Morashá

CARTA AO LEITOR:
ANO XXIII N.90 DEZEMBRO 2015

 

Na 6a feira, 13 de novembro de 2015, o mundo foi sacudido com um ataque frontal à civilização ocidental. Ao redor do globo as pessoas se reuniram para chorar as vítimas dos ataques a Paris.
Poucos dias após aquela trágica 6a feira, em contundente artigo, o Rabino Benjamin Blech escreveu que esse dia será lembrado por sua crueldade bárbara.
Foi há menos de um ano que o mundo ocidental declarou que o ataque à revista satírica Charlie Hebdo, em Paris, era um ataque a todos nós, à nossa liberdade. E o slogan “Je suis Charlie” varreu o globo terrestre. Hoje, um novo refrão que partiu de líderes políticos correu os países do mundo todo, demonstrando que na dor e na perplexidade estamos todos unidos, “Somos todos França”.
O dia 13 de novembro foi para Israel também uma 6ª feira Negra. O dia de uma investida trágica. Mais uma vez judeus foram mortos por terroristas islâmicos. As vítimas eram o Rabino Yaakov Litman e seu filho Netanel, assassinados a caminho de uma celebração de Shabat. Eles foram fuzilados nas montanhas de Hebron, por homens que saltaram de um veículo na estrada. Nos últimos meses, foram inúmeros os assassinatos e ferimentos por facadas, atos indiscriminados de violência brutal.
Mas por essas vítimas o mundo não demonstrou indignação, tampouco compartilhou a dor, apenas buscou os “motivos” – a maneira supostamente civilizada de justificar os atos de terror. Perante a violência contra judeus o mundo conseguiu desculpar o indesculpável, perdoar o imperdoável, defender o indefensável.
O Presidente de Israel, Reuven Rivlin, falando no funeral de Netanel e Yaakov Litman, disse não haver diferença entre os ataques terroristas em Israel e no exterior. “Nenhum terrorismo é justificável. Não há distinção entre terrorismo e terrorismo. Não há terrorismo mais ou menos justificável. As cenas de morte e derramamento de sangue que testemunhamos em Nova York, Paris, no Oriente Médio, em outras partes do mundo e aqui em nosso país devem servir de alerta para todos. Quer seja em Paris, Hebron, Jerusalém ou Nova York, ou em qualquer outro lugar, devemos empreender uma luta amarga e obstinada contra aqueles que massacram pessoas inocentes, contra aqueles que matam a sangue-frio”.
O que precisa ser ressaltado é o claro vínculo entre o fanatismo que levou ao terrível massacre na França e o que vem acontecendo em Israel. Quanto tempo ainda teremos que esperar para que o mundo entenda que os extremistas fanáticos que esfaqueiam inocentes em Jerusalém encontrarão muito rapidamente seu caminho para o restante do mundo?
A verdade é que ao longo da História os judeus sempre foram o primeiro alvo – mas não o último – dos movimentos de destruição e desumanização. Os líderes do mundo que têm permanecido em silêncio têm que despertar de sua resposta apática ao terrorismo que vem assolando Israel, o único país democrático no Oriente Médio. O mundo precisa finalmente entender que
“Nós somos todos Israel”.
A partir da noite de 6 de dezembro celebramos Chanucá – a festa das luzes. Nesta festa, milhões de judeus, tanto em Israel como na Diáspora, acenderão suas velas durante sete noites, simbolizando a luz e o espírito do judaísmo, que é eterno e inextinguível.
Essas luzes têm também a função expressa de iluminar o “mundo lá fora”, simbolicamente aludindo ao dever de cada um de nós de trazer luz ao nosso mundo, pois como ensinam nossos Sábios, “um pouquinho de luz expulsa muita escuridão”.
Numa época em que as forças da escuridão estão mais presentes do que nunca, as luzes da Chanuquiá são o símbolo e a mensagem, universal e atemporal, de que a liberdade triunfará sobre a opressão, e a luz sobre a escuridão.

Chag Chanucá Sameach!

