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*Tradução: Google Translate

14 Sivan 5786 | 30 maio 2026

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Curiosidades

Judeus não podem comer ou possuir chametz durante Pessach. Não podemos nem alimentar animais com chametz durante os oito dias desta festa judaica. Num lar judaico, mesmo os animais de estimação só podem comer alimentos que sejam casher para Pessach.

Certas mitsvot podem ser cumpridas mesmo sem intenção deliberada, desde que o ato em si corresponda ao cumprimento do mandamento. Por exemplo, ao ajudar alguém necessitado ou ao evitar causar prejuízo ao próximo, a pessoa pode, de fato, estar cumprindo uma mitsvá, ainda que não tenha essa consciência no momento.
Isso revela que o Judaísmo valoriza profundamente as ações corretas no mundo concreto. Ao mesmo tempo, os ensinamentos ressaltam que desenvolver consciência e intenção ao cumprir as mitsvot eleva esses atos, transformando-os em uma conexão mais profunda com o Divino e unindo conduta ética e propósito espiritual.

Uma curiosidade interessante é que o pão trançado servido no Shabat também passou a ser chamado de chalá, embora o nome originalmente se refira à porção de massa separada como mitsvá.

Tornou-se costume usar pães ricos em ovos, macios e trançados, especialmente preparados para as refeições de Shabat. Durante essas refeições, costuma-se colocar dois pães inteiros sobre a mesa, lembrando a porção dupla de maná que caía na sexta-feira no deserto para o Povo de Israel.

Assim, o termo chalá passou a designar tanto a mitsvá de separar uma porção da massa quanto o pão que acompanha as refeições sagradas do Shabat.

O Brit Milá é realizado no Shabat quando ocorre exatamente no oitavo dia após o nascimento, conforme prescrito pela Torá. Nesse caso, essa mitsvá tem precedência sobre as restrições habituais do Shabat.

No entanto, isso não se aplica em todas as situações. Se o nascimento ocorreu por cesariana, se houver dúvida sobre o momento exato do nascimento — por exemplo, quando não é totalmente claro se a criança nasceu antes ou depois do início do Shabat —, ou se o Brit tiver sido adiado por motivos de saúde do bebê, a circuncisão não é realizada no Shabat e é transferida para outro dia.Essas regras refletem tanto a grande importância do Brit Milá quanto o cuidado da lei judaica em cumprir a mitsvá exatamente nas condições estabelecidas pela tradição.

O dia de Shushan Purim não é celebrado apenas em Jerusalém. De acordo com a lei judaica, cidades que eram muradas desde os tempos de Yehoshua bin Nun celebram Purim no dia 15 de Adar, em vez do dia 14.

Na prática, porém, Jerusalém é a principal cidade onde essa tradição é observada de forma contínua e inequívoca, razão pela qual Shushan Purim é especialmente associado a ela. Assim, enquanto a maior parte do mundo judaico já concluiu a celebração de Purim, em Jerusalém a alegria da festa acontece um dia depois, preservando uma distinção histórica que remonta aos acontecimentos descritos na Meguilat Esther.

Uma característica marcante de Purim é que cada uma de suas quatro mitzvot enfatiza um aspecto distinto da vida judaica. A leitura da Meguilá preserva a memória do milagre; mishloach manot fortalece os laços de amizade; matanot la’evyonim garante que todos possam celebrar com dignidade; e a refeição festiva expressa a alegria pela sobrevivência do Povo Judeu.

Dessa forma, Purim não é apenas uma celebração histórica, mas um conjunto estruturado de atos que unem fé, solidariedade e alegria compartilhada.

Em Purim, a prioridade nos gastos da festa deve ser dada aos necessitados. Embora seja louvável preparar uma refeição festiva elaborada e enviar presentes de alimentos aos amigos, a tradição ensina que é mais importante ampliar a generosidade com os carentes. A razão é profunda: não há alegria maior do que alegrar o coração de quem precisa. Assim, Purim reforça que a verdadeira celebração se mede não apenas pelo que se recebe ou compartilha com amigos, mas pelo cuidado dedicado aos mais vulneráveis.

O costume de usar fantasias em Purim não é apenas recreativo. Ele reflete um tema central da festa: o fato de que a salvação ocorreu de forma oculta. A Meguilat Esther é o único livro do Tanach que não menciona explicitamente o Nome Divino, simbolizando que a condução Divina se deu por meio de acontecimentos aparentemente naturais. As fantasias expressam essa ideia de “disfarce”, lembrando que, mesmo quando não é visível, a presença e a ação Divinas estão sempre atuantes.

A maioria dos mandamentos de Purim deve ser cumprida durante o dia, e não à noite. Embora a leitura da Meguilá aconteça tanto à noite quanto durante o dia, os demais preceitos — como mishloach manot, matanot la’evyonim e a refeição festiva — são realizados durante o dia de Purim. Isso destaca que a mensagem central da festa deve ser vivida de forma concreta e visível, transformando a história lembrada na Meguilá em ações práticas de alegria, solidariedade e união.

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