No Judaísmo, o tempo sagrado é marcado por rituais de transição. O Kidush inaugura o Shabat, enquanto a Havdalá marca seu término, distinguindo entre o sagrado e o cotidiano. Ambos são recitados sobre um cálice de vinho e expressam, por meio de palavras, a singularidade do Shabat.
A própria palavra kadosh (“sagrado”) significa “separado”, indicando que a santidade está ligada à distinção. Assim, ao recitar o Kidush e a Havdalá, reafirmamos que o Shabat ocupa um plano espiritual distinto dos demais dias da semana.