do Estado de Israel

Yom HaAtzmaut, celebrado hoje, marca a independência do Estado de Israel, proclamada em 1948. Neste ano, comemora-se o 78º aniversário desse momento histórico, que representou o restabelecimento da soberania judaica na Terra de Israel após quase dois mil anos.

A data ocorre imediatamente após Yom HaZikaron, criando uma transição profundamente significativa entre o luto pelos que deram suas vidas e a celebração da existência do Estado. Assim, Yom HaAtzmaut não é apenas uma comemoração nacional, mas também um reconhecimento do preço pago pela independência.

Yom HaZikaron homenageia soldados e vítimas do terrorismo

O Yom HaZikaron, celebrado hoje em Israel, é o Dia da Memória dos Soldados Caídos e das Vítimas do Terrorismo. A data é dedicada a lembrar aqueles que perderam suas vidas na defesa do Estado de Israel e em ataques contra civis.

Mais do que uma cerimônia nacional, esse dia expressa um profundo sentimento coletivo de responsabilidade e gratidão. Em Israel, praticamente todas as famílias conhecem alguém diretamente afetado por essas perdas, o que torna a memória ainda mais pessoal e presente na vida cotidiana.

Kidush e Havdalá marcam transições entre sagrado e cotidiano

No Judaísmo, o tempo sagrado é marcado por rituais de transição. O Kidush inaugura o Shabat, enquanto a Havdalá marca seu término, distinguindo entre o sagrado e o cotidiano. Ambos são recitados sobre um cálice de vinho e expressam, por meio de palavras, a singularidade do Shabat.

A própria palavra kadosh (“sagrado”) significa “separado”, indicando que a santidade está ligada à distinção. Assim, ao recitar o Kidush e a Havdalá, reafirmamos que o Shabat ocupa um plano espiritual distinto dos demais dias da semana.

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