Morashá

CARTA AO LEITOR:
ANO XXII N.89 SETEMBRO 2015

Muitas pessoas acreditam, erroneamente, que Rosh Hashaná é a data da criação do mundo. Na realidade, o mundo foi criado seis dias antes, em 25 de Elul. Celebrado no primeiro dia de Tishrei, Rosh Hashaná é o Sexto Dia da Criação, em que D’us criou o homem – o ápice de Suas obras.

Nosso Sábios explicam que a criação do homem foi diferente da de outras criaturas, pois fomos criados como indivíduo único, enquanto os outros seres foram criados aos pares.

A primeira mulher, Eva, era originalmente parte do corpo de Adão. O primeiro casal era, a princípio, duas metades de um mesmo organismo, que foi posteriormente dividido, formando dois seres humanos distintos. Isto significa que tanto o homem quanto a mulher descendem de um único ser humano.

De acordo com nossos Sábios, um dos motivos para D’us ter criado o homem como um único indivíduo foi para que todo ser humano soubesse que todos os demais indivíduos possuem o mesmo progenitor. Todos compartilhamos a mesma origem. Todos descendemos de Adão, que foi criado à imagem de D’us. Sendo assim, ninguém pode alegar superioridade ancestral ou racial. Este fato nega a crença e a alegação – que causou tanto sofrimento e tanta injustiça ao longo da história – de que há homens, nações, raças ou etnias superiores às demais.

Há vários outros motivos para D’us ter criado um único ser humano. Um deles é para nos ensinar que todo indivíduo abriga dentro de si toda a humanidade. Adão possuía dentro dele a alma de todos os seres humanos que viriam a nascer. A vida de cada ser humano se originou e, portanto, dependia, da de Adão. Se ele não tivesse sido criado – ou se houvesse perecido antes de ter tido filhos – a humanidade não teria existido. À luz disso, nossos Sábios ensinam que aquele que salva uma única vida humana é como se tivesse salvado toda a humanidade. O oposto também é verdadeiro. O judaísmo atribui, portanto, suprema importância à vida humana. A santidade da vida tem precedência sobre quase todos os mandamentos da Torá.

As lições de Rosh Hashaná – de que todos os seres humanos descendem do mesmo ser humano e que o valor da vida é imensurável – são o antídoto da desumanidade e violência que se espalham pelo mundo, especialmente no Oriente Médio. Nos últimos anos, presenciamos Estados e organizações – algumas delas ditas religiosas – cometerem atos de barbárie contra membros de outras religiões, seitas e etnias. Há uma terrível guerra civil na Síria e no Iraque que não poupa nem os inocentes. Ao mesmo tempo, o mundo corteja um país que almeja adquirir armas nucleares e que ameaça o Estado Judeu, seus vizinhos árabes e, por que não – o mundo todo. Todas essas guerras e conflitos são a antítese do que D’us espera de nós, Suas criaturas. Neste Rosh Hashaná pediremos a D’us um ano de paz para toda a humanidade.

Nas orações do Ano Novo Judaico, pede-se que D’us elimine o mal do mundo e que o homem abrace os ideais do judaísmo, que, ao longo dos tempos, influenciaram a humanidade. Esta precisa redescobrir que somos todos iguais, que o homem foi criado à imagem de D´us e que vida de cada indivíduo tem valor inestimável. Quando o mundo internalizar tais ensinamentos, eternos e atemporais, seremos todos abençoados com paz universal, com júbilo e prosperidade.

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CARTA AO LEITOR:
ANO XXII N.89 SETEMBRO 2015

Muitas pessoas acreditam, erroneamente, que Rosh Hashaná é a data da criação do mundo. Na realidade, o mundo foi criado seis dias antes, em 25 de Elul. Celebrado no primeiro dia de Tishrei, Rosh Hashaná é o Sexto Dia da Criação, em que D’us criou o homem – o ápice de Suas obras.

Nosso Sábios explicam que a criação do homem foi diferente da de outras criaturas, pois fomos criados como indivíduo único, enquanto os outros seres foram criados aos pares.