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CARTA AO LEITOR:
ANO XXIII N.90 DEZEMBRO 2015

 

Na 6a feira, 13 de novembro de 2015, o mundo foi sacudido com um ataque frontal à civilização ocidental. Ao redor do globo as pessoas se reuniram para chorar as vítimas dos ataques a Paris.
Poucos dias após aquela trágica 6a feira, em contundente artigo, o Rabino Benjamin Blech escreveu que esse dia será lembrado por sua crueldade bárbara.
Foi há menos de um ano que o mundo ocidental declarou que o ataque à revista satírica Charlie Hebdo, em Paris, era um ataque a todos nós, à nossa liberdade. E o slogan “Je suis Charlie” varreu o globo terrestre. Hoje, um novo refrão que partiu de líderes políticos correu os países do mundo todo, demonstrando que na dor e na perplexidade estamos todos unidos, “Somos todos França”.
O dia 13 de novembro foi para Israel também uma 6ª feira Negra. O dia de uma investida trágica. Mais uma vez judeus foram mortos por terroristas islâmicos. As vítimas eram o Rabino Yaakov Litman e seu filho Netanel, assassinados a caminho de uma celebração de Shabat. Eles foram fuzilados nas montanhas de Hebron, por homens que saltaram de um veículo na estrada. Nos últimos meses, foram inúmeros os assassinatos e ferimentos por facadas, atos indiscriminados de violência brutal.
Mas por essas vítimas o mundo não demonstrou indignação, tampouco compartilhou a dor, apenas buscou os “motivos” – a maneira supostamente civilizada de justificar os atos de terror. Perante a violência contra judeus o mundo conseguiu desculpar o indesculpável, perdoar o imperdoável, defender o indefensável.
O Presidente de Israel, Reuven Rivlin, falando no funeral de Netanel e Yaakov Litman, disse não haver diferença entre os ataques terroristas em Israel e no exterior. “Nenhum terrorismo é justificável. Não há distinção entre terrorismo e terrorismo. Não há terrorismo mais ou menos justificável. As cenas de morte e derramamento de sangue que testemunhamos em Nova York, Paris, no Oriente Médio, em outras partes do mundo e aqui em nosso país devem servir de alerta para todos. Quer seja em Paris, Hebron, Jerusalém ou Nova York, ou em qualquer outro lugar, devemos empreender uma luta amarga e obstinada contra aqueles que massacram pessoas inocentes, contra aqueles que matam a sangue-frio”.
O que precisa ser ressaltado é o claro vínculo entre o fanatismo que levou ao terrível massacre na França e o que vem acontecendo em Israel. Quanto tempo ainda teremos que esperar para que o mundo entenda que os extremistas fanáticos que esfaqueiam inocentes em Jerusalém encontrarão muito rapidamente seu caminho para o restante do mundo?
A verdade é que ao longo da História os judeus sempre foram o primeiro alvo – mas não o último – dos movimentos de destruição e desumanização. Os líderes do mundo que têm permanecido em silêncio têm que despertar de sua resposta apática ao terrorismo que vem assolando Israel, o único país democrático no Oriente Médio. O mundo precisa finalmente entender que
“Nós somos todos Israel”.
A partir da noite de 6 de dezembro celebramos Chanucá – a festa das luzes. Nesta festa, milhões de judeus, tanto em Israel como na Diáspora, acenderão suas velas durante sete noites, simbolizando a luz e o espírito do judaísmo, que é eterno e inextinguível.
Essas luzes têm também a função expressa de iluminar o “mundo lá fora”, simbolicamente aludindo ao dever de cada um de nós de trazer luz ao nosso mundo, pois como ensinam nossos Sábios, “um pouquinho de luz expulsa muita escuridão”.
Numa época em que as forças da escuridão estão mais presentes do que nunca, as luzes da Chanuquiá são o símbolo e a mensagem, universal e atemporal, de que a liberdade triunfará sobre a opressão, e a luz sobre a escuridão.

Chag Chanucá Sameach!


SUPLEMENTO

Celebrando Chanucá
Edição 90 - Dezembro de 2015

PERSONALIDADES

Vinte anos sem Rabin

Vinte anos sem Rabin

Um dos maiores heróis de Israel, foi duas vezes primeiro-ministro. Soldado que se transformou em estadista, Rabin liderou Israel por caminhos não trilhados na tentativa de fazer a paz com os palestinos. Ao partir rumo a Washington para aprovar os Acordos de Oslo, disse: “Temos que tentar acabar com as hostilidades para que nossos filhos e os filhos de nossos filhos não tenham que experimentar o doloroso custo da guerra”.