A primeira mulher, Eva, era originalmente parte do corpo de Adão. O primeiro casal era, a princípio, duas metades de um mesmo organismo, que foi posteriormente dividido, formando dois seres humanos distintos. Isto significa que tanto o homem quanto a mulher descendem de um único ser humano.

De acordo com nossos Sábios, um dos motivos para D’us ter criado o homem como um único indivíduo foi para que todo ser humano soubesse que todos os demais indivíduos possuem o mesmo progenitor. Todos compartilhamos a mesma origem. Todos descendemos de Adão, que foi criado à imagem de D’us. Sendo assim, ninguém pode alegar superioridade ancestral ou racial. Este fato nega a crença e a alegação – que causou tanto sofrimento e tanta injustiça ao longo da história – de que há homens, nações, raças ou etnias superiores às demais.

Há vários outros motivos para D’us ter criado um único ser humano. Um deles é para nos ensinar que todo indivíduo abriga dentro de si toda a humanidade. Adão possuía dentro dele a alma de todos os seres humanos que viriam a nascer. A vida de cada ser humano se originou e, portanto, dependia, da de Adão. Se ele não tivesse sido criado – ou se houvesse perecido antes de ter tido filhos – a humanidade não teria existido. À luz disso, nossos Sábios ensinam que aquele que salva uma única vida humana é como se tivesse salvado toda a humanidade. O oposto também é verdadeiro. O judaísmo atribui, portanto, suprema importância à vida humana. A santidade da vida tem precedência sobre quase todos os mandamentos da Torá.

As lições de Rosh Hashaná – de que todos os seres humanos descendem do mesmo ser humano e que o valor da vida é imensurável – são o antídoto da desumanidade e violência que se espalham pelo mundo, especialmente no Oriente Médio. Nos últimos anos, presenciamos Estados e organizações – algumas delas ditas religiosas – cometerem atos de barbárie contra membros de outras religiões, seitas e etnias. Há uma terrível guerra civil na Síria e no Iraque que não poupa nem os inocentes. Ao mesmo tempo, o mundo corteja um país que almeja adquirir armas nucleares e que ameaça o Estado Judeu, seus vizinhos árabes e, por que não – o mundo todo. Todas essas guerras e conflitos são a antítese do que D’us espera de nós, Suas criaturas. Neste Rosh Hashaná pediremos a D’us um ano de paz para toda a humanidade.

Nas orações do Ano Novo Judaico, pede-se que D’us elimine o mal do mundo e que o homem abrace os ideais do judaísmo, que, ao longo dos tempos, influenciaram a humanidade. Esta precisa redescobrir que somos todos iguais, que o homem foi criado à imagem de D´us e que vida de cada indivíduo tem valor inestimável. Quando o mundo internalizar tais ensinamentos, eternos e atemporais, seremos todos abençoados com paz universal, com júbilo e prosperidade.


SUPLEMENTO

Suplemento para as Grandes Festas
Edição 89 - Setembro de 2015

PERSONALIDADES

Sir Nicholas Winton

Sir Nicholas Winton

Morreu no dia 1 de julho último, aos 106 anos, sir Nicholas Winton, responsável, em 1939, pela organização do resgate de 669 crianças judias checas. Durante nove fatídicos meses, numa Checoslováquia sob ameaça de invasão alemã, ele e um pequeno grupo de voluntários estiveram numa frenética corrida contra o tempo para evacuar e levar para a Grã-Bretanha o maior número possível de crianças judias.

Edição 89 - Setembro de 2015

ISRAEL HOJE

WIZO, 95 anos ajudando o próximo

WIZO, 95 anos ajudando o próximo

A Women International Zionist Organization, a WIZO tão nossa conhecida, completou 95 anos em julho de 2015. Desde o seu surgimento tem desenvolvido projetos para melhorar a vida da população em Eretz Israel e, hoje, atua em parceria com o Ministério de Bem-Estar e Desenvolvimento Social, na realização de projetos voltados a atender crianças, jovens e mulheres em situação de risco e condições precárias.

Edição 89 - Setembro de 2015

HOLOCAUSTO

A Viagem dos Condenados

A Viagem dos Condenados

No dia 30 de janeiro de 1933, Franklin Delano Roosevelt completou 51 anos de idade. Em menos de um mês seria eleito presidente dos Estados Unidos. No mesmo dia, Adolf Hitler tornou-se o chanceler da Alemanha. Seis anos mais tarde, no oceano que separava estes dois homens, navegou um navio chamado St. Louis, abarrotado por refugiados.

Edição 89 - Setembro de 2015

COMUNIDADES DA DIÁSPORA

Judeus de Sefarad

Judeus de Sefarad

A saga dos judeus na Espanha acabou tragicamente em 1492, quando os Reis Católicos determinaram que nenhum deles poderia mais viver em seus domínios. Mais de 200 mil tiveram que decidir entre se converter ou deixar o país. Uma extraordinária civilização foi abruptamente desarraigada, mas não desapareceu, pois os judeus expulsos levaram seus conhecimentos, sua sabedoria e tradições para outras terras. 

Edição 89 - Setembro de 2015

SUCOT

Hoshana Rabá

Hoshana Rabá

O sétimo e último dia da festividade de Sucot é Hoshana Rabá - a “Grande Salvação”. É o dia final do Julgamento Divino, quando é determinado o destino do ano iniciado 20 dias antes. Hoshana Rabá – 210 dia do mês judaico de Tishrei – é o dia em que D’us finaliza o veredicto assinado em Rosh Hashaná e selado em Yom Kipur.

Edição 89 - Setembro de 2015

ROSH HASHANÁ

Rosh Hashaná e os Três Pilares do Universo

Rosh Hashaná e os Três Pilares do Universo

O Pirkei Avot, livro sagrado de sabedoria e ética judaicas, ensina que o mundo se mantém sobre três pilares: Torá, Avodá – o serviço Divino – e Guemilut Chassadim – atos de bondade (Pirkei Avot 1:2).

Edição 89 - Setembro de 2015

YOM KIPUR

Yom Kipur e o Poder do Perdão

Yom Kipur e o Poder do Perdão

Yom Kipur é a oportunidade dada por D’us de virar a página de nossa vida e acreditar em nossa capacidade de melhorar. Devemos corrigir os erros, mas não nos tornarmos reféns do passado, incapazes de olhar para o futuro.

Edição 89 - Setembro de 2015

VARIEDADES

Bibi, Obama e o acordo nuclear

Bibi, Obama e o acordo nuclear

Após uma crise iniciada em 2002 e de uma rodada de negociações com 20 meses de duração, as potências globais, reunidas no grupo P5+1, e o Irã anunciaram, a 14 de julho em Viena, um acordo sobre o programa nuclear de Teerã.

Edição 89 - Setembro de 2015

VARIEDADES

Pacto com Irã é importante para a política

Pacto com Irã é importante para a política

Tenho profundas reservas com relação ao acordo, mas, como muitos americanos, ainda estou avaliando todas as evidências a favor e contra. Esse é um dos mais importantes debates de nosso tempo, com enormes implicações para o futuro dos Estados Unidos, a segurança e a estabilidade do mundo. 

Edição 89 - Setembro de 2015

BIOGRAFIAS

Lloyd Blankfein e o Sonho Americano

Lloyd Blankfein e o Sonho Americano

Ao falar aos formandos de 2013 do LaGuardia College, Lloyd Blankfein perguntou-lhes “Quais as chances de um garoto dos conjuntos habitacionais de moradias populares do Brooklyn dirigir uma das maiores instituições financeiras do mundo” – E ele mesmo respondeu: “Nunca se sabe. Essa imprevisibilidade é o que a vida tem de bom!” 

Edição 89 - Setembro de 2015

CIÊNCIAS

O que será das abelhas?

O que será das abelhas?

O mel, com sua doçura, é um dos símbolos principais de Rosh Hashaná. Mas sua produção está sendo ameaçada e os cientistas têm lançado um alerta sobre o forte declínio no número de abelhas no mundo.As abelhas estão no centro de um debate internacional.

Edição 89 - Setembro de 2015