Edição 90 - Dezembro de 2015

ISRAEL HOJE

De Israel para o mundo

De Israel para o mundo

Da irrigação por gotejamento aos pesticidas naturais, as inovações israelenses estão ajudando a alimentar milhares de pessoas em todo o mundo, mas principalmente nos países em desenvolvimento.

Edição 90 - Dezembro de 2015

HOLOCAUSTO

Uma Heroína para a História

Uma Heroína para a História

A judia Marthe Cohn cresceu em Metz, na Alsácia-Lorena, uma região por muitos séculos disputada entre a França e a Alemanha. Educada num lar ortodoxo, Marthe jamais imaginou que, com pouco mais de vinte anos de idade, agiria como espiã, infiltrada nas tropas nazistas. É extraordinária a história da sua sobrevivência e coragem.

Edição 90 - Dezembro de 2015

HOLOCAUSTO

Música em Dachau

Música em Dachau

A música nos campos de concentração nazistas sempre ocupou uma posição ambivalente, ora servindo como estratégia legítima de sobrevivência para as vítimas através do desvio da atenção da desgraçada situação em que se encontravam, ora sendo utilizada pelos perpetradores como uma tentativa perversa de as rebaixar e degradar.  em Dachau, para onde centenas de milhares de judeus foram deportados, essa situação não foi diferente.

Edição 90 - Dezembro de 2015

COMUNIDADES DA DIÁSPORA

A Conturbada Vida Judaica na Espanha Cristã

A Conturbada Vida Judaica na Espanha Cristã

Os judeus de Sefarad viveram sob o domínio de reis cristãos desde o século 10 até serem expulsos, em 1492. Durante esses séculos, um grande número de comunidades, ricas e importantes, lá floresceram. Mas, à medida que crescia o poder da Igreja, a posição dos judeus se enfraquecia. Os pogroms de 1391 marcaram o fim de uma era de relativa tranquilidade. Eram o prenúncio do sofrimento que os aguardava...

Edição 90 - Dezembro de 2015

ARTE E CULTURA

A arte dos amuletos judaicos

A arte dos amuletos judaicos

No início deste ano, o Museu de Arte e História do Judaísmo, em Paris, inaugurou a belíssima exposição “Magia, Anjos e demônios na Tradição Judaica”. De imediato, chamou nossa atenção, pois o termo “magia” destoa quando aplicado ao mundo judaico. Fundamentado na Torá, no Talmud e em rico pensamento filosófico, o judaísmo é o arquétipo da religião racional, no entanto, é também entrelaçado de um profundo misticismo.

Edição 90 - Dezembro de 2015

HISTÓRIA DE ISRAEL

Os acordos de Oslo, legado de Yitzhak Rabin

Os acordos de Oslo, legado de Yitzhak Rabin

É frequente ver tanto a esquerda quanto a direita israelenses interpretarem erroneamente Yitzhak Rabin.  Ele não era um grande pacifista, como os esquerdistas gostam de apresentá-lo, nem um ingênuo idealista que estava disposto a colocar em risco a segurança de Israel, como afirmam os direitistas.

Edição 90 - Dezembro de 2015

PURIM

Recordando Amalek

Recordando Amalek

Um dos principais temas de Purim é a guerra entre o Povo de Israel e Amalek. Essa festa é a mais feliz do calendário judaico, pois celebra o triunfo de nosso povo sobre Haman, um primeiro-ministro persa que tentou exterminar a totalidade do Povo Judeu. Haman era não apenas um descendente, mas também a própria personificação de Amalek. O tema da festa de Purim é relevante para todas as gerações, inclusive para a nossa.

Edição 90 - Dezembro de 2015

CHANUCÁ

Chanucá e a Pureza da Sabedoria

Chanucá e a Pureza da Sabedoria

Chanucá, a festividade de oito dias que celebra eventos ocorridos há mais de 2.200 anos, e que se inicia na noite de 25 de Kislev (este ano, após o anoitecer do dia 6 de dezembro), celebra um grande milagre na história judaica.

Edição 90 - Dezembro de 2